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Coisas interessantes IV
Para ficar compleata a lista tinha que ter Michael Jackson, Wynona, Alexandre Pires e muitos outros...







Escrito por Bloco às 13h41
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Coisas interesantes III
COMENTÁRIOS DE UMA HOLANDESA SOBRE O BRASIL...
Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil. E realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos.
Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e (pasmem!) se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.
Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos - antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne. Em Lo ndres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal e tem fila na porta.
Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador. Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de "Como conquistar o Cliente".
Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo?
Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos. Temos uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa.
Somos vitimas de vários crimes contra nossa pátria, crenças, cultura,língua, etc...
Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar nossas raízes culturais.
Os dados são da Anátropos Consulting:
01 - O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.
02 - O Brasil é o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.
03 - Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.
04 - Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE)estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em >> > menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.
05 - Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.
06 - No Brasil, temos 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.
07 - Das crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos, 97,3% estão estudando.
08 - O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.
09 - Na telefonia fixa, nosso país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.
10 - Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.
11 - O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.
Por que temos esse vício de só falar mal do nosso Brasil?
a) Por que não nos orgulhamos em dizer que nosso mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?
b) Que temos o mais moderno sistema bancário do planeta?
c) Que nossas agências de publicidade ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?
d) Por que não falamos que somos o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?
e) Por que não dizemos que somos hoje a terceira maior democracia do mundo?
f) Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?
g) Por que não nos lembramos que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem?
h) Por que não nos orgulhamos de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.
É! O Brasil é um país abençoado de fato.
Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!
ESTÁ NA HORA DO POVO BRASILEIRO APRENDER A IDOLATRAR SUA BANDEIRA, DEFENDER SEU TERRITÓRIO, IMPOR RESPEITO AO QUE É NOSSO.
BRASILEIRO!!!
Escrito por Bloco às 13h07
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Coisas interessantes II

Escrito por Bloco às 13h06
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Achei um texto de meninas dizendo o que querem dos homens
Assim facilita a vida de quem só quer agradar...
Não sei de quem é o texto, pra variar. Tem cara de 2 neurônios.
1. Cheiro bom de homem é... de homem. Não fuja muito do clássico buquê de aromas: desodorante leve, cheiro de banho tomado e suor natural. Ah! E loção pós-barba, que lembra nossos pais. Mais que isso é extravagância. "Leite de Rosas" então, nem pensar!!!!!!!!!!
2. Hálito de bebida alcoólica excita (de uísque, vodca, vinho e champanhe). De cerveja e pinga, não. De alho e cebola, nunca!
3. Você pode te! r o cabelo como quiser. Desde que não seja tigela. Você deve manter o cabelo limpo, mas nunca secá-lo com "escova", como o ex-marido da Adriane Galisteu. Você pode ser careca, as mulheres não ligam. Mas não pode ser careca e usar uma calça grená ao mesmo tempo. Você pode usar calça grená, mas não com uma peruca. Se você tem uma peruca, use-a no Natal - no presépio, como manjedoura. Implantes de cabelo dispersam a atenção de uma mulher: ao invés de ouvir o que você diz, ficamos hipnotizadas pelos tufos na sua testa.
4. Não se atreva a tirar as cutículas das unhas ou a esmaltá-las. Corte-as, apenas. E, em ocasiões especiais, suje-as de graxa.
5. Se você tem calos na palma da mão, cultive-os (temos sugestões edificantes a respeito). São úteis para coçar nossas costas com as mãos espalmadas e um ótimo motivo para que gritemos na sua cara: "Vem, meu estivador, mostra quem manda aqui!!".
6. Admit! imos que você tenha barriga, mas não que seja uma enorme barriga.
7. Pêlos no peito, muitos. Em orifícios visíveis, como orelhas e nariz, pedimos clemência e tesourinha sem ponta.
8. Banho antes, sim. Logo depois, nunca. Algum tempo depois, humm...pode ser.
9. Escovar os dentes é obrigação. Mas, se você usar Listerine depois do sexo oral, vai levar porrada.
10. Máscaras de creme no rosto, só se você sofrer de micose ou for palhaço de circo.
11. Se você tem espinhas, trate-as ou cresça.
12. Homens com músculos definidos nos parecem másculos. Homens musculosos demais nos parecem indefinidos.
13. Há coisas que aterrorizam uma mulher: homens que usam camiseta regata, que usam shortinho bem curto para ir à padaria, e os que têm todos os discos do grupo Abba.
14. Não se depile, a menos que: - a sua mulher peça; - você seja nadador; - você seja masoquista.
15! .Os homens arrumadinhos demais nos dão vontade de pendurá-los em cabides e esquecê-los dentro do armário. Para sempre!
16. Reconhecemos um homem pelo sapato que ele usa: não se atreva a usar um mocassim de bico fino cor de gelo.
17. Dentes brancos e bem tratados vão bem, mas não a ponto de você mastigar de boca aberta ou mostrar sua higiene com palito de dente a céu aberto.
18. Se você usa sunga, vamos lhe contar um segredinho: jamais coloque-a na nossa cama.
19. Se você for meio esculhambado, usar meia branca, cueca desbeiçada, botina puída e camisa amarrotada, seja ao menos um tipo sensível: saiba poemas de cor ou faça o tipo cineasta atormentado.
20. Na cama você pode fazer o que quiser, menos transar de meias sociais.
21. Nas roupas, prefira sempre o básico, mas tenha no armário um uniforme de bombeiro ou pelo menos um quepe de polícia rodoviária. Se a roupa não der ibope, com o uniforme, nós garantimos.
22. Não beba álcool demais. Nem de menos. Abstêmios, hare krishnas e adeptos do Pró-do pelo tamanho da bunda do cavalo da Roma antiga...
Escrito por Bloco às 13h05
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Achei um texto de meninas dizendo o que querem dos homens
Assim facilita a vida de quem só quer agradar...
Não sei de quem é o texto, pra variar. Tem cara de 2 neurônios.
1. Cheiro bom de homem é... de homem. Não fuja muito do clássico buquê de aromas: desodorante leve, cheiro de banho tomado e suor natural. Ah! E loção pós-barba, que lembra nossos pais. Mais que isso é extravagância. "Leite de Rosas" então, nem pensar!!!!!!!!!!
2. Hálito de bebida alcoólica excita (de uísque, vodca, vinho e champanhe). De cerveja e pinga, não. De alho e cebola, nunca!
3. Você pode te! r o cabelo como quiser. Desde que não seja tigela. Você deve manter o cabelo limpo, mas nunca secá-lo com "escova", como o ex-marido da Adriane Galisteu. Você pode ser careca, as mulheres não ligam. Mas não pode ser careca e usar uma calça grená ao mesmo tempo. Você pode usar calça grená, mas não com uma peruca. Se você tem uma peruca, use-a no Natal - no presépio, como manjedoura. Implantes de cabelo dispersam a atenção de uma mulher: ao invés de ouvir o que você diz, ficamos hipnotizadas pelos tufos na sua testa.
4. Não se atreva a tirar as cutículas das unhas ou a esmaltá-las. Corte-as, apenas. E, em ocasiões especiais, suje-as de graxa.
5. Se você tem calos na palma da mão, cultive-os (temos sugestões edificantes a respeito). São úteis para coçar nossas costas com as mãos espalmadas e um ótimo motivo para que gritemos na sua cara: "Vem, meu estivador, mostra quem manda aqui!!".
6. Admit! imos que você tenha barriga, mas não que seja uma enorme barriga.
7. Pêlos no peito, muitos. Em orifícios visíveis, como orelhas e nariz, pedimos clemência e tesourVida são tão assustadores como serial killers.
23. Pela manhã, escove os dentes antes de fazer sexo. É relaxante para ambos.
24. Se você nunca come carne vermelha, acabará não comendo amarela, negra e nem branca também.
25. Não tenha chulé. Se vire!
26. E lembre-se: se você está sempre se olhando demais no espelho, acabará encontrando alguém à sua imagem e semelhança. Não uma mulher.
Escrito por Bloco às 22h23
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Dá uma preguiça...
