PAU GERAL

Começaram a chegar muitos vírus no mail que está aí ao lado. Muitos mesmo, de ontem para hoje. E agora o computador deu pau. Pode ter ou não ligação mas o fato é que não vou responder emails ou poder atualizar o bloco enquanto não resolver isso. Chato, né? Bom, vou tentar dar um jeito nisso logo.


  Escrito por Bloco às 12h12
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OS SHOWS, AS BANDAS, AS NOVAS, AS VELHAS, AS OUTRAS

Muito bom o pessoal que vai tocar comigo no Morro da Urca. E estão muito preparados. O guitarrista é o Fernando Vidal, um dos melhores que conheço, e precisei usar uma guitarra dele no ensaio. Maravilhosa. Uma strato de 1962, excelente. Ando muito ligado nisso, andei dando uma geral nos meus instrumentos e percebi o quanto gosto deles. E os tenho há tempos, conservando-os bem. E não quero me desfazer deles. Talvez precise de uns outros, um ou outro. Mas as guitarras e o violão que tenho são muito queridos.

Tenho vivido muito a música. Tinha um texto para escrever esses dias e ainda não consegui. um não, dois. Acho que até o final de semana sai. É sempre assim. Escrever é fácil, difícil é pensar no que escrever e decidir. Fico o máximo de tempo possível pensando e depois meto a mão na máquina. Espero que na hora saia a contento. Enquanto isso vou me preparando. O show no Rio vai ser um sucesso. Sold out uma semana antes. 1800 ingressos vendidos e a certeza de que vai ser muito bom e bem feito. No domingo volto a Santos para mais um show no Teatro Municipal. Vai ser ótimo voltar lá. Adoro aquela cidade que foi, junto a Belo Horizonte, a cidade em que mais toquei na vida.

Tenho novidades para os moradores e visitantes de São Paulo. A partir de março vou tocar nas quintas-feiras no NA MATA CAFÉ. O show vai ser chamar AS VELHAS, AS NOVAS E AS OUTRAS. Vou tocar isso mesmo: os sucessos, as músicas novas e outras que der na telha. E vou fazer uma promoção no site. Visite. Pode ser que você ganhe um convite para a estréia. Mas só no site, um dia desses, vai rolar a promoção. Ajude a divulgar, ok? vou poder matar a saudade dos palcos paulistanos e do público também. Deve ter uns 15 anos que não faço um show com banda em São Paulo. E vou chamar uns amigos para canjas. Kiko Zambianchi, Kid Vinyl e Sabrina Parlatore serão os primeiros. Estou animadíssimo com esse lance e a banda já está ensaiando. Doido pra tocar as músicas novas também.


  Escrito por Bloco às 00h55
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Cena de Cinema


Essa e uma cena do filme O Escorpiao Escarlate. O anjo, Herson Capri, e seu sidekick, jarbas, vivido por mim.



  Escrito por Bloco às 12h02
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DINHEIRINHO CHATO DE GANHAR....














  Escrito por Bloco às 16h30
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NA LABUTA








E o emprego desse cara? Deve ser bom tambem.










  Escrito por Bloco às 10h15
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Livros


Fui ao Fnac e acabei comprando uns livros. Não que eu tenha acabado o que estou lendo. Nem tenho tido tanto tempo pra ler. E andei comprando uns no sebo, pra reler. Fazer o quê? Os livros exercem sobre mim esse fascínio. Algo que lembra um segredo que vai ser revelado, uma confissão a ser feita, um desnudar-se belo e envolvente. E nem sempre tenho tempo para essa paixão, esse envolvimento, mas sempre procuro ter. É fundamental para a vida. Ler é resolver problemas que são afugentados da mente quando metemos a cara no livro. A alma precisa de grandeza e perspectiva. Para isso existe a arte, para isso a literatura, mãe de todas as outras. Contra uma estória. Essa é a meta.

Tenho pensado muito em escrever um livro. Culpa de um monte de gente que tem mandado emaisl pedindo por isso. A vontade sempre existiu, é bem verdade. Mas acho que chegou a hora. E começa a bater aquela dúvida que me acompanha em todos os trabalhos que faço: sera que eu vou dar conta? Sempre acho que não e sei que uma hora sera verdade. Todos somos failveis. Mas não custa tentar.
Se eu achar tempo entre os que quero ler. E se eles não me convencerem do contrario.


  Escrito por Bloco às 01h35
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AUTOBAHN


A festa foi muito maneira e eu curti muito tocar lá. Tinha gente pendurada no lustre. Cheio mesmo e a fila ainda não tinha acabado na hora em que eu deveria tocar. Comecei bem, o povo tava gostando das músicas mas um dos cd players começou a dar pau e não lia as músicas ou demorava séculos. Só deu uma mas é horrorosa, daquelas em que acaba uma música e fica aquele silêncio. Até que a porra do CD entrou e rolou a próxima. também dei uma daquelas horríveis de botar uma música enquanto está rolando a outra. A gente tem que fechar o volume externo pra fazer isso e dessa vez eu esqueci. Percebi que Elvis Costello não faz o menor sucesso e que A fórmula do amor é um hit na parada. Muito bom.
A pista tava cheia o tempo todo e eu conheci um monte de gente. Uma menina do Rio, que estudava na Puc quando eu fui lá dar uma palestra veio falar comigo. Uma simpatia. A Silvia Curiati, do blog Salón comedor também se apresentou. Aos poucos as pessoas vão saindo da virtualidade e ficando reais. legal isso. Conhecer uma pessoa pelo texto é muito bom. A gente conhece primeiro a alma. Os preconceitos ficam todos de fora.

