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Escorpiões
Eu conhecia uma fábula sobre escorpiões que contava sobre um sapo que havia ajudado a um escorpião na travessia de um riacho. No meio do caminho o escorpião lhe mete o ferrão, ao que o sapo, estupefato, exclama: ¿Você é maluco? Assim você vai morrer também!!¿; e o escorpião: ¿O que eu posso fazer? Ë minha natureza!!.
Hoje recebo outra, do Fernando, meu primo, e tem um final um pouco diferente, surpreendente até. Por isso a transcrevo aqui. E também porque hoje é o dia das bruxas e aniversário de alguns escorpiões que conheço.
O Escorpião Um mestre oriental que viu que um escorpião estava se afogando decidiu tirá-lo da agua, mas quando o fez o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na agua e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse: " Desculpa-me mas vc é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da agua ele irá picá-lo? O mestre respondeu:" A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha que é ajudar". Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da agua e salvou sua vida. Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Tens o presente sempre. Simples, não crês?? " Quando a vida te apresentar mil razões para chorar, mostre-lhe que tens mil e uma razões pelas quais sorrir ". Pense Nisso!!!
Escrito por Bloco às 13h45
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Batida errada
O uso de entorpecentes pode ser muito prejudicial..

Escrito por Bloco às 14h38
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Atchim Número 2
até hoje não melhorei da gripe. Minto. Melhorei da gripe mas não estou em ainda. A voz fanhosa, aquela expectoração, de vez em quando uns espirros, tosse. um saco. Não tenho muita paciência pra doença. Dizem que eu sou hipocondríaco porque eu levo tudo muito a sério e por qualquer coisa vou ao médico. O seguro morreu de velho. E depois, como sempre vivi só, desde os 16, e dependendo do meu trabalho pra viver, nunca pude contar com a tranquilidade de estar de cama faltando ao trabalho. Esse é o problema de não ter carteira assinada. sou doido pra ter um trabalho de carteira assinada e com um bom salário. eu e tooooodo mundo. Ler o Dias de Luta está sendo muito bom para dar uma reavaliada na minha carreira e na perspectiva histórica do que fiz. Curioso que eu sempre estava lá, nos momentos cruciais, e dificilmente recebia os méritos. Se em 1978 eu estava compondo rock com o Arnaldo Baptista e o Lulu, que tinha uma banda com ele, achava. aquilo sem futuro por saber que o mercado não aceitaria um rock/pop nacional ( e ele estava certo!), sei que fui um dos pioneiros. E meu disco saiu depois do de todo mundo. Tudo sempre foi mais difícil, impressionante. O primeiro disco de fato seria o Cantando no Banheiro, do Dusek. Trabalhamos muitos meses, sem pagamento, nesse projeto e fomos totalmente menosprezados pela gravadora que queria um disco tocado pelos músicos de estúdio da época. Assim como minhas músicas também foram barradas de um disco que seria meio a meio. O fato é que o Rock da Cachorra foi o grande hit do disco e a outra faixa que estourou nas rádios também era arranjada e tocada por nós. Ou seja: a nossa participação indesejada rendeu lucros a todos menos a nós. quer dizer, se eu assinei um contrato parte se deve ao enorme sucesso de Rock da Cachorra. O primeiro grande hit, antes mesmo de Você não soube me amar, daquela geração. Ainda que rendendo méritos ao Dusek, que já tinha uma certa estrada àquela época. No primeiro disco trouxeram um produtor de fora. Eu era uma espécie de punkabilly e tive que fazer um disco com um produtor technopop. No segundo disco, o Sessão da tarde, a gravadora queria apagar todas as fitas por achar o disco uma bosta. Queriam que eu jogasse tudo fora e começasse de novo, em Los angeles, tocando com a banda que tinha gravado o Thriller do Michael Jackson. Pra você ver o tanto que odiavam o disco. E oito músicas foram para as paradas, das dez do disco. Nos discos seguintes ficou patente para a gravadora que eles não sabiam muito bem o que dizer a mim, pois eu era um caso meio atípico, e eu fiquei querendo me livrar da camisa de força que era a fama de roqueiro irreverente. E assim começou toda a diáspora. Eu vou lendo e comentando, ok?