Estou querendo ir para o Rio tá tem um tempo mas a preguiça domina. Pra ir e pra voltar é sempre assim. Tenho preguiça do trânsito. E adoro viajar. Outra contradição.
Escrito por Bloco às 20h13
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Tolerância Zero
esse é o nome do filme que acabei de ver no DVD. É sobre judeus x nazistas. E é muito interessante e surpreendente. Sobre o tema nazismo o mais interessante que vi até hoje foi o Arquitetura da Destruição. Muito bom mesmo. Mas o de hoje é interessante pelo ponto de vista original. Muito doido e caótico.
O caos é a antítese do nada.
Escrito por Bloco às 20h11
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Aía, tipo assim, caraca!!!
Acabo de ver uma moça chamada Ellen Jabour na TV. Dizem que ela é dublê da Gisele Bündchen. Caraca! Não tem nada a ver!!!! ela parece com a Gisele o mesmo tanto que o meu saco parece com a Cameron Diaz!!! Aliás, você ja viu a Cameron dançando nos filmes das Panteras? É imperdível!!! Muito figura. E a menina na TV. Tudo o que perguntam para a ela é respondido com uma ênfase, com um ânimo, com uma sensualidade exacerbada que chega a dar canseira. A menina é muito intensa!!!! Ufa! Sabe aquela que vc pergunta qual a dieta e ela arregala os olhos, passa a mão no cabelo, faz uma carinha sexy com os olhos de mormaço, dispara mil palavras por segundo frisando todas!!! Todas as frases da moça tem itálico, negrito, caixa alta e cinco mil exclamações.!!! Isso me fez lembrar de uma frase muito romântica. Sei lá o porquê. O dito, que só serve para momentos de extrema intimidade, é assim: ¿Cala a boca e chupa!¿. Nada a ver com a menina, óbvio. Mas com essa mania carioca de fazer ginástica e falar de um jeitoa muitoa sexya. Todas as palavras acabam com a porque os sexys precisam ficar com a boca aberta, à lá Wando, para dar um ar de tesão. E acabar frases com s com muito shshshshshs, como o cara do Detonautas, porque shshshshshs é muito sexy. Caraca, esse sotaque sexy meio surfista meio cachorra é horroroso!!!! Quem no Rio fala daquele jeito??? No Globo Repórter de ontem cariocas com problemas de anorexia e bulimia. Magrelas não são humilhados. E podem ser considerados fechiom. E toma de ter adolescentes fexhiom. 30% das adolescentes cariocas odeiam o próprio corpo. Não é um horror!!!????? Quando for o caso, diga sem pudor: cala a boca e chupa!¿¿.
Escrito por Bloco às 19h46
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Querido Leitor
O blog da Rosana Hermann é um dos mais visitados da net. Merecidamente. além dela ter um papo excelente e escrever muito bem, ela se dedica mesmo ao lance. hoje estivemos juntos no programa do Paulo Barboza e lá indaguei com ela como faria para fazer crescer as visitações do site e não deixar que o blog roubasseas mesmas . E aí ela fez uma notinha muito simpática contando isso e indicando o nosso Bloco de Notas.
Ficou um monte de dúvidas na minha cabeça e vou compartilhar com você. Seria melhor se houvesse um sistema de comentários como os outros blogs? Eu optei por receber emails mas se houver uma votação decidindo o contrário.... E os textos? Prefiro fazê-los longos por poder concluir um raciocínio um pouco mais aprofundado, ainda que espontâneo pois isso aqui é um diário e não uma coluna de jornal. Mas é a minha tendência natural. Ou seria melhor mesclar com notas mais curtas como essa daqui? Ou as duas coisas e mais fotos e posts sonoros?
Gaste um pouco do seu tempo dizendo o que você prefere. O freguês tem sempre razão.
ps - vá lá, se ainda não foi: www.farofa.com.br
Escrito por Bloco às 02h54
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Esclarecido o mistério...
Olha só o que a Maristela me mandou:
"Sobre o texto da TPM: a autora é uma redatora publicitária chamada Tatiane Bernardi. Tu podes encontrar outros textos dela escondidinhos no http://www.msn.com.br/mulher/colunas/neuras/ ".
E ela ainda tem aquele sotaque do sul que me deixa mole. E fala "tu podes... " não é igual àquela moça da MTV que fala "Tu vai e tu fica" . Eu sou daqueles que não tem tesão em Tu vai e tu foi. Ou "pobrema". Mas uma amiga minha morre de tesão em segundo grau incompleto. O desejo sempre surpreende!!!
Escrito por Bloco às 18h22
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O que dizer?
Não tenho a menor idéia do que dizer. Às vezes é assim. Há a necessidade de escrever mas quando nos deparamos com a página ausente os pensamentos todos fogem. E, no entanto, há o que dizer. É como o impulso que temos de ligar para alguém. A gente começa dizendo: eu tinha alguma coisa pra dizer mas não me lembro. Os meios de comunicação modernos não conseguem traduzir o que uma visitinha rápida significaria: a presença. Quero estar na sua presença. E isso há de ser uma página. Um dia, uma outra perspectiva, um outro encontro. Estar junto, isso é fundamental. Dizer ou não dizer é circunstância. Depende de ter ou não o que dizer. E, às vezes, dizer oi, tudo bem? já é suficiente.
Oi, tudo bem?
Por aqui tudo calmo. Tive uma consulta médica, parte do meu check[up geral que dou de tanto em tanto, que vai ser paga durante um ano. Cara pra caralho. Mas há de valer a pena. Sempre vale. Saúde não tem preço embora isso não sirva de desculpa para médicos sairem esfaqueando as pessoas sem dó ou piedade.
Já reparou que algumas palavras ficaram irmãs? Frio e calculista. Só ou piedade. Podre de rico. Algumas expressões ficam mesmo quando nem são boas. E perdem o sentido original nas variações que tomam nas ruas. Uma famosa é aquela: cuspido e escarrado. Dizem do bebê que é a cara do pai. A origem da expressão é um pouco mais nobre. o mármore carrara, de uma região homônima da Itália, é o mais nobre para ser esculpido. É delicado e aceita as curvas mais detalhadas que as mãos dos gênios podem talhar. E, por isso, dizia-se no passado que quando o filho tinha saído ao pai, porém melhorado, que tinha sido esculpido em carrara. Como se tivesse um gênio escultor feito a cópia do pai ao pança. Um beijo na boca ou uma trepada com alguém que a gente nem sabe se vai ver de novo pode ser algo inesquecível. O amor e a morte estão, mesmo, em todos os lugares.
Escrito por Bloco às 18h11
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Tirado da TPM desse mês...
Dar... Por falar em dar... dar não é fazer amor. Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem caras que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que cê acha amor?". Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua. Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for brava, as suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Experimente ser amada...
(por favor, quem souber o nome da autora mande que eu publico. E vou querer ler mais coisas dela...)
Escrito por Bloco às 08h54
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Tirado da TPM desse mês...
Dar... Por falar em dar... dar não é fazer amor. Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, troduzir a imagem do filho, algo assim. o pessoal da cozinha ouvi o galo cantar e não sobe aonde e mandou para a eternidade o popular cuspido e escarrado que é exatamente o oposto do significado da expressão original, embora seja usada exatamente nos mesmos casos.
Aí vareia, por exemplo, de tanto ser usada na TV, pelo Didi, deve parecer para muitos o uso correto do verbo variar. Os professores moderninhos acham tudo lindo. Podem fazer o que quiserem com a língua que eles acham bacana. Dizem que é evolução. Por exemplo: naum. não tem três letras e naum tem quatro. Dizer que se escreve naum porque é mais curto não dá pra aceitar. porque os computadores brasileiros não têm acento? Isso também não procede. É só uma linguagem de gueto. E essas linguagens fazem com que a língua mãe seja, aos poucos, abandonada. Os blacks moderninhos falam de um jeito, os sambistas de outro, os roqueiros de um os sertanejos de um outro e por aí em diante. E ninguém fala a porra do português com um mínimo de segurança. Aquele, o correto, o bacana, o simples e direto que alcança a todos. E assim os mundos vão ficando menores e o país que era continental vai virando, aos poucos. e até mesmo em metrópoles como São Paulo, uma porção de mundinhos que convivem no mesmo espaço sem interagir. É importante saber falar línguas. Mesmo as do nosso país. A dos velhos, a das crianças, a dos animais, a dos colegas de trabalho, as da família, as da lei, as da camaradagem. Línguas.