Tô até pensando em adotar mais essa atividade. DJ de festas anos 80. tomei umas caipirinhas de saquê e me diverti muito dançando sozinho. Dancing with my self, como o Billy Idol. Ah, Prefab Sprout também não agrada. Logo os meus favoritos???

  Escrito por Bloco às 18h58
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RODK ESTRELA



























  Escrito por Bloco às 18h38
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DIA CHEIO



Estou aqui, ouvindo Pretenders na sala de espera do dentista. Pois é, tem um computador aqui e está na rede. Tenho que buscar o viol"ao e a guitarra no luthier e cortar o cabelo. Depois, à noite, vou ser DJ na Autobahn. Preciso me programar para o evento. Será que dá tempo?

  Escrito por Bloco às 14h25
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EM 95 EU ESTAVA DIZENDO ISSO A RESPEITO DE DROGAS




Fernando Henrique, Bill Clinton e eu.



Não sou a favor da liberação das drogas; sou mesmo, muito antes disso, é contra a sua proibição. Nos milhares de anos em que a história humana vem se construindo, o papel das drogas, dos alucinógenos, das substâncias entorpecentes, nunca foi tão relevante. Digo que não sou a favor da liberação por achar que o discurso vitimado do maconheiro em geral é frouxo e insignificante. Esse negócio de ¿uma erva natural não pode me prejudicar¿ é pura balela. Primeiro porque erva natural pode prejudicar e muito, e a maconha é prejudicial à memória e aos reflexos. Fernando Henrique, Bill Clinton e eu, que já apertamos uma ¿morra¿ pra detonar ouvindo o ¿Dark side of the moon¿, sabemos que sob o efeito do ¿gererê¿ fica-se burro, lesado, com ¿cabeção¿ e fissura em leite condensado. Esse discurso culpado, como que pedindo piedade, é uma grande bobagem. A questão é muito mais complexa, a meu ver.
Primeiro é preciso saber, afinal, o que é proibido. Quem proibiu e quais os objetivos dessa atitude? Quais as consequências nestes mais ou menos 50 anos de ilegalidade e, o mais importante na minha opinião: quem lucra com isso?
As drogas foram conduzidas à ilegalidade por correntes moralistas que acreditavam-se no direito de proteger o indivíduo de si próprio. Proibir o jogo, as bebidas e tudo aquilo que faria mal ao corpo e à alma eram o conteúdo deste movimento, com refrações em várias culturas e situações geo-políticas diferenciadas, mas todas em uma mesma época. O que pode ser mais idiota que querer proteger um cidadão dele mesmo? Enxugar gelo é mais eficaz e inteligente que isso. Os males que um ser humano pode causar a si próprio são infinitos. Mas a bebida e o jogo foram, talvez pela grande popularidade, aos poucos se tornando legais novamente. Há casos de países em que o governo oferece umas 40 possibilidades diferentes de jogos de azar mesmo alegando que o jogo é proibido. Bebidas também são permitidas após uma certa idade, na qual o indivíduo já adquiriu a consciência de que pode perder a consciência quando bem entender, desde que seja com substâncias que os legisladores curtam. E a garotada enche a lata muito antes dessa idade e ninguém parece achar nada demais nisso.
Vamos olhar os aspectos da saúde como motivação para que o estado se meta a dizer com quais substâncias você pode ou não ficar doidão. Se é verdade que o estado pode zelar pela sua saúde proibindo coisas que fazem mal, o sol, o sal e o sul deveriam ser proibidos. Jogar futebol, então, com a cabeça cheia de cerveja, pra quem leva uma vida sedentária, pode ser fatal. A pele do frango deveria ser proibida, o torresminho, não ir à ginástica, carregar bolsas só de um lado. Meu Deus, são tantas as coisas que fazem mal à saúde e que todo mundo repete diariamente que fica difícil enumerar. Cigarros são imbatíveis, nada pode fazer mais mal à saúde que esses fedorentos bastõezinhos, a não ser a pobreza. O estado deveria proibir todos os tipos de pobreza, já que elas podem prejudicar em muito a saúde do povo. Mau humor e falta de educação, sabidamente, prejudicam a saúde. Viver, em última análise, é fatal. Proiba-se o tempo, pois.
Se a argumentação dos que recriminam e incriminam, no quesito saúde, é fraca, veremos agora sua atuação na delimitação do que se chamará ¿droga¿. Remédios em geral são drogas e - mesmo as que a pretexto de te curar de uma doença provocam outras cinco - são perfeitamente consumíveis. Pode-se comprar doses letais de analgésicos em supermercados. Não são as drogas em geral e seu uso indiscriminado e sem orientação médica que incomodam, aos olhos da lei. O problema são aquelas que dão prazer a quem as consome. O objetivo não é evitar que o cidadão se intoxique, mas sim evitar que ele tenha prazer nisso. Logo, o prazer é a única coisa que está em jogo e não a auto-destruição. Por favor, não ria!
Recapitulando. É permitido: fazer coisas que prejudiquem a própria saúde, tomar grandes quantidades de drogas que fazem mal, jogar todo o dinheiro que se tem, compulsivamente, também. Qual é o bode então? De onde se tira argumentos para dizer que isso ou aquilo não pode? Ficar doidão, de cair no chão e juntar criança, é permitido em qualquer padaria, em frente a qualquer colégio. Fumar uma ¿brenfa¿ não. Qual o critério? Fernando Henrique, Bill Clinton e eu sabemos que quando se fuma uma ¿vela¿, por maior que seja, nunca se ficará tão doido quanto com um copo de pinga.
Uma vez compreendida a estupidez inconteste das prerrogativas que estabeleceram a proibição injustificada daquilo que supostamente ¿faz mal¿, vamos agora observar os resultados e beneficiários desta política de intolerância.