Escrito por Bloco às 12h27
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Arrastão
Nós não seremos como os outros amantes, acreditando que cada tampa de garrafa prateada jogada no chão é uma estrela em potencial. Nós não seres tolos como os outros amantes, acreditando que vai durar a vida inteira quando a gente sabe que vai ser um ano ou dois. O mundo ama os amantes. Ame, custe o que custar. Essas frases são do Prefab Sprout, que ao lado do Elvis Costello tinham as melhores letras do pop inglês. Aldous Houxley é um filósofo muito talentoso e importante. O problema é que nasceu num século em que dois terços do mundo era socialista e não acreditava que existisse inteligência fora do comunismo e da economia marxista. E como reação, o outro terço do mundo não prestava atenção no que não fosse anticomunista ou não tivesse alguma relação com alguma forma de religião. E o grande mestre inglês estava fora dos parâmetros. Sofreu mais ou menos o mesmo que Nélson Rodrigues no Brasil, que achincalhava a direita ( com mais pudores pois eles costumavam matar quem lhes criticasse) e a esquerda, que costumava emplacar listas negras e assassinatos morais e ideológicos a quem não comungasse do mesmo sectarismo. Duas forças reacionárias comandaram o século XX. Não fosse o rock, os modernistas, os porra-loucas de toda sorte, a contra-cultura, os gays e as mulheres liberadas, o século tinha andado pra trás. Mas Admirável Mundo Novo fez sucesso e até hoje é uma referência. O Clone e a cultura massificada eram coisas antevistas naquele livro, editado em 1931 e que era uma parábola à utopia científica, fazendo um contraponto ao outro sucesso de sua autoria A Ilha, que era a averiguação da utopia metafísica ou religiosa. Se você não leu saiba que tem que ler. Pra falar em livros, algumas recomendações. Saiu o novo do Marcelo Paiva, Malu de Bicicleta, que fui o segundo a ler. Não sei se ele mudou alguma coisa depois que me deu pra ler, afinal só tinha 4 dias que ele tinha acabado o livro. Vou reler. O do Joaquim Ferreira dos Santos é um sucesso: O Que as Mulheres Procuram na Bolsa. Estou lendo o Dias de Luta, do Ricardo Alexandre, que conta a história dos anos 80. Colaborei com ele com algumas horas de entrevista e o texto dele é muito bom e a visão muito equilibrada dos eventos. Estou gostando. Ainda não entrei na história, até onde li, para dizer se meus depoimentos foram bem anotados. Acredito que sim. REcomendo mesmo! Outro que é um clássico e que está de nova edição é O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger. Esse é pra mim o mais querido. E também para o Marcelo Paiva e para o Cazuza, que foi quem deu pra mim esse livro, logo que nos conhecemos. É uma das melhores coisas escritas em Inglês. E é meio que homenageado em Encontrando Forrester, o filme do Sean Connery. O personagem dele é como o Salinger, um recluso que fez um clássico no começo da carreira e se escondeu dizendo que só vai deixar suas coisas serem publicadas após sua morte. Ah, não acabei ainda o Demônio do Meio-Dia, que é um belo tratado sobre a depressão escrito por um deprimido e não por um médico. Ou melhor, alguém que se curou da depressão pesquisando-a a fundo. E o arrastão no Rio. Como é fácil, naquela cidade, juntar quinze para dar com porretes em gays e lésbicas ou juntar 40 pra roubar os populares que estão indo à praia. É como eu digo: falam igual a bandido, as mesmas gírias, a mesma economia de repertório ( no máximo umas trezentas palavras) o mesmo jeito físico, linguagem de corpo, como a querer dizer ¿eu também sou malandro, tenho minhas conexões, fica esperto!¿, e aquele jeito ameaçador. Assistindo ao filme Aos 13 a gente percebe que a onda é mundial. Meninas têm que ser fúteis e fashion victms ou labeled persons. Sabe o que isso quer dizer? Se não eu explico: gente viciada em seguir modas e gente que tem mania de grifes e etiquetas. E têm que ser gostosas e vadias. Bitchs, cadelas. Os caras têm que ser narcisistas e falarem o tempo todo de si e elogiando, como a maioria dos rappers, principalmente botando a culpa de tudo nos outros e dizendo que se é bandido é porque a sociedade é muito injusta. E injustiça pra ele quer dizer: ter que trabalhar pra ganhar dinheiro. No Rio a moda é ser malandro. E o oposto de malandro é otário. É claro que há a banda podre da polícia. O tráfico de drogas faz com que a corrupção se espalhe por toda a estrutura governamental. mas há a polícia honesta e heróica. pois o povo prefere os bandidos. Mesmo que eles nunca tenham feito e nunca venham a fazer nada, mas nada mesmo, de bom. NInguém