E o beijo? É um roçar de línguas. O que significa isso? A vontade de comunicar usando a língua e sem necessariamente falar. A língua simplesmente sendo, estando. Assim como a presença. Assim como isso tudo o que estava aí em cima. Apenas a presença. Um roçar. Um contato, toque. E só.
PS - Há coisas que só um beijo pode dizer. Ou que basta um beijo pra dizer. Ou seja: é hora de parar de falar e beijar. E é tão bom quando chega essa hora...
Escrito por Bloco às 00h01
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7 cm a mais
Estou muito curioso! Recebi milhões de spams anunciando a possibilidade de meu pau crescer até 7 centímetros em duas semanas. Realmente não gostaria de ver o meu pau crescer assim. Prefiro que ele cresça bem mais do que sete em segundos. Rs. Como tem sido. Bem, você entendeu. Apesar de não desejar isso pra mim, fiquei curioso em saber qual a panacéia oferecida. E é óbvio que para haver tanto spam anunciando a tal maravilha deve haver um monte de gente querendo mais 7 centímetros de possibilidades, não é?
Tudo é tão relativo! Na peça Na medida do possível, na parte do texto que escrevi, tem uma fala assim: ¿Todo mundo fala de pau pequeno mas ninguém fala de buceta grande!¿. Pois é, dependendo do tamanho da buceta qualquer pau é pequeno! E vice-versa. Com isso posso afirmar que, em breve, teremos um spam anunciando ¿fique virgem outra vez em duas semanas!¿, ou ainda, ¿Tá larga? Flácida? Ele sai toda hora? use nosso produto e fique apertada como nunca!¿. E assim a possibilidade de uma vida sexual melhor será anunciada e fará dinheiro rolar sem que muitos incautos percebam que não é olhando para fora, arrumando o externo, que a coisa pode esquentar. É preciso descobrir os pequenos detalhes, as pequenas particularidades que torna cada um de nós especial nesta área. todos somos diferentes e únicos. E é por causa de nossa sexualidade. O desejo muda, migra, cresce e se exaure. Todo desejo é um desejo de morte. todo desejo quer se saciar e morrer.
A forma mais simples e análoga de perceber isso é observar como muda o nosso paladar ao longo da vida. Embora alguns nunca experimentem novas possibilidades e prefiram, lato e estrito, comer sempre a mesma coisa.
Que me lê e já testou o tal produto? Tá bem, vou refazer a pergunta: quem tem um amigo que já experimentou o produto? O que é, uma pílula mágica? No anúncio diz que fica mais grosso e duro, além de aumentar o prazer. Será uma maromba para o pau? A gente pendura uns pesos nele e fica tentando levantar? Depois de duas semanas dá pra pendurar uma toalha molhada? Será que fica maior por causa da musculatura? Um pau halterofilista? Um pau Xuarzeneguer? Que coisa mais esdrúxula, né?
Estou eu aqui falando em pau com a maior naturalidade pois é assim que me refiro ao dito cujo. com naturalidade. Mas sei que tem gente que não consegue se referir ao próprio órgão com tanta intimidade. Principalmente mulheres. Ontem, numa mesa do Spot, perguntei para as 3 presentes e todas a chamavam de buceta. Um recorde. Em geral elas dizem: lá em baixo, nela, lá, em mim, ou usam nomes infantis como pepeca, pipiu, perereca etc. Mulher que fala buceta não é tão comum assim. ou xana, ou xoxota, ou xereca. Vagina e pênis só pra consulta, né? Na hora não dá! Quer que eu ponha o pênis na sua vagina? Corta a onda geral.
Estou aqui, com paus e bucetas na cabeça, no bom sentido, imaginando o que anda pelas cabeças mundo afora. Sei o quanto é difícil e fundamental para a felicidade uma boa e desreprimida vida sexual. Sei que as plásticas, as academias, lojas de roupa e tudo o mais são alguns acessórios que visam aumentar o nosso poder ou nossa cotação na bolsa do desejo. Pra quê seduzir a todos quando não se deseja a todos? Por que não procurar alguém que sirva direitinho para nossos desejos e sonhos mais profundos? E não será a cor do cabelo o mais importante nessa hora. Juro. E, de repente, nem os tais 7 centímetros a mais.
Agora me lembrei de uma amiga linda que sofria por querer ter 7 centímetros a mais. Nas pernas. De altura.
Escrito por Bloco às 09h57
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O som do choro
Sempre em primeiro lugar nas paradas. No mundo inteiro. É impressionante a vocação do ser humano para o sofrimento. em primeiro lugar há a admiração pelo que sofre. Há um homem na cruz, adorado não por ter sido feliz, mas por ter morrido em nome de todos. Torturado. Não é uma imagem ou símbolo feliz, a cruz, mas é um dos mais respeitados. Assim se dá em todas as instâncias. Você já viu algum ator ganhar prêmio por comédia? Raro pra caramba, ainda que seja sabido que a comédia é muito mais difícil que a tragédia. Difícil por quê? Oras, porque a tragédia nos é mais familiar. somos mais familiarizados ao sofrimento do que à felicidade e, por isso, nos sentimos mais ¿em casa¿ com ela. Querem dizer de um homem quando é bom que é um homem sério. Nunca vi dizerem bem do homem que traz a festa, que é divertido, que faz os outros felizes. Destes dirão, é divertido, é engraçado mas não valoroso ou confiável. Sério pressupõe honesto, sensato, sábio. Divertido pressupõe desorganizado, irresponsável etc.
Gastamos 300 vezes mais com armas do que com cultura ou educação. Difícil prever o nosso destino? Misteriosa a nossa paixão? Um casal fazendo sexo no meio da praça é aviltante, não é? E, no entanto, um atropelamento forma um grande círculo de curiosos. discute-se em público, fazemos passeatas, batemos boca por todos os motivos, no trânsito, nas ruas. Cenas de beijo precisam ser preservadas e levadas para a meia-luz, o lusco-fusco, o esconderijo. Não é algo de que possamos nos orgulhar. Contamos de nossas brigas e discussões, de como fomos valentes ou injustiçados mas não confessamos nossos prazeres com facilidade. Nossos amores, então? Homens dizem que a mulher é legal, que tem qualidades, como se delas precisasse pra justificar o amor que, injustificável, apenas é. E os desejos reprimidos, quem não os têm? As noites de paixão que evitamos por não conhecer bem quem nos deixou com a perplexidade do encanto e desejo? Sim, há muito o que perder. E há no sexo destes tempos algo de mortal, o vírus, como se andar de carro fosse a coisa mais segura do mundo. Tirando-se a camisinha do coração provavelmente não precisaríamos de usá-la no instrumento de nosso amor. Sim, sexo consensual é amor, seja lá em que nível e intensidade. Amor também pode pessoas teriam que ficar uma hora esperando quem as buscaria. isso porque o horário que a companhia aérea avisava era o do local de embarque. Deixa pra lá. O fato é que um casal que estava no avião viu que ninguém estava me esperando e ofereceu uma carona salvadora até o hotel. Eles chegavam de Berlim, 8 abaixo de zero, e estavam chapados com o calor. Natal é calorosa e calorenta. Muito sol e brisa o ano inteiro. E aquele ar puro.
O melhor presente foram as pessoas, evidente. O show, o restaurante Carne na tábua, que serve deliciosos pratos locais, a banda que me acompanhou, o show, a festa, os passeios, a praia de Pipa. Tudo maravilhoso. Nem posso dizer que descansei porque fiquei pra lá e pra cá o tempo todo.