Os filmes de gangsters mostram o luxo e a riqueza em que, graças à lei seca, nadavam os recém chegados imigrantes italianos e bandidos na América. Anos depois a guerra fria tomou o lugar dos gangsters nos filmes policiais. Atualmente os grandes bandidos são os traficantes. Mudam os personagens mas a dinheirama continua rolando no mesmo círculo e em proporções muito maiores. A diferença entre o jogo do bicho e a ¿sena¿ é institucional. Esta paga imposto, décimo terceiro aos funcionários etc., o ¿bicho¿, assim como o tráfico,está isento de taxas. A guerra fria foi uma beleza para a indústria bélica. A verba para armamento bélico, defesa e outros aparatos mortais é enormemente maior qr o jogo, as bebidas e tudo aquilo que faria mal ao corpo e à alma eram o conteúdo deste movimento, com refrações em várias culturas e situações geo-políticas diferenciadas, mas todas em uma mesma época. O que pode ser mais idiota que querer proteger um cidadão dele mesmo? Enxugar gelo é mais eficaz e inteligente que isso. Os males que um ser humano pode causar a si próprio são infinitos. Mas a bebida e o jogo foram, talvez pela grande popularidade, aos poucos se tornando legais novamente. Há casos de países em que o governo oferece umas 40 possibilidades diferentes de jogos de azar mesmo alegando que o jogo é proibido. Bebidas também são permitidas após uma certa idade, na qual o indivíduo já adquiriu a consciência de que pode perder a consciência quando bem entender, desde que seja com substâncias que os legisladores curtam. E a garotada enche a lata muito antes dessa idade e ninguém parece achar nada demais nisso.
Vamos olhar os aspectos da saúde como motivação para que o estado se meta a dizer com quais substâncias você pode ou não ficar doidão. Se é verdade que o estado pode zelar pela sua saúde proibindo coisas que fazem mal, o sol, o sal e o sul deveriam ser proibidos. Jogar futebol, então, com a cabeça cheia de cerveja, pra quem leva uma vida sedentária, pode ser fatal. A pele do frango deveria ser proibida, o torresminho, não ir à ginástica, carregar bolsas só de um lado. Meu Deus, são tantas as coisas que fazem mal à saúde e que todo mundo repete diariamente que fica difícil enumerar. Cigarros são imbatíveis, nada pode fazer mais mal à saúde que esses fedorentos bastõezinhos, a não ser a pobreza. O estado deveria proibir todos os tipos de pobreza, já que elas podem prejudicar em muito a saúde do povo. Mau humor e falta de educação, sabidamente, prejudicam a saúde. Viver, em última análise, é fatal. Proiba-se o tempo, pois.
Se a argumentação dos que recriminam e incriminam, no quesito saúde, é fraca, veremos agora sua atuação na delimitação do que se chamará ¿droga¿. Remédios em geral são drogas e - mesmo as que a preue aquela destinada à educação neste planeta. Ao se gastar dez vezes mais com armas que com o saber, desenha-se o rumo desta sociedade. Essa indústria funciona hoje com a justificativa de combater o tráfico - já que as guerras quase se resumem a conflitos de fronteira - e os males que dele se originam.
Da firma que fabrica grades para janelas às seguradoras, das fábricas que vendem armas a policiais e bandidos às escolas de caratê, o crime espalha seu lucro como a maior empresa multinacional do universo, e maior geradora de lucros indiretos também. Muita gente lucra com a proibição das drogas, e muita gente grande. Proiba-se o chiclete de hortelã e o sistema lucrará em cima disso. Libere-se a maconha, como se libera a cachaça e o acarajé, e uma multidão de criminosos deixa de existir no mesmo instante. A quem isso pode interessar?
Em meados deste século não se tinha notícia de gente que roubava por estar ¿emaconhada¿. Tampouco o fato de se beber chope induzia ao uso de heroína. Ainda que isso pudesse acontecer numa mesma biografia, essa associação não aconteceria. Os vícios são um mal. Qualquer um. A forma de lidar com eles, com o advento da ilegalidade, é ainda pior. Mas acabando-se com a figura do traficante, ao lançamento do maço de Bob Marley nas padarias, como é que se continuaria com a série 007? Talvez colocando um grande empresário ou grupo financeiro poluidor dos oceanos como o grande vilão? Ou, quem sabe, um déspota do terceiro mundo? Onde ficaria o glamour? É difícil organizar o mundo sem a figura estilizada do vilão. As grandes Sociedades Anônimas, que se reunem em torno do lucro, e só a ele são fiéis, não achariam a menor graça na retirada deste véu que lhes encobre a face horrorosa. O traficante é uma necessidade empresarial. A proibição das substâncias alucinógenas só fez crescer o seu consumo assustadoramente. Ininterruptamente. Infalivelmente. Se era pra evitar o consumo, poxa, teria sido melhor obrigar as pessoas a usarem.
Quem é favorável à manutenção dessa grande idiotice, pois, que assuma a cumplicidade deste que terá sido, mesmo diante das guerras e dos totalitarismos facínoras, o pior dos males deste século. Pelo mais longo episódio de horror, a arrastar crianças para a marginalidade e tornar o estado policialesco um desejo de cidadania, num cenário de habitual truculência e intimidação. As guerras, essas acabam.
Eu culpo todos os que são favoráveis à manutenção desta lei invasiva, hipócrita e contraditória pelas maiores desgraças de nosso tempo. Fernando Henrique, Bill Clinton e eu, que já queimamos um mato ¿do bom¿, sabemos que, em nome de proteger os indivíduos, foi criado um mundo onde todos moram atrás de grades e com medo.
Pô, aí, nada a ver.
Fernando Henrique, Bill Clinton e eu ¿demos dois¿, não tragamos (a sinceridade é que mata!) e não sentimos nossos destinos sendo prejudicados por isso. Mas o idiota do moralista que primeiro inventou essa palhaçada, esse foi muito mais importante para os rumos da história. O grande filho da puta anônimo de todos os tempos. Muito mais importante que qualquer um de nós que, como Fernando Henrique, Bill Clinton e eu, fumamos um, corremos o risco de pagar pena por isso e deixamos rolar.