para de procurar os bandidos ou traficantes para comprar bagulhos roubados ou entorpecentes. Ninguém deixa de comprar produtos falsificados ou discos piratas, que são outro braço da mesma empresa. E depois a culpa é do governo. É muita cara de pau. É preciso que a lista de entorpecentes seja completamente controlada por médicos. Quase todos são e são raros os casos de gente que morreu em decorrência de dependência química. Assim como o álcool é entorpecente e os casos de acidentes com bêbados e alcoolismo, são muito mais frequentes que os casos de gente que morreu de overdose com outros entorpecentes. Claro que as quantidades de gente que usa uma coisa e outra são também diferentes, mas o que eu quero dizer é que o número de gente que sofre em decorrência da criminalidade que o tráfico gera, e que a lei que proíbe alguns entorpecentes e alguns jogos ocasiona, é muito pior do que qualquer mal que esses vícios venham a causar. prejudicam a toda a sociedade e não só aos drogados e jogadores compulsivos. É uma estupidez atrós tirar alguns jogos da lista de 95 jogos de azar liberados no país. É uma idiotice retirar da lista de substâncias controladas, uma lista enorme algumas que têm grande demanda popular. É só benefício fiscal. É só para beneficiar os bandidos. Na minha opinião quem acha que as drogas devem ser proibidas deve ir preso por apoiar o crime organizado. Não é de estranhar mais que filhos matem pais, irmãos matem irmãos, universitárias encenem o próprio sequestro para extorquir a família e coisas do gênero. Respeitar os mais velhos é considerado uma babaquice. Ler é perda de tempo. Fazer ginástica e ter um físico dito superior abre todas as portas que o estudo deveria abrir. A burrice, enfim, está na moda. E a violência é a única argumentação dos burros. E, às vezes, seu meio de vida. Há, entretanto, algumas coisas muito curiosas: somos um país de solidários. Somos um país de estudiosos e temos gente pontificando em todas as áreas. Nossa principal exportação é aviação. Qualquer concerto de música clássica no Ibirapuera ou na Praia de Botafogo junta mais gente do que qualquer FlaXFlu ou Corinthians e Palmeiras. As exposições de Rodin, Monet e afins atrai mais gente do que qualquer show de Madonna. Somos um país de gente legal. Mas a mídia e a juventude dita formadora de opinião só vê, só aclama, só copia os bandidos. Um bando de gente reacionária e machista. Careta até a raiz de cabelo. E fantasiada de moderninho. Um saco. Uma comédia triste. O narcisismo, que é a chaga psicológica que cega os babacas diante da estupidez de suas escolhas, é a incapacidade de ver que há outros no mundo, e que há mundos mais bonitos e felizes. E que só o espelho é feio. Tenho visto Dorians Grays para todo lado. Leia esse também! o Retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde, é muito bom e uma coleção de frases geniais. E eu não estou de mau-humor. Juro!!!Mas é preciso dizer algumas coisas, às vezes, para não parecer que a gente compactua ou acha normal essas coisas. E viva o Brasil. E viva o Rio. Ou o que o Rio poderia ser. Ou o que o Rio era. Mas Viva o Cristo Redentor que há dentro de cada carioca.
Escrito por Bloco às 16h41
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Uma semana longe de casa
De Floripa para o Rio com uma curta passagem em casa pra trocar de mala e pegar o violão. Tudo bem. Sempre fui mesmo de ficar na estrada. Gripado, porém, é muito chato. Muito mesmo. E quase não dormi com isso. Resultado: de ontem pra hoje dormi pra caramba e quase não acordo para o programa do Paulo Barboza na sua nova rádio, a Tupi de SP. Fiquei impressionado com uma notícia que li no jornal do Rio. Melhor dizendo, nem era notícia mas uma nota no jornal. Uma nota pequena em uma coluna dizia que uma turma de 15 adolescentes munidos de porretes passou a noite de sábado passado na porta de uma boate GLS espancando quem de lá saia. Fosse homem, mulher ou simpatizante. Concluindo, a nota dizia que a polícia foi chamada, e perto da tal boate tem uma delegacia, mas não compareceu achando que o assunto não merecia atenção. Em qualquer lugar do mundo civilizado isso daria primeira página em todos or jornais. No Rio vira notinha de canto de coluna. Triste mesmo o que estão fazendo com aquela cidade. Mais triste ainda o pessoal de lá já estar tão acostumado 'as barbáries que já nem repara no que aquela cidade se transformou. Triste mesmo. Tenho prestado muita atenção nas letras que ouço nas rádios. Uma hora dessas eu vou tratar dntes que os casos de gente que morreu de overdose com outros entorpecentes. Claro