São poucas as capitais que ainda não conheço. E com a turma de lá pretendo ir a Fernando de Noronha. Não conheço o Araguaia, apesar de ter nascido próximo, e nem Bonito ou o Pantanal. Há muito o que ver no Brasil e o pessoal é sempre amável e receptivo. Se o estudo de línguas e o preparo para o turismo receptivo fosse incentivado no Brasil ficaríamos bilinonários. Soube esses dias que um lugarzinho pequeno, acho que Brunei, que tem uma população do tamanho de um bairro médio de São Paulo, recebe mais que o dobro de visitas que o Brasil continental. Isso é perder dinheiro e emprego! E mesmo os brasileiros, é preciso conhecer o Brasil. E é bom. E tem muito lugar pra ir.
Pois é, eu adoro viajar. Sei que é chato aeroporto, avião, fazer mala, ônibus, ficar longe de casa e dos amigos. mas o nosso mundo particular fica muito maior quando olhamos novas paisagens.
Escrito por Bloco às 14h28
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De que lado?
Ouvindo as músicas no rádio, vendo os clipes, as roupas, os gestos, tudo o que se relaciona com o pessoal que tem ¿atitude¿, o pessoal que ocupa a posição de vanguarda juvenil, de rebeldes e contestadores, enfim, observo que todo esse povo tem uma coisa em comum. Talvez mais de uma. Raramente falam de amor. E quando falam é de uma forma que as mulheres não devem gostar. São machistas. Homofóbicos? Talvez. Quem sabe? Mas o linguajar de bandido, o figurino copiado dos gangsta rappers americanos com aquelas calças largas de presidiários, as las! Tudo, o jeito que vamos falar com os outros, como vamos andar, gesticular, ajeitar o cabelo. Escolhas. Há uma parada de sucessos mundial. E o som do choro não pode, não deve, não precisa ficar em primeiro lugar para sempre. Por quê? Porque eu não quero. E desculpe a sinceridade. E você? Faça a sua escolha.
Escrito por Bloco às 03h40
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Chegando de viagem
11.WAV
Escrito por Bloco às 20h36
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Em Natal
Alguns lugares habitam nossa imaginação sem que saibamos bem o porquê. Sempre tive vontade de ir para a Escandinávia, Grécia, Egito, Leste Europeu, Espanha, França, Nova York, Canadá, e alguns lugares no Brasil também, lógico. Natal é um desses lugares. O interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina também. Não sei bem a razão. Sonho, identificação, sei lá. E aos poucos vou realizando esses sonhos. A bem da verdade gosto de ir onde tenho amigos. E posso demorar a ir pra um lugar e repetir a viagem a outros que conheço em virtude disso. É melhor quando alguém local nos aponta os macetes e dá as dicas. E, sendo assim, aqui estou em Natal, uma das poucas capitais do Brasil que ainda não conhecia. Cheguei cansado pois tinha dormido muito pouco. Depois do show do Leoni ontem fomos jantar e o programa acabou tarde. Foi ótimo o show, como sempre, e melhor ainda bater um longo papo dom o Herbert Vianna. Da última vez em que nos vimos ele não se lembrava de mim. De acordo com o que conversamos, ele ainda não tinha feito a reconexão. E assim tem sido sua vida: refazer os caminhos, os processos, as estórias, as relações. O homem realmente nasceu de novo. E ao meu ver, bem melhor. Ou como ele mesmo disse: depois que você olha a vida sob certos ângulos as coisas mudam completamente. Tendo que aprendê-las de novo, maduro e com essa experiência, fica fácil se livrar do que é mesmo desnecessário. E em essência o Herbert e seu humor e talento estão lá, intactos. Nossos mais de 20 anos de história é que podem ser refeitos. À luz da amizade e prezando o que é mesmo essencial, editando só os melhores momentos, chega a ser um divertido, além de grandioso trabalho pessoal. Bacana mesmo. E chego em Natal quase sem dormir. Resultado: nem vi a praia ainda. Já ensaiei com o pessoal daqui e foi tudo excelente. Tocam muito e são bem divertidos e camaradas. Em segundos estava em casa. Como costuma ser o pessoal do nordeste. Bom trabalhar assim. Acabei o ensaio morto e nem fui a uma festa para a qual tinha sido convidado. Amanhã tem outra festa e nesta eu não falto! E vou ver um pouco da cidade, antes do trabalho. Ver se era como no meu sonho. Acho que é melhor. Abaixo vai uma gracinha que dona Luca me mandou. Veja se tem base um trem desses???
Escrito por Bloco às 00h56
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Tem uma entrevista minha aqui....
http://www.trash80s.com.br/
entre em Cultura Trash e veja a minha e outras entrevistas.
Escrito por Bloco às 12h44
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Em Natal
Alguns lugares habitam nossa imaginação sem que saibamos bem o porquê. Sempre tive vontade de ir para a Escandinávia, Grécia, Egito, etras que invariavelmente identificam o poeta com o bandido, e advogando em nome do bandido, dizendo que ele só é bandido por causa desse sistema social injusto. Bom, o Brasil é péssimo em distribuição de renda. Vamos, por isso, incentivar os seqüestros, os assassinatos, os crimes em geral? Acho que não. Mas vá explicar para um garotão que tem atitude que bandido é pior que polícia. É capaz de ele dar tiros. Há uma guerra no país. Morreu mais gente aqui que no Iraque esse ano, de bala quero dizer. Há um poder paralelo vendendo roupa falsificada, remédios e bebidas de qualidade absolutamente condenável, falsificações de toda a sorte, discos piratas, programas de informática e, inclusive, bagulho. Antes eles só vendiam drogas. Agora o mix de marketing evoluiu. E a grana com a mídia? Não precisa: eles têm preço, praça e a opinião pública, mesmo que invariavelmente alvo de seus crrimes , sempre favorável. Do outro lado temos as forças de repressão. Aí, como o jovem rebelde que tem ¿atitude¿ consume produtos que esses vendem e aqueles reprimem venda e consumo, oras, tomam partido desses e metem o pau naqueles. A polícia, por mais que atue bem em muitas circunstâncias, acaba sempre na boca do povo. Já os bandidos, que atuam mal em todas as circunstâncias, sempre são imitados por nossos artistas pop. Quer exemplos: uma do Rappa diz : ¿Tô vendendo ervas que divertem e acalmam...¿ e é quase um pregao, um daqueles cânticos de camelôs, sobre um traficante que só quer fazer o bem à sociedade. O pessoal do Rappa acredita nisso!!!! E tem aquela outra do Charlie Brown Jr. que diz: Não sou simpático a ninguém, hoje estou de limo mas eu já andei de trem¿, e menciona o cara que tem ascensão social e que ¿faz tudo errado sempre¿, que não tem educação etc. Isso numa canção em que ele diz que se o amigo der bobeira ele vai lá comer a mina do cara e que só vai sobrar o pó. Se for já era etc. ele diz que é bom de cama, para o cara, e que só vai sobrar o pó? Será que nessa circunstância a vontade da menina é avaliada? Vai virar o pó significa que ela vai curtir? Ou vai ser destruída. Tá com raiva do amiguinho e faz a mina do cara virar pó? Sei. Gosto do som dessas bandas e acho que estão entre as melhores dos dias atuais. peguei só duas canções muito populares ( a do Charlie Brown até virou comercial de Coca Cola!!!) pra exemplificar o tal jovem rebelde de quem estava falando. E peguei os melhores!!! ¿ Se você é fã desses caras e está achando uma injustiça o que estou dizendo, que é implicância, esqueça. Vamos partir para outro raciocínio: destruir, arrebentar, mandar muito bem, animal, monstro, radical, bombando, detonar, o que quer dizer, para o mundo juvenil, estas expressões? Que as coisas a que elas se referem são boas. Sim, mesmo o mandar, que quer dizer que é quem manda no pedaço por ser o melhor, ainda traz um ranço de agressividade. Tudo o que é louvável e admirável é destrutivo e negativo. Essa é a linguagem. E ter um vocabulário amplo é sinal de que, quem o usa, está querendo tirar onda com os outros. E, óbvio, merece umas porradas. Ou pelo menos é um haole e não merece atenção. A língua é essa: dura, chula, radical, e ninguém tem dúvida de nada. já reparou? Não há, em nenhum discurso juvenil, nunca, uma sombra de dúvida ou medo. São todos super-homens cheios de razão em seus peitos de aço. Todos sabem tudo sobre tudo e quem quiser contestar tem mais é que tomar porrada. Decididamente a tal da democracia não é uma coisa agrada muito ao pessoal radical, juvenil com atitude. Um detalhe: o que seria atitude? Em todos os comerciais os jovens tem atitude. Isso significa em parte que qualquer coisa vira uma rave e ninguém presta atenção em ninguém enquanto dança com seu próprio umbigo. Hoje em dia, nos comerciais de TV, o cara abre um Campari e rola uma rave no ato. O cara entra no banco, rola outra rave. O cara atende o celular pré-pago e tudo em volta dele vira rave. E o exibicionismo, narcisismo parecem ser, para esse povo, a tal atitude. Para o pessoal do mundo rock, um visual exótico já é atitude. Basta você fazer um cabelo muito estranho, com pedaços de pelo no rosto, aqui e acolá, de um jeito padronizadamente ¿original¿, diferente, que sua profissão já está definida. Esses são os profissionais do visual. Aparecem em fotos, revistas, filmes, clipes, festas