  Escrito por Bloco às 18h43
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PRINCESINHA DO TITIO



Ela eh uma coisa, essa menina! 100% mordivel!!!! Coisa mais linda do tio.




Julia, para o seu encanto.

  Escrito por Bloco às 20h20
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Outra nota


Essa saiu no jornal O Povo de Fortaleza..

http://www.noolhar.com/opovo/colunas/atitude/

  Escrito por Bloco às 08h35
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LAZER


Essa semana pude sair um pouco pra me divertir. Vi 21 gramas, um filmaço. Acho que os três atores devem ser indicados ao Oscar. E chegou a vez do Sean Penn levar a estátua. Ele é uma fera mesmo. Vi o Adeus, Lênin e é bom, mas lembra muito aquele italiano que levou o Oscar de Central do Brasil, o A vida é bela. Também fui ver o Marco Rica e a Denise Fraga no teatro em um espetáculo excelente. Muito bem dirigido pelo Elias Andreatto.

Curioso isso: atores dão excelentes diretores. Alista é farta: Chaplin, Woody Allen, Gene Kelly, Clone Eastwood, Herbert Record e muitos outros. Sem deixar de mencionar o Elias Andreatto e a Marília Pêra, entre tantos nacionais, que se destacam sempre que dirigem. Talvez você não saiba mas uma das peças que mais sucesso fez na história do país foi Irma Rap, que a Marília dirigiu. Curioso que a peça que está a mais tempo em cartaz, o maior hit de todos, Trair e coçar é só começar, tenha sido escrita por um grande ator, o Marcos Caruso.

Vida que segue. Tenho andado muito. São Paulo tem tido temperaturas muito gentis e a cidade não está muito cheia. Uma delícia. Eu que não sou muito de verão e calor tenho achado muito bom. E tenho passeado. Um dos meus programas favoritos. Meu e de qualquer cachorro. Já reparou que se você levar um cachorro pra passear 200 vezes por dia ele sai animadíssimo em todas elas? Tenho algo de cachorro.

Ontem bolei uma boa frase pra camiseta. Vou mandar fazer uma pra mim. A frase é: 100% mais ou menos. Se copiar tem que dar crédito. Já inventei muitas frases que caíram no vocabulário geral e nunca levei os créditos. Acrescentar qualquer coisa à língua natal é um mérito, não é?



  Escrito por Bloco às 08h23
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FNAC


Fui conhecer a loja nova da Paulista. Muito bonita. enorme. Ja vi que vou ter problemas em resistir as compras. Tem muita coisa legal e hoje, sem pensar em comprar nada, acabei comprando uma colecao do Jamelao e um livro de poesias do Bukowski. Tenho quase todos em ingles e pela primeira vez pude ler um livro de poemas dele traduzido para o portugues. Sou fao do velho Chinaski e tambem do ranzinza Jamelao que, aos 90, ainda barabariza ao microfone enquanto brinca com um elastico na outra mao.
E assim tive um dia divertido. E nem ouvi o Jamelao ainda. To com as musicas do Lamartine ainda na cabeca. Sabe o que e ter que decorar 12 letras e melodias em 3 dias? Claro que dei umas mancadas nos shows mas no geral decorei tudo. E foi um sofrimento. As melodias sao muito caprichadas, muitas notas sutis e dificeis, e as letras nem sempre sao curtas. Valeu a pena.
O bom de fazer esse trabalho foi poder estar em contato com a verdadeira alma do carioca. Aquela coisa bem humorada, solidaria, simples, gentil, gaiata, com um charme natural. NAdaa a ver com os tipinhos Malhacao que dominam a midia com o estereotipo de cariocas malhados, surfistas, patriciinhas, lutadores, dondocas. O carioca e outra coisa. E culto e nao se liga muito em visual, e despojado e simples. E aquele pessoal que tocava la era exemplo. E o pessoal que ia assistir idem. O verdadeiro Rio que quem ve se apaixona. Mesas de botequim, amigos, poesia, alegria e camaradagem.
Pena que o Rio que vale a pena nao sai na TV ou nas revistas. A grande populacao do Rio fica levando a fama de estupida por causa de um bando de pleyboys da zona sul que fazem pose e se dedicam exclusivamente em ser paisagem do cartao postal. E como tem gente inteligente e talentosa naquela terra. E quantas historias. Eu falo de um bem nacional, e nao de bairrismos. A maioria dos amigos que fiz no Rio, nos mais de 25 anos que la morei, nao eram cariocas. Era gente do Brasil inteiro que foi pra la contribuir com a cultura e com a realidade nacional, mais do que curtir as belezaml

  Escrito por Bloco às 16h41
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PESAR



Que o amigo Diduche Worcman chegue aos ceus plainando com suas novas asas. E com o amor e a saudade de muitos.