que as quantidades de gente que usa uma coisa e outra são também diferentes, mas o que eu quero dizer é que o número de gente que sofre em decorrência da criminalidade que o tráfico gera, e que a lei que proíbe alguns entorpecentes e alguns jogos ocasiona, é muito pior do que qualquer mal que esses vícios venham a causar. prejudicam a toda a sociedade e não só aos drogados e jogadores compulsivos. É uma estupidez atrós tirar alguns jogos da lista de 95 jogos de azar liberados no país. É uma idiotice retirar da lista de substâncias controladas, uma lista enorme algumas que têm grande demanda popular. É só benefício fiscal. É só para beneficiar os bandidos. Na minha opinião quem acha que as drogas devem ser proibidas deve ir preso por apoiar o crime organizado. Não é de estranhar mais que filhos matem pais, irmãos matem irmãos, universitárias encenem o próprio sequestro para extorquir a família e coisas do gênero. Respeitar os mais velhos é considerado uma babaquice. Ler é perda de tempo. Fazer ginástica e ter um físico dito superior abre todas as portas que o estudo deveria abrir. A burrice, enfim, está na moda. E a violência é a única argumentação dos burros. E, às vezes, seu meio de vida. Há, entretanto, algumas coisas muito curiosas: somos um país de solidários. Somos um país de estudiosos e temos gente pontificando em todas as áreas. Nossa principal exportação é aviação. Qualquer concerto de música clássica no Ibirapuera ou na Praia de Botafogo junta mais gente do que qualquer FlaXFlu ou Corinthians e Palmeiras. As exposições de Rodin, Monet e afins atrai mais gente do que qualquer show de Madonna. Somos um país de gente legal. Mas a mídia e a juventude dita formadora de opinião só vê, só aclama, só copia os bandidos. Um bando de gente reacionária e machista. Careta até a raiz de cabelo. E fantasiada de moderninho. Um saco. Uma comédia triste. O narcisismo, que é a chaga psicológica que cega os babacas diante da estupidez de suas escolhas, é o assunto e explicar como é fato que a burrice está na moda. Está em todo lugar. NO universo só há duas coisas infinitas: a burrice e o mau-gosto.
Escrito por Bloco às 17h09
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Errata
olha o que recebi: oi leo! aqui estou novamente, mas dessa vez para alertá-lo quanto ao crédito dado a mário quintana por "sentir-se amado".. a crônica é, na verdade, de martha medeiros!
pode conferir a mesma, na íntegra, em http://www.terra.com.br/almas/martha/martha_18_02_2002.htm
valeu ;o)
assim sendo, corrija-se o erro e credito a quem merece.
Escrito por Bloco às 12h09
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Marcuse e a cultura erótica
Ainda nos anos 30, Herbert Marcuse já considerava, a exemplo de Reich, a repressão sexual como uma das características mais importantes da ordem social exploradora. Sua crítica do dualismo ocidental enfatizou não só a miséria econômica, mas também a miséria sexual perpetuada e racionalizada pela metafísica dualista, através da noção de "pecado".
Segundo Marcuse, o embotamento da sensualidade resulta na atrofia e embrutecimento de todos os órgãos do corpo humano. A repressão da sexualidade contribui assim para a manutenção de uma ordem social repressiva em todos os seus aspectos.
Além disso, Marcuse acentuou a correlação direta entre a repressão da sexualidade e a erupção da agressão, nas formas mórbidas do terror sádico e da submissão masoquista. A violência é conseqüência da repressão sexual.
Só quando a libido é forte e não-sublimada, só quando se permite à sexualidade ser livre, tanto quantitativamente no sentido de uma vida sexual mais intensa, como qualitativamente como uma sexualidade mais variada (polimórfica), só nessas condições é que a agressividade e destrutividade geradas pela repressão podem ser reduzidas.
No livro Eros e Civilização, Marcuse mostra que o princípio do desempenho, que, segundo ele, rege nosso comportamento social, tem uma conexão histórica com o que ele chama de "tirania genital". Por isso, a ressexualização do corpo constitui, hoje, a principal meta da realização humana.
A humanidade anseia por regressar a um estado de "perversidade polimórfica" em que todo o corpo volte a ser fonte de prazer sexual. Para Marcuse, as chamadas "perversões" expressam uma rebelião contra a subjugação da sexualidade à ordem de procriação e contra as instituições que garantem essa ordem. Assim, o chamado "desvio sexual" representa, na verdade, um protesto contra a tirania genital.
obs- o texto foi gentilmente surrupiado do site cama na rede. Obrigado, Regina Navarro Lins.