etc. E não significa nada, o visual, além de uma opção profissional de ser uma samambaia exótica. Nada a ver com Punks, com signos que se comunicam com alguma realidade fazendo um contraponto ou algo que o valha. Nada a ver com opções sexuais também. Apenas chamar atenção e se vender dessa forma. Há os que se intitulam revolucionários como, por exemplo, Marcelo dê dois. Pra quem não sabe, no Rio, quando alguém vai fumar maconha essa é uma das expressões usadas: vou dar dois. Dê dois significa, portanto, mesmo que não seja só isso, que ele quer que quem o leia fume um mato. Nada contra. Quem quiser fumar que fume. Nada contra mesmo. No entanto, dadas as circunstâncias, para alguém fumar um bagulho é preciso que ele vá comprar. De quem? Fica claro, então, que mesmo que não seja essa a intenção, o traficante acaba ganhando a mídia de graça. A mídia do crime é ampla e constante. Se a polícia faz besteiras, e todas as classes ( mesmo o judiciário!) tem seus bandidos, isso vira notícia de jornal e o bandido de farda é massacrado pela opinião pública. Já o vendedor de disco pirata, o sacoleiro que vende produtos falsificados, o cara que vende remédios placebos para doentes terminais, esses sempre se safam . Porque são inimigos da polícia e, neste estranho e torto raciocínio, acabam assim por serem identificados com os jovens ou populares que, envolvidos com o consumo de produtos ilícitos, também vêem a polícia do ouro lado da cerca. Uma coisa que causa arrepios: dizer que a polícia é tão bandida quanto qualquer traficante. Erro crasso e de um simplismo que beira a idiotice. Por definição há polícias e bandidos. Se os bandidos têm funcionários seus dentro da polícia, no congresso ou no judiciário, eles não deixam de ser bandidos por isso. E precisam pagar por isso!! Oras, o trabalho da polícia é insano; prender bandidos, manter a paz e vigiar as ruas, vigiar os colegas para saber quem é da lei e quem é elemento infiltrado, tudo isso com um dinheiro curto e equipamento precário e - isso é o pior - a antipatia total daqueles por quem eles dão a vida. Morrem mais policiais brasileiros nas nossas capitais do que soldados americanos no front!!! Não deviam ser reconhecidos como heróis? Atualmente os bandidos bombardeiam shoppings, delegacias, monumentos públicos, escolas, hospitais e tudo o mais. E o povo? No máximo faz uma passeata de roupa branca e se vê com o dever cumprido. Nada mais idiota, burro, estúpido, alienado do que uma passeata de roupa branca contra a violência. Crer que um bandido vá deixar o crime depois de ter visto alguns de seus clientes regulares, de roupa branca, com cara de ¿cidadão consciente e participativo¿ nas ruas, é de uma ingenuidade torpe e cruel. Essas passeatas são mais uma campanha de marketing para o crime. O que está dito ali e: não sabemos o que fazer. Não temos como lutar contra e então pedimos piedade. Ou como diziam os garotos da minha rua: pedimos penico. É só isso. A outra leitura, a do lado de lá, é; o jogo está ganho. Entregaram os pontos. E entregaram mesmo. Enquanto não pararem de consumir produtos dos bandidos estarão falando que não gostam daquilo que patrocinam. E gestos falam mais alto que palavras! Raramente vejo um jovem rebelde profissional com um discurso coerente em favor de cortar o incentivo fiscal dos vendedores de entorpecentes. Sim, pois droga nenhuma é proibida nem aqui e nem na China. Minto, para aqueles lados têm países em que a coisa funciona: cortam a cabeça de quem vende e pendura no poste da praça, ou coisa que o valha. Mas droga nenhuma é proibida. Rebeldia seria não comprar. Não dar dinheiro na mão dos bandidos e não fazer publicidade de graça para seus produtos. Rebeldia seria atuar socialmente no sentido de arrancar o cancro de nossa sociedade, que é a violência. parece que incorro no mesmo erro, culpando a criminalidade por todas as nossas mazelas. Não culpo não, mas tenho certeza de que o crime não é contra a corrupção, a má distribuição de renda, por exemplo. Mas é contra as leis trabalhistas (você já viu traficante pagar fundo de garantia?), a saúde pública (ou você já viu cocaína com selo de garantia e padrão de qualidade?), a população das favelas e periferias, pois são estes que vivem no meio do tiroteio e vêem seus filhos sendo cooptados. E na outra ponta: o dinheiro do tráfico não fica nas mãos dos gerentes, os Beira-mar que tanto agradam a mídia. Vão parar no mercado financeiro e nos paraísos fiscais, alimentando uma rede de corrupção e sonegação que há de apodrecer todos os governos, todos os poderes, em todas as instâncias, o quanto mais melhor. Será coincidência que os países que têm a pior divisão de renda e os maiores escândalos políticos sejam os mesmos que produzem e distribuem drogas? É sabido que Afeganistão, Paquistão, parte da Rússia ou do que costumávamos conhecer como União Soviética são, para aquele lado do mundo, o mesmo que Colômbia, Peru e Bolívia (produtores) e Brasil (canal de distribuição) são para as Américas. Lá o grande produto é o ópio e a heroína. Aqui é o crack e a cocaína. E a maconha é um produto comum. SErve mais para atrair novos consumidores de entorpecentes ao hábito e, assim, garantir futuros mercados para as substâncias mais caras, danosas e lucrativas. Curioso notar, também, que religiões muito dogmáticas são favorecidas pelo mesmo pessoal que enriquece com entorpecentes. Nas favelas do Rio ser ¿crente¿ é um salvo-conduto. Católico e macumbeiro entra na dança numa boa, crentes não. Eles respeitam muito. Será coincidência que os últimos governos do Rio tenham sido de praticantes, mesmo que de última hora como a atual governadora, de tais cultos? E aquelas tramóias de um dos figurões desses cultos? Nunca foram esclarecidos ou punidos! E tudo continua numa boa. E, acredite, contratar um funcionário religioso isso. E precisam pagar por isso!! Oras, o trabalho da polícia é insano; prender bandidos, manter a paz e vigiar as ruas, vigiar os colegas para saber quem é da lei e quem é elemento infiltrado, tudo isso com um dinheiro curto e equipamento precário e - isso é o pior - a antipatia total daqueles por quem eles dão a vida. Morrem mais policiais brasileiros nas nossas capitais do que soldados americanos no front!!! Não deviam ser reconhecidos como heróis? Atualmente os bandidos bombardeiam shoppings, delegacias, monumentos públicos, escolas, hospitais e tudo o mais. E o povo? No máximo faz uma passeata de roupa branca e se vê com o dever cumprido. Nada mais idiota, burro, estúpido, alienado do que uma passeata de roupa branca contra a violência. Crer que um bandido vá deixar o crime depois de ter visto alguns de seus clientes regulares, de roupa branca, com cara de ¿cidadão consciente e participativo¿ nas ruas, é de uma ingenuidade torpe e cruel. Essas passeatas são mais uma campanha de marketing para o crime. O que está dito ali e: não sabemos o que fazer. Não temos como lutar contra e então pedimos piedade. Ou como diziam os garotos da minha rua: pedimos penico. É só isso. A outra leitura, a do lado de lá, é; o jogo está ganho. Entregaram os pontos. E entregaram mesmo. Enquanto não pararem de consumir produtos dos bandidos estarão falando que não gostam daquilo que patrocinam. E gestos falam mais alto que palavras! Raramente vejo um jovem rebelde profissional com um discurso coerente em favor de cortar o incentivo fiscal dos vendedores de entorpecentes. Sim, pois droga nenhuma é proibida nem aqui e nem na China. Minto, para aqueles lados têm países em que a coisa funciona: cortam a cabeça de quem vende e pendura no poste da praça, ou coisa que o valha. Mas droga nenhuma é proibida. Rebeldia seria não comprar. Não dar dinheiro na mão dos bandidos e não fazer publicidade de graça para seus produtos. Rebeldia seria atuar socialmente no sentido de arrancar o cancro de nossa sociedade, que é a violência. parece que i, de preferência ¿crente¿ é uma garantia de honestidade e dedicação para qualquer patrão carioca. Realmente o povo melhora quando toma uma postura mais ligada às escrituras. mas também questiona muito menos. E, provavelmente, nunca fará uma passeata contra um governante da mesma crença. Mesmo que esse governante tenha aderido a meia hora atrás. Pode ser paranóia. Pode. Mas há incríveis coincidências nesses países em que a produção e venda de drogas se estabeleceu. E, em nenhum deles, há um movimento para legalizar e organizar a venda desses entorpecentes, como se faz com todos os outros que esse pessoal não fabrica. E se a eles não interessa legalizar ( pra quê pagar imposto e ter seus produtos inspecionados pela saúde pública???), à tal juventude radical e com ¿atitude¿ não interessa também. Mais fácil meter o pau na polícia. E depois recorrer a ela quando o monstro que você alimentou quer morder sua mão. E aí, vê-la pobre, fraca e desacreditada diante de quem ela protegia. Polícia para quem precisa de polícia. Saúde e educação. E eu não ponho o meu dinheiro na mão de bandido. De nenhum. Sob nenhuma alegação. Eu sei de que lado eu estou nessa guerra. E você?