  Escrito por Bloco às 13h50
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ENVIADO POR UMA MULHER!!!!!


PENSAMENTO DO DIA...


Existem mulheres que a gente ganha com a beleza...
Existem mulheres que a gente ganha no papo...
Existem mulheres que a gente ganha no beijo...


Para todas as outras existe MASTERCARD...





  Escrito por Bloco às 10h25
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DESERTO


A uns 500 metros de uma pirâmide, me inclinei, tomei um punhado de areia,
deixei-a cair silenciosamente um pouco mais além e pensei: estou modificando
o Sahara.


Borges em visita ao Egito



  Escrito por Bloco às 09h09
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DOIS RETRATOS





Bigode Lamartine








New shades

  Escrito por Bloco às 23h57
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COLLUNA DO JOAQUIM



Tem uma nota boa. foi um acesso de ternura civica que me deu durante o show.

http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/gente.asp

  Escrito por Bloco às 17h35
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FNAC


Fui conhecer a loja nova das naturais. eu mesmo quase nao ia a praia.
No entanto, conheco muito bem os melhores botequins da cidade, os do centro, da Lapa, os que sao frequentados pelos cariocas que nao falam o SHHHHH do cara do Detonauta e nem tem aquela cara de jovem senhora dondoca que a maior ia das celebridades de hoje ostenta. Antes, na TV Globo, eles queriam gente com talento, fossem bonitas ou nao. Hoje querem gente bonita, talentosas ou nao. E o Rio e muito mais do que bundas grandes e barrigas de lavar calcinha.
Muito mais.
E enquanto ele nao se lembra disso, cantemos o Rio de Lamartine, de Ary Barroso, dos velhos mestres. E eu, do conforto da minha casa paulstana, outra cidade brasileira msi do que paulista, curto o maravilhoso Jamelao.

  Escrito por Bloco às 23h23
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Garotas que Dizem Léo é Nosso Rei!


Olá, você-que-eu-espero-que-seja-o-Léo-Jaime!
 
Estou escrevendo com a maior esperança de que seja mesmo o músico que embalou minha meninice o leitor deste e-mail. O caso é o seguinte: junto com mais duas amigas, jornalistas como eu, mantenho um site chamado Garotas Que Dizem Ni, dedicado a receber nossos delírios bem humorados sobre música, tv, infância e o que mais der na veneta.
Hoje, depois de um bom tempo pensando, o nome do grande Léo veio à tona em um texto residente neste link: http://www.garotasquedizemni.com/archives/000595.php#more
Esperamos que vc não ache ruim, Léo. E que dê uma passeada em nossos humildes domínios quando puder. Seria uma honra ter um de nossos ídolos por perto..
 
Beijos,
 
Flávia
www.garotasquedizemni.com

-(esse email eu recebi hoje, e vale a pena dar uma conferida no site das meninas que e muito hilario)-----------------------------------------------------------------------


  Escrito por Bloco às 23h14
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Missão cumprida!!

Foram bem sucedidos os shows, ontem, no CCBB. Deram muito certo, lotados e muito aplaudidos, embora eu tenha dado umas pisadas na bola em relação às letras. Em especial na primeira sessão. A Sabrina, minha companheira de palco, foi ótima e os músicos dispensam apresentações: a nata.

Sendo assim, posso voltar para casa. Não durmo em minha cama há mais de 20 dias e pretendo ficar nela um pouco. Ficar alguns dias sem fazer muitas coisas, afinal a rotina esteve meio tumultuada nos últimos dias. Antes e depois da internação trabalhei pesado. Mereço descanso. Um final de semana prolongado para dar umas caminhadas, deixar em dias os afazeres domésticos, ajeitar umas coisas em casa, montar uma estante que comprei e está ainda na caixa, buscar um tapete que ficou na loja fazendo um acabamento e me espera há quase um mês. Aliás, onde será que deixei o recibo desse tapete? Puxa vida, tenho muitas tarefas pela frente. Tudo bem, vou fazer cada uma delas beeeeem devagarinho.

Esse foi um macete que introduzi na vida neste ano. como passei alguns dias no hospital, e lá a gente tem que pensar e repensar muitas coisas porque não há muito pra fazer, a minha lista de planos para o ano novo acabou sendo muito bem planejada e de certa forma já entrou em prática. Esse macete, o de fazer as coisas mais demoradamente, cuidadosamente, sem pressa, foi o principal. Em geral sou daquelas pessoas que quer fazer o máximo no menor prazo e aproveitar bem os espaços, não desperdiçar nada etc. Aquela coisa de gente que teve a vida dura e está acostumado a se exigir muito. Pois agora quero fazer cada coisa como se fosse a única. E desligar do resto. Assim foi no show. Pensava em cada bloco de canções que iria cantar imediatamente. E me concentrava nelas. Depois eu pensava nas seguintes. Com isso não fiquei com um monte de coisas na cabeça e apavorado por ter que me lembrar de todas. A Soraya Ravenle, que fez na primeira semana e foi ontem nos assistir, achou que Sabrina e eu éramos doidos por termos decorado quase tudo. Disse que ela, que é um talento inigualável, e o talentosíssimo Eduardo Dusek não decoraram quase nada. E, bem, eles não tinham saído do hospital no dia do primeiro ensaio. Achei bacana ela dizer isso. Deu uma sensação de trabalho bem feito e de ter me superado. E missão cumprida. Ah, a Soraya e a Sabrina estão emprestando seus talentos à Öpera do Malandro, o maior sucesso da temporada teatral no Rio de Janeiro atualmente. Se puder, não perca!