Escrito por Bloco às 07h19
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SENTIR-SE AMADO
(Mário Quintana)
"O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Sentir-se amado é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. "
Escrito por Bloco às 07h04
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Um show muito resfriado
Acabo de voltar do Nova América. foi tudo bem e o pessoal curtiu muito. Duro foi manter a voz até o final do show. O Luciano, que me acompanhou, teve filho há sete dias. O primeiro. ele e a mulher estavam tentando há sete anos. E já estão juntos há 21. Pois é, o show foi dedicado a ele por amar a mesma mulher e se dedicar a ela e por terem conseguido vencer as dificuldades pra trazer o Lui à luz. Muito bacana, ele está todo bobo. A gripe ou resfriado piorou. Agora estou em dúvida se é mesmo gripe. tá feia a coisa. E eu tendo que fazer um monte de coisas. E da última vez em que estive aqui fiquei com aquela virose estranha. Que uruca! Hoje li uma notinha no jornal que na porta de uma boate GLS, no último final de semana, ficaram 15 garotos com porretes na mão batendo nos gays e nas lésbicas que saiam. Chamaram a polícia que não apareceu. E isso virou nota de jornal quando deveria virar escândalo nacional. O Rio vai muito mal. Comentei isso com amigos dizendo que fiz um texto apontando um fato revelador: todos os adjetivos que qualificam coisas positivas são destrutivos. O que é bom, hoje, detona, arrebenta, é animal, tá bombando, é sinistro etc. Não é de se estranhar que essa geração seja muito violenta e conivente com o crime. Mas eu sempre chovo no molhado e grifo o óbvio. que tédio.
Escrito por Bloco às 22h54
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Dia longo
Acordei em Floripa, passei o dia em Sampa e estou indo para a cama no Rio. E gripadão. Ou melhor: resfriado. Aquele negócio de dor no corpo, nariz escorrendo, garganta arranhando e tudo o mais. Sem febre e sem infecção. Resfriado comum que costumamos chamar de gripe. Tomara que não atrapalhe o show de amanhã. O final de semana em Florianópolis foi excelente. Fui a convite do Leo Coelho, que comemorava um ano de sucesso de seu programa, o bon vivant, que vai ao ar pela Band à meia-noite em Santa Catarina. E era aniversário dele também. E hoje é do Rômulo, o pai dele. Pessoal de primeira qualidade e que me recebeu muito bem. A festa foi ótima; das duas da tarde às 9 da noite, em um restaurante na praia, com direito a massagem, limpeza de pele, frutas, som de violão (dei uma canja com ele e o diretor do programa, o Marco, cantando), tarot, franguinho na brasa e chope. Tudo excelente mas principalmente o pessoal. Encontrei a querida Débora, que está vendo se ajeita um show para mim em janeiro. Conheci um monte de gente legal. Encontrei a Mana, uma bruxa de primeira e do bem total. Foi muito bom. A massagem que o Milton, de Camboriu, fez em mim foi uma coisa. Ajeitou tudo! Mas como tava calar e ventava acabei me resfriando. Faz calor mas o vento é frio. Coisas do sul. E as meninas? Cada uma mais linda que a outra. Conheci várias lindas. E todas muito simpáticas e suaves. Essa é a diferença das brasileiras para as européias. mesmo a brasileira com cara de européia, como Gisele Bundchen, tem aquele dengo, aquela delicadeza que as alemãs não costumam ter mesmo quando são lindas. Tem o tal do borogodó. E as manezinhas são demais. Um momento especial foi quando retornei ao Locanda de la Tortorella. Mas essa noite merece um capítulo especial. Depois eu conto. Mágico aquele lugar. Tirando a gripe, o resfriado, tudo ótimo. E no domingo liguei para o Leoni que estava na casa do Herbert com a meninada. O Herbert de lá manda: manda um abraço para o Leo Jaires. Essa é uma piada nossa. Uma empregada da casa dele, muito engraçada, trocava o nome de todo mundo. Ela me chamava de Leo Jaires. E quando eu ligava procurando por ele ela dizia que ela tava por esses exterior aí. Num sei se MInas, se é Ceará, um desses. bom, o fato é que ele se lembrou de mim e até de nossas antigas brincadeiras. Maneiro. Sendo assim, vou para a cama pois preciso descansar. E beber muita água. Atchim.
Escrito por Bloco às 00h42
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As coisas que estou ouvindo
Durante muito tempo evitei ouvir rock. Achava tudo muuuuito chato