Escrito por Bloco às 01h52
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Mais um sonoro.
post0811.WAV
faltou dizer: tem um monte de fotos no site www.trash80s.com.br, sao da festa em que fui o DJ convidado. Se der curiosidade...
Escrito por Bloco às 03h46
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Viver não dói.
Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas quelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
Escrito por Bloco às 18h48
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Ô, lá em casa....
Caso sério. Essa é a Laura, uma espanhola de Barcelona, filha da não menos encantadora Fernanda. Não é de largar a família, a mocinha? Vou ver se arranjo fotos dela pelada para postar aqui. É muito gatinha...

Escrito por Bloco às 18h27
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Olha o DJ na atividade.

Escrito por Bloco às 03h33
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Ressentimento?? amargura??? NAAAOOOO!!! Ouca o que eu tenho a dizer e tire isso da cabeca. Post sonoro. post0411.WAV
Escrito por Bloco às 19h46
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O distanciamento e a trajetória
Estou acabando de ler o Dias de Luta, do Ricardo Alexandre. Agora entendo a razão para ele não ter convidado para o lançamento ou enviado uma cópia, mesmo eu tendo participado com horas de conversas sobre o tema de seu projeto. Eu não seria poupado ou visto como alguém importante no quadro todo. E olha que ele foi o único a mencionar a minha existência como participante do movimento pop/rock dos anos 80. E não vejo nenhuma exclusão por parte dele. Lendo o livro vejo como tudo foi distorcido e estive sempre deslocado. Percebi que não foi exatamente a imprensa especializada quem nos destruiu. Foi a rapaziada paulista da ECA, amiga de uns amigos meus e que tinham bandas muito obscuras que não faziam sucesso nenhum, e nem queriam, e por isso trabalhavam na imprensa local detonando os outros que cometiam a heresia de agradar ao público. Um bando de gente que pensava que era de esquerda tendo um comportamento ultra reacionário elitista, além de narcísico. Mas antes de falar de quem destruiu aquele momento tão agradável de nossa trajetória, talvez seja melhor rever as coisas desde o começo. E perdoe-me mas vou contar a minha estória. E não conheço as outras tão bem assim e nem me sinto obrigado a contá-las. Estive no princípio das coisas. Aos 18 conheci o Lulu por estar compondo com o Arnaldo Dias Baptista. E o Lulu achava um absurdo a gente estar compondo rock básico àquela altura. Em 81 a Marina gravou uma parceria nossa, Gata Todo Dia e fez sucesso com essa música. Foi tema de novela e tudo. O primeiro hit dela. E eu estava lá. Na sombra mas estava. Depois foi o Rock da Cachorra, mas a estória aí é outra. Tínhamos sido convidados por um Eduardo Dusek que ainda tinha só um disco gravado para fazer um em parceria com ele. Seria um disco de uma banda com um artista acompanhado pela mesma banda. Metade do repertório de cada um. Ensaiamos uns 8 meses de graça e na hora de gravar fomos vetados. Disseram que Rock não tinha futuro. E deixaram a gente cantar no backing de algumas músicas e tocar em duas bases só. E duas músicas minhas mas com o Dusek cantando. O fato é que as músicas que tocamos foram as que entraram nas paradas e o Dusek fez o maior sucesso com o Rock da Cachorra. Que deveria ter sido o nosso hit. E já começou assim a coisa toda. Minha primeira experiência foi muito frustrante apesar de ter sido um sucesso. Fomos contratados. Melhor dizendo os MIquinhos não quiseram ser contratados. Chegaram a essa conclusão na hora de assinar o contrato já batido. Eu disse que assinava pois não tinha outra opção. Não comia com muita frequência naqueles tempos. Fui ter a minha primeira guitarra com uns 23 anos. Já tinha músicas em primeiro lugar nas paradas mas não tinha muito além disso. Não tinha, portanto, muito cacife para peitar gravadoras ou empresários. Tinha pressa e necessidades. E tocava com guitarras e roupas emprestadas. Cazuza foi meu figurinista por uns tempos. Éramos igualmente magros nessa época. E dois vagabundos com alguma vocação artística. Isso o tempo revelaria. Nós não tínhamos muita fé nisso. Resolveram que eu deveria gravar um single. Dito e feito. Não ficou lá essas coisas mas serviu para a gravadora perceber que eu tinha jeito e que merecia um disco inteiro. E não se dedicaram a divulgar esse disco. Com isso , com a espera para fazer o disco, mesmo tendo sido o primeiro a entrar em estúdio da minha rapaziada (com os Miquinhos no disco do Dusek), acabei sendo o último a lançar disco. Paralamas, Kid Abelha, Barão. Blitz, todo mundo gravou depois, achou uma brecha depois do sucesso de Rock da Cachorra, um rock que assaltara as paradas provando que o preconceito das gravadoras não se estendia ao publico, rádios e TVs. E eu fiquei no fim da fila. Para o primeiro disco resolveram que eu deveria usar um produtor importado. E ele iria escrever os arranjos de todas as músicas e fazer uma coisa bem eletrônica. Bom, eu nem usava teclados nas bandas em que tocava. tudo era estranho mas eu não podia reclamar, afinal estavam investindo em mim. Não foi confortável e nem saiu tão parecido comigo. Mas serviu para que quisessem fazer um segundo e Sonia fez um certo sucesso nas boates. É, Eu Sei foi a música tocada nas rádios. Eu adoro essa música mas ela não foi um grande sucesso. Isso eu só conheceria no segundo disco. 3 anos depois de Rock da Cachorra. E o segundo disco foi mesmo um sucesso espetacular. Sessão da Tarde, no entanto, foi um disco truncado desde o início. Várias músicas ficaram presas na censura federal. A última a ser liberada foi A Vida Não Presta e com a mesma letra que ela tem hoje. Era uma questão pessoal, assim dizia a Dona Solange e isso contava ponto na indústria. Era um obstáculo a mais, mesmo se tivesse uma boa repercussão junto à crítica e público. Esse foi só o primeiro problema. Eu tinha excursionado por todo o circuito de danceterias com uma banda que eu curtia muito - )s Melhores -, além de uma longa turnê por todas as capitais fazendo visitas a rádios e TVs. 3 meses em hotéis, só e visitando um monte de lugares tor de quem destruiu aquele momento tão agradável de nossa trajetória, talvez seja melhor rever as coisas desde o começo. E perdoe-me mas vou contar a minha estória. E não conheço as outras tão bem assim e nem me sinto obrigado a contá-las. Estive no princípio das coisas. Aos 18 conheci o Lulu por estar compondo com o Arnaldo Dias Baptista. E o Lulu achava um absurdo a gente estar compondo rock básico àquela altura. Em 81 a Marina gravou uma parceria nossa, Gata Todo Dia e fez sucesso com essa música. Foi tema de novela e tudo. O primeiro hit dela. E eu estava lá. Na sombra mas estava. Depois foi o Rock da Cachorra, mas a estória aí é outra. Tínhamos sido convidados por um Eduardo Dusek que ainda tinha só um disco gravado para fazer um em parceria com ele. Seria um disco de uma banda com um artista acompanhado pela mesma banda. Metade do repertório de cada um. Ensaiamos