  Escrito por Bloco às 06h38
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PEGANDO PESADO

Por certo eu nao devia. Sai do hospital e cai no samba. Tenho ensaiado o dia inteiro desde que cheguei ao Rio. Nao da pra ser de outro jeito. Muitas coisas para aprender em poucos dias. Eu sou lento. E nao gosto de fazer mal feito. Sendo sssim, amanha estreio no CCBB, ao lado da Sabrina ( como esta cantando lindo!!! ) com o maravilhoso repertorio de Lamartine Babo. As feras que nos acompanham dao muita seguranca mas mesmo assim gostaria de ter tido mais tempo.


vou ver se da pra postar uma coisa do passado. Uma foto de quando tentaram me prender porque eu escrevia no Globo.


sorry, nao deu pe. O blogger nao ta aceitando muita coisa ultimamente. Ta ficando dificil.
Saude mais ou meno, garganta doendo um pouco e exausto. Mas a tarefa sera cumprida. Custe o que custar.


  Escrito por Bloco às 23h56
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Vida que segue


Muita gente se solidarizando comigo na desventura com o Capitão Babaccari. Deixa eu estrear o show aqui no Rio e voltar para casa que a coisa engrena, e vou contar com a ajuda de algumas pessoas que a ofereceram, pode ter certeza. Tem certas coisas que simplesmente não podem passar em branco. Eu já passei por ela, mas, será que eu posso deixar que ocorra com outra pessoa sem me sentir muito mal? É chato mas é um dever.
Cheguei ontem ao Rio, logo após deixar o hospital, e fui direto para o ensaio do show que faço na terça, Lamartine em Revista, em que canto na companhia de Sabrina Korgut o repertório belíssimo do Lalá. Sambas, fox, marchas, tudo diferente do que estou acostumando mas não menos interessante. Como se sabe, sou um grande fã das marchinhas de carnaval e ele é o mestre no assunto. Posso não ter muito cartaz por aí, é verdade, mas não deixo de gostar de ser quem eu sou e fazer o que faço. Operário da alegria, serviços gerais na indústria do amor. Tô bem, pessoal, em todos os sentidos. E uma hora há de chover na minha horta. Não faço mal a ninguém, sou limpinho e não falto no serviço. Uma hora eu chego lá.


  Escrito por Bloco às 10h23
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ENFIM, ,EM CASA!!!!


A todos, e nao foram poucos, os que me escreveram desejando melhor saude meu muito obrigado. A torcida funcionou e estou melhor. Agora eu entro, finalmente, em 2004.
BOM ANO NOVO!!!!

  Escrito por Bloco às 10h02
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A MINHA SOBRINHA JULIA




  Escrito por Bloco às 21h51
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Melhorando


Como diz o Arnaldo Antunes, as coisas boas também acontecem. Uma hora o vento tem que bater para outro lado! Ficarei bom logo.



APRENDENDO A JOGAR


O futebol é mais que uma diversão, é um paradigma filosófico. Nada me faz refletir mais que o futebol. E ele ensina. E como. Por exemplo: ganhar e perder são as duas coisas que mais acontecem. Ninguém só ganha e ninguém só perde. O fato como encaramos as vitórias e as derrotas podem fazer o saldo ser mais ou menos positivo. Tem uns cara que ficam putos o jogo inteiro. São os que jogam com medo. E são valentes, os medrosos. Devem jogar na defesa ou protegendo-a, já que não são muito ousados e sempre temem pelo pior. Há os que querem ter o tempo todo a bola no pé, querem controlar, querem ficar o máximo de tempo possível com a bola como se essa fosse a sua melhor forma de contribuir. Esse é o tipo que não consegue jogar sem a bola. Fica habilidoso por limitação. Há o que joga bem sem a bola, sem ansiedade, e sabendo poupar uma hora para usar em outra. Há o que sabe fazer gol e o que gosta de fazer gol. Não é a mesma coisa. O que gosta vive tentando e o que sabe vive fazendo. Em geral, o que vive fazendo não é tão perfeccionista quanto o que que gosta de fazer. Ele pega a bola e mete pra dentro do jeito que dá. Deixa a bola bater nas costas, na orelha, na barriga e faz gols horrorosos sem nenhum pudor. Os que gostam sempre querem dar um toque a mais, fazer tudo muito certinho, limpinho, e às vezes se complicam e em outras fazem coisas geniais.
O goleador é frio. Ele pega a bola e vai no rumo do gol. Não por achar que aquele momento é especial e que uma coisa incrível pode acontecer. Mas por achar que essa é a única coisa a fazer. Ir para o gol. Pelo caminho mais curto.
Lembro-me de um amigo que não costumava muito jogar bola e foi uma vez com a gente pra pelada lá no Chico. Anos depois ele disse que essa cena havia mudado sua vida, seu jeito de pensar, sua atitude. E é fato. Ele só me disse isso anos depois. E eu me vi de um jeito diferente pelos olhos dele. A cena era a seguinte: houve um pênalti para o nosso time e a gente estava perdendo. Eu pedi a bola e disse que iria bater. Pus a bola no cal e com a maior tranquilidade meti a bomba. A bola foi parar no condomínio que tinha do outro lado da rua. Isto feito eu me virei e voltei tranquilamente para o campo como se nada tivesse acontecido. Reconheço-me na cena. É assim mesmo. Perdi, paciência, daqui a pouco eu faço outro. Ele disse que isso o ensinou a meter a cara, fazer o que tinha vontade, bater os pênaltis na vida e não ficar se execrando a cada fracasso. E eu dei uma puta lição para alguém chutando a bola na lua. Durma-se com um barulho desses. Foi um golaço.
Alguns não gostam muito de jogar comigo porque eu, realmente, não sou daqueles que sofre porque perdeu um jogo. E também não fico me achando o rei da cocada branca quando ganho ou faço um monte de gols. Eu me divirto jogando e fazendo gols. Não gosto de jogar mal. E olha que eu sou um perna-de-pau incorrigível. Eu não sei fazer nada com a bola. Só gol. E faço um monte deles sem nenhum pudor. Com as duas pernas, com as costas, de tudo quanto é jeito. como sempre fui bom em bater na bola, costumo acertar a maior parte dos chutes. E quando cometo um erro bisonho cago baldes. Pode me xingar o quanto quiserem, reclamar e tudo o mais. Eu continuo me divertindo.
É isso o que eu aprendi no futebol. Que o prazer em jogar, em testar os próprios limites e tentar o inusitado. Em conhecer a magia da sensação do gol a cada vez como se fosse a primeira e pensar nele mais que na vitória. Há algo de poético nisso. Há filosofia. Há graça. É isso. Jogar tem que ter graça. Perder e ganhar alternadamente faz parte dessa graça. E gostar disso ajuda a ter um saldo maior de vitórias. E uma outra coisa: não tenho nenhum pingo de dó de goleiros. Quem é goleiro gosta de sofrer. E eu meto a bomba.