uns 8 meses de graça e na hora de gravar fomos vetados. Disseram que Rock não tinha futuro. E deixaram a gente cantar no backing de algumas músicas e tocar em duas bases só. E duas músicas minhas mas com o Dusek cantando. O fato é que as músicas que tocamos foram as que entraram nas paradas e o Dusek fez o maior sucesso com o Rock da Cachorra. Que deveria ter sido o nosso hit. E já começou assim a coisa toda. Minha primeira experiência foi muito frustrante apesar de ter sido um sucesso. Fomos contratados. Melhor dizendo os MIquinhos não quiseram ser contratados. Chegaram a essa conclusão na hora de assinar o contrato já batido. Eu disse que assinava pois não tinha outra opção. Não comia com muita frequência naqueles tempos. Fui ter a minha primeira guitarra com uns 23 anos. Já tinha músicas em primeiro lugar nas paradas mas não tinha muito além disso. Não tinha, portanto, muito cacife para peitar gravadoras ou empresários. Tinha pressa e necessidades. E tocava com guitarras e roupas emprestadas. Cazuza foi meu figurinista por uns tempos. Éramos igualmente magros nessa época. E dois vagabundos com alguma vocação artística. Isso o tempo revelaria. Nódos os dias. O fato é que eu queria gravar o disco com a minha banda e com os instrumentos que eles tinham. isso daria um bom disco de garagem e foi o que fizemos. A gravadora estava preocupada com o fato de que nossas músicas tocavam junto das de outros artistas estrangeiros que tinham um acabamento muito mais profissional. E rejeitou o disco radicalmente. Não queriam lançá-lo e até ameaçaram apagar as fitas originais. Queriam que eu fosse pra Los Angeles para gravar com a banda do Michael Jackson - era época do Thriller _ e estavam mesmo dispostos a investir em mim. Mas isso significava detonar o Mario Rocha que tinha produzido o disco. Por ele ter feito o disco que eu queria!!! Eu nunca faria isso. E gostava do resultado do disco. O público também gostou e foi mesmo um grande sucesso. Lendo o livro percebo que o disco versava muito sobre as dificuldades em ter auto-estima sem dinheiro, em problemas amorosos d quem é duro, em problemas de dureza, enfim, todas aquelas coisas que me diferiam dos demais da minha geração. Eu era o duro. E era o único. Sem família no Rio, sem apoio familiar algum, sem nenhum respaldo. E tendo que cavar a vida com as mãos, nadando contra a correnteza, só pra exercitar. Mas a esquisitice, a impertinência, o deslocamento só estava começando. Amadureci muito cedo e demorei muito pra gravar. Deve ser isso. O fato é que alguns anos se passaram até que eu fizesse o Sessão da Tarde e o disco dos Miquinhos. Esse era o repertório dos meus 20/22 anos. Eu já estava fazendo 26 e tinha que gravar um outro disco e resolvi fazê-lo só com músicas novas. Soava mais adulto. Para o público era uma esquisitice, para mim era o natural após 4 ou 5 anos. Natural que as coisas mudassem. Até porque eu tinha tido uma experiência emblemática em Paris, com o diretor da minha gravadora lá, que queria lançar o meu disco na Europa. ele ouviu um pouco de cada faixa e me perguntou: não tem percussão? E aquilo me caiu como uma bomba. além de ser um dos raros, como Lulu e Lobão, que não se espelhava no trabalho de ninguém, ainda tinha o detalhe de não soar brasileiro. aos olhos dos estrangeiros, pelo menos. Nessa viagem dei o disco pro Sting e ele curtiu muito a gravação de So Lonely, dos Paralamas com vocais meus, do Leoni, da Paula Toller e do Selvagem Big Abreu. Uma bela gravação. Isso me leva a outro aspecto: sempre fui gregário. No Sessão da Tarde tinha a participação do Kid Abelha, dos Paralamas, tinha uma música ( a única que não era minha) dos Titãs. E eles estavam tendo dificuldades para entrar no Rio nesta época. Serviu como uma ponte, claro. em seguida participei do disco do Ultraje, o primeiro. Depois participei de uma faixa do Metrô e andei escrevendo umas letras para o Rádio Táxi. Acredito que isso acabou com a pseudo rusga que haveria entre cariocas e paulistas. Mais entre paulistas e cariocas, na verdade. Assim como eu era namorado da May East, de uma banda paulista também, a Gang 90 e Absurdettes. gostava disso. Todo mundo era amigo e colaborava no trabalho um do outro. Até que chegasse o RPM e tudo virasse uma entediante competição. Nunca estive interessado no primeiro lugar ou em me tornar um astro. Sempre mantive meus hábitos populares, ir às feiras, padarias, supermercados etc. Teve uma época em que só dava pra fazer isso no Rio. Nas viagens eu tinha que ficar nos hotéis trancado. Dava muito trabalho dar uma volta. E com isso minhas músicas ficaram um pouco soturnas, melancólicas. Na verdade apesar do humor sempre teve um travo de tristeza tudo o que eu fazia. Agora estava abrindo mão de ter que ser engraçado. Era uma liberdade, um espaço que pensava poder usar. E o disco vendeu mais do que o anterior. Outro big hit. Mas a imagem que tinham de mim ficou um pouco nublada. E os amigos começaram a sumir. Em 86 começávamos a decadência, tomando pau direto da crítica especializada, dos obscuros paulistas, dos baianos competitivos (Luís Caldas e Marcelo Nova), do pessoal da MPB. além das pressões de gravadora para tomar rumos diferentes do daquele pessoal. Diziam pra eu tomar um caminho independente, meio como Guilherme Arantes ou Fábio Júnior. E não como um daqueles da minha geração. Uma versão masculina da Marina. Algo assim. Outro fenômeno também tomava a mídia. todo mundo era preso. Por maconha, heroína, cocaína, até acusação de estupro. E eu nada. Nem fumava, nem bebia, nem cheirava. Nada. E isso pegava mal. Juro, assim como fazer sucesso, não ser preso era uma coisa que depunha contra mim. O bacana era, (será que ainda é) se foder em público. A maioria das pessoas do mundo do rock, e da juventude em geral, acredita piamente que é o uso do bagulho que dá genialidade aos artistas. Acham de Kurt Cobain, Jimi Hendrix, enfim, todos os grandes mitos só foram geniais porque se drogavam. É a coisa mais estúpida que existe mas é uma burrice espetacularmente comum. oras, dê doses cavalares de heroína para uma besta e o que acontece? você terá uma besta de 28 patas alucinada e é só. Dê cocaína para um tapado desde sua infância o ensine a tocar guitarra. vai virar um Hendrix? Não! Óbvio que não. Nem se nascer de novo. Nem se for filho do Hendrix!!! Nenhum entorpecente confere talento ou inteligência a ninguém. As pessoas conseguem ser inteligentes ou talentosas apesar dos bagulhos e não por causa deles!!! E morrer jovem não é mérito!!! Não é isso o que devemos desejar aos talentosos!!! E é claro, uma carreira maior possibilita mais erros. E todos erram. Todos. Todos são mais ou menos. Todos. O isolamento do pessoal aconteceu em paralelo ao afastamento também do pessoal da gravadora. Fiquei perdido no meio de tantas expectativas. Era difícil compor com cada um querendo uma coisa. E mais de cem mil pessoas olhando por cima do meu ombro, que era como eu me sentia. foi uma época difícil. E acabou com a minha mudança para uma outra gravadora, a WEA, que era a casa do rock e me pedia um disco assim. Eu fiz. Tinha coisas boas mas ninguém ficou sabendo. O disco foi lançado no dia do governo Collor. E 75% do dinheiro que eu tinha ganho de luvas estavam em cadernetas de poupança. elas renderam 84% e o governo autorizou 20% como taxa de correção naquele mês. Perdi quase tudo. E só fui ver a cor do dinheiro 18 meses depois. E o disco, por falta de verba, ficou pra escanteio. O presidente me perguntou quem ele deveria chamar para Diretor Artístico. Uma opinião minha, só. E eu disse: Nélson Motta. Pois no tempo em que o Nelsinho esteve lá, como meu diretor, ele lançou um monte de discos, até do Roberto de Carvalho e das FRenéticas. E nunca ouviu uma fita demo minha. Ele saiu e eu continuei na geladeira. E assim fui me afastando do público e da mídia. O disco seguinte, o Todo Amor, foi gravado com a obrigação de ser um disco de intérprete. Não queriam mais do que duas músicas originais no disco. E fiz com o maior carinho, tentando com isso reverter uma situação desfavorável por estar gravando um disco que tinha sido parte de um acordo com a gravadora em punição pelos anos de ostracismo que ela me impôs. E não deu certo. Lançaram o disco no lixo também. Meu desencanto desde então aumentou muito. Até que um dia, depois de uns 5 anos, o mesmo Marcos Maynard me convidou para assinar com a Abril Music, que estava indo muito bem. Senti-me em casa com ele que tinha assinado o meu primeiro contrato. Pois a gravadora faliu antes de começar o meu disco. Antes desse contrato ainda tentei fazer um para vender em bancas mas o selo que o produzia também faliu. E o povo me perguntado porque eu não gravo mais. Vou por um FAQ no meu site com esse texto explicando isso. Eu não gravo porque a indústria não me chama pra gravar. E depois de tantos aborrecimentos, de tantos dissabores, de onde é que eu tiro entusiasmo para fazer uma demo e
Escrito por Bloco às 23h41
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Faltou dizer
O texto abaixo, Minas, foi publicado no jornal O Dia, quendo lá eu tinha uma coluna semanal.
Escrito por Bloco às 12h09
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Minas
Digo sempre: se beleza fosse tudo ninguém comia feijoada. E doce de padaria? Você vê na vitrine e acha lindo. Leva à boca e percebe que é tão sem graça quanto dançar com a irmã. Vá lá, existem algumas padarias, existem algumas irmãs. Mas, estou desviando. Quero dizer que o que agrada ao visual pode trair os outros quatro ou ou cinco sentidos. Estive em Belo Horizonte, e confesso: tenho um grande amor por aquela cidade. Ela anda de tamanquinho no meu coração. O mineiro tem um jeito quase tímido, bacana, embora lhe creditem uma falta de solidariedade que só o câncer supera. Mas fala-se do mineiro e eu penso que falta falar da mineira, esta sim, um grande tesouro nacional. A mineira é um furacão em no trabalho, sem perder com isso um tostão de sua meiguice. São ternas, corajosas, solidárias e gostam de pensar, não no que o casamento lhes propiciará, mas no que, através dele poderá ser construído. E arcam com a responsabilidade de metade dos sonhos. Independentes e amorosas. Desta vez conheci o Mineirão. Nada melhor para conhecer um povo do que fazer o que ele faz. Chego ao glorioso estádio, final do campeonato, e me deparo com uma festa alegre, e como tudo na cidade, repleta de mulheres. São vinte para cada homem, eu acho. O cartaz do bar do estádio anunciava: Tropeiro - R$3,00. Encomendei, curioso. Veio o prato: arroz, couve, bife, um ovo por cima, e, lógico, o saborosíssimo tropeiro farto em torresmo. E bem barbeado, o torresminho. Um pitéu. Pensei: se vendessem isso no Maraca a violência acabava. Ninguém consegue brigar depois de um tropeiro feito com amor de mãe e um ovo por cima. Ninguém.
Escrito por Bloco às 11h03
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Lingua patria
Este texto chegou hoje e, confesso, resolvi utilizar ( eu sempre usei essa palavra!!!! ) Agora nao mais.
COMPLICABILIZANDO: Texto de RICARDO FREIRE (do Estadão)
Não, por favor, nem tente me disponibilizar alguma coisa, que eu não quero. Não aceito nada que pessoas, empresas ou organizações me disponibilizem. É uma questão de princípios. Se você me oferecer, me der, me vender, me emprestar, talvez eu venha a topar. Até mesmo se você tornar disponível, quem sabe, eu aceite. Mas, se você insistir em disponibilizar, nada feito. Caso você esteja contando comigo para operacionalizar algo, vou dizendo desde já: pode tirar seu cavalinho da chuva. Eu não operacionalizo nada para ninguém. Tampouco compactuo com quem operacionalize. Se você quiser,eu monto, eu realizo, eu aplico, eu ponho em operação. Se você pedir com jeitinho, eu até implemento. Mas, operacionalizar, jamais. O quê? Você quer que eu agilize isso para você? Lamento, mas eu não sei agilizar nada. Nunca agilizei. Está lá no meu currículo: faço tudo, menos agilizar. Precisando, eu apresso, eu priorizo, eu ponho na frente, eu dou um gás. Mas agilizar - desculpe, não posso, acho que matei essa aula. Outro dia mesmo queriam reinicializar meu computador. Só por cima do meu cadáver virtual! Prefiro comprar um computador novo a reinicializar o antigo. Até porque eu desconfio que o problema não seja assim tão grave. Em vez de reinicializar, talvez seja o caso de simplesmente reiniciar, e pronto. Por falar nisso, é bom que você saiba que eu parei de utilizar. Assim, sem mais nem menos. Eu sei, é uma atitude um tanto quanto radical da minha parte, mas eu não utilizo mais nada. Tenho consciência de que a cada dia que passa mais e mais pessoas estão utilizando, mas eu parei. Não utilizo mais. Agora eu só uso. E recomendo. Se você soubesse como é muito mais elegante, também deixaria de utilizar e passaria a usar. Sim, estou me associando à campanha nacional contra os verbos que acabam Em "ilizar". Se nada for feito, daqui a pouco eles serão mais numerosos do que os terminados simplesmente em "ar". Todos os dias os maus tradutores de livros de marketing e administração disponibilizam mais e mais termos infelizes, que imediatamente são operacionalizados pela mídia, reinicializando palavras que já existiam e eram perfeitamente claras e eufônicas. A doença está tão disseminada que muitos verbos honestos, com currículo de ótimos serviços prestados, estão a ponto de cair em desgraça entre pessoas de ouvidos sensíveis. Depois que você fica alérgico a disponibilizar, como você vai admitir, digamos,"viabilizar"? É triste demorar tanto tempo para a gente se dar conta de que "desincompatibilizar" sempre foi um palavrão. Precisamos reparabilizar nessas palavras que o pessoal inventabiliza só para complicabilizar. Caso contrário, daqui a pouco nossos filhos vão pensabilizar que o certo é ficar se expressabilizando dessa maneira. Já posso até ouvir as reclamações: "Você não vai me impedibilizar defalabilizar do jeito que eu bem quilibiliser". Problema seu. Me inclua fora dessa.
Escrito por Bloco às 20h51
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BRASIL, Homem, Ator, Jornalista, Cantor e Compositor
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