Entenda como quiser.

  Escrito por Bloco às 21h44
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APRENDER

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam...

E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não deve se comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.

E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Willian Shakespeare

  Escrito por Bloco às 14h45
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FASE ESTRANHA


Bem em frente a minha janela ha uma passarela que cruza a 9 de julho. resolveram destruir as escadas que ligavam essas passarelas aos pontos de onibus que foram extintos. Resultado: 7 e meia da manha tinha uma britadeira gigante, parece um trator, destruindo concreto a 20 metros dos quartos dos doentes. Resta perguntar a mae do Supla se ela tem mae. E se a mae dela estivesse aqui, ela mandaria essa megabritadeira as 7?

post sem acentos por incapacidade tecnica e pressa

  Escrito por Bloco às 12h30
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EM TEMPO!!!!


PAREM AS ROTATIVAS!!!!!


O show que eu faria no dia 13 no CCBB do Rio foi transferido para o dia 20,


  Escrito por Bloco às 12h27
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TA NA REDE

Olha a entrevista que o Jornal do Blogueiro fez comigo.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que a vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.

Começa a aprender que não deve se comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.

Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que p/>http://www.jornaldoblogueiro.blogger.com.br/

  Escrito por Bloco às 12h26
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Mais um dia no estaleiro


Não vou incomodar ninguém com relatórios médicos, quero só afirmar uma coisa: estou melhorando e tenho previsão de alta para sexta-feira.

A cada dia que passa fico mais impressionado com a estupidez do Sr. Baccari, o burro e mau-caráter piloto da Varig e seus comissários de quinta categoria. Basta dizer que se me tirassem do vôo e eu embarcasse no próximo, seis horas depois, eu viajaria com febre alta, pressão alta e sem a cobertura medicamentosa que o hospital de Fortaleza previra, ou seja, de oito horas após a alta. No relatório médico que apresentei aos funcionários da Varig estava escrito que eu tinha tido alta do problema gastrointestinal mas ainda requeria cuidados médicos urgentes quando chegasse ao meu destino. Se eu viajasse no vôo do meio dia, que não era direto, teria passado as 8 horas que os medicamentos aplicados na hora da alta cobririam sentado no aeroporto, esperando o vôo; voaria por mais umas 5 ou 6 horas e chegaria em Guarulhos na hora do rush, chegando em casa lá pelas 8 da noite, o que me impossibilitaria de ir à minha médica. Tudo bem, talvez eu fosse direto para um pronto-socorro pois, sem dúvida alguma, meu estado de saúde seria crítico. Ou, temos que admitir a possibilidade pois ela existe: talvez nem fosse mais pra casa ou para hospital.
Saber que corri risco de vida por burrice e preconceito e que esses imbecis nem me pediram desculpas me deixa aliviado, pois a moça da Anvisa me salvou, e também entristecido pois sei que muitos não têm a mesma sorte e morrem vítimas da burrice e preconceito. Os Baccari são elementos muito prejudiciais à sociedade. Como é que a Varig deixa um homem desses ter a vida de seus passageiros em mãos?

O que eu gostaria agora, juro, era que o maior número de pessoas soubessem do ocorrido. Talvez fazer um link do bloco de notas com o texto daquele dia e enviar para os amigos pedindo para que eles façam o mesmo pode ser uma idéia. Vou mandar cartas para jornais e para a Varig. O mundo precisa saber quem é o Sr. Baccari. E o que aquele seu ¿pequeno erro¿, não saber a diferença entre infecção e contágio, poderia ter causado. A mim e a quem gosta de mim, quero deixar claro. Os outros passageiros não correram risco nenhum em minha companhia. Embora tenho me odiado por sólidos 30 minutos.

Antes de terminar me ocorre ser muito importante revelar um dos problemas que me afligia ao embarcar: embolia pulmonar. Como é que acontecem essas embolias? com quem fica muito tempo deitado ou faz longos vôos. O resfriado forte e a fraqueza eram só o cenário para esse problema que poderia ter sido fatal caso me tirassem daquele vôo. perdôe por ficar falando em doenças mas lembre-se que o assunto aqui é outro: respeito humando, dignidade, educação, solidariedade etc. Aquilo tudo que o Comandante Baccari deveria conhecer antes de assumir responsabilidades sobre a vida de passageiros.

  Escrito por Bloco às 08h56
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DUAS COISAS

POR FAVOR! NÃO POSSO RECEBER MENSAGENS PESADAS, POR MAIS BONITAS QUE SEJAM, ENQUANTO ESTIVER HOSPITALIZADO. COMO DISSE ANTERIORMENTE, NÃO DÁ PRA FICAR PENDURADO NO TELEFONE POR AQUI.


UMA COISA IMPRESSIONANTE! O MEU TERMÔMETRO INTERIOR É UM ESPETÁCULO. TODAS AS VEZES EM QUE A ENFEMEIRA VEM TOMAR MINHA TEMPERATURA EU DIGO O GRAU COM DECIMAL EXATO DA MINHA FEBRE. ISSO É QUE DÁ PASSAR VÁRIOS DIAS ASSIM. ACERTEI TODAS ATÉ AGORA!!! MARGEM DE ERRO DE UM DÉCIMO. NÃO É MOLE NÃO!!!!!

  Escrito por Bloco às 18h01
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AVISO AOS NAVEGANTES


INFELIZMENTE, POR MOTIVOS BEM CLAROS, A MINHA CANJA NO SHOW DO DIA 9 NO KASEBRE DEVE MICAR. DEVO ESTAR NO HOSPITAL AINDA. OU MUITO FRACO PARA O ROCK N ROLL.

  Escrito por Bloco às 14h18
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De Novo


A febre me trouxe para outro hospital. Esse, perto de casa. Dessa vez eu saio bom. Ou quase. Não seria muito dramático dizer que eu pensei no pior. Ou melhor, pensei no que todos chegam um dia a pensar: a minha hora pode ter chegado. Não foi dessa vez e o que me mata me faz mais forte. Frase feita é foda.
Quando você vir um cara burro e mau caráter não o chame de outro nome: Baccari. Esse é o ideal! E a mala nem vai poder te responder. Não até que fique popular.
Não dá pra ficar muito tempo conectado no quarto do hospital. Até breve.

  Escrito por Bloco às 14h16
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AVISO AOS NAVEGANTES


INFELIZMENTE, POR MOTIVOS BEM CLAROS, A MINHA CANJA NO SHOW DO DIA 9 NO KASEBRE DEVE MICAR. DEVO ESTAR NO HOSPITAL AINDA. OU MUITO FRACO PARA O ROCK N Rrro , avião e helicóptero, mas barco não¿. Dá pra acreditar?
A infelicidade do piloto da Varig, a quem pretendo processar por constrangimento entre outras coisas, chama-se Bacari. Comandante Baleiro.
Veio o cara da Varig que embarca os passageiros, um da terra, e disse que o avião já estava atrasado e que ele não ia prejudicar 120 pessoas por minha causa. Ao que eu indaguei: e se eu digo que a minha doença não é e nem nunca foi contagiosa, aliás isso não consta do relatório médico, porque é que eu obrigatoriamente tenho que estar mentindo? Disseram que as regras não eram da Varig mas da Anvisa. E eu lá, com um febrão e querendo meter um murro na cara do imbecil do aeromoço. Detalhe: ninguém foi educado ou simpático. Arrogância o tempo todo. como seu eu fosse um terrorista e estivesse a fim de contaminar o vôo. E a aeromoça, quando indaguei que aquela carta era para me darem melhores cuidados e não para piorar o tratamento: mas o senhor tem entender que o senhor está colocando em risco a saúde de todos os nossos passageiros. Era loura. Mas os outros eram morenos e tão burros quanto ela. O que hão muda nada.
Chegou a moça da Anvisa. Leu o papel e exclamou: o que está escrito aqui não diz de modo nenhum que ele não pode embarcar! É um absurdo, claro que ele pode viajar. Aí todos desarmaram e mandaram ela para a cabine do piloto. Isso durou mais uns dez minutos. O Comandante Baleiro, que já tinha sido grosseiro dizendo a mim ¿o que é que você entende de vigilância sanitária? E se negado a dar mais atenção a mim, batendo a porta da cabine na minha cara, teve muito argumento para tentar convencer a médica da Anvisa de que ele sabia ler um laudo melhor que ela. Não conseguiu. Sendo assim teria que me deixar voar. Achou mais uma desculpa: disse que o tal cpap, o aparelho que uso para dormir, não podia estar embarcado na cabine. Mais um pouco de sensatez da moça da vigilância sanitária fez com que o boçal entendesse que ele era só um boçal autoritário e preconceituoso. E como tal, simplesmente tocou o barco e ninguém, mas ninguém, me pediu desculpas pelo transtorno. Foram super gente-finas, na visão deles, e quebraram o meu galho mas é só dessa vez.
Que vergonha de ser brasileiro nestas horas.
vou processar esses filhos da puta. Deixa passar a minha febre.

  Escrito por Bloco às 13h26
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   BRASIL, Homem, Ator, Jornalista, Cantor e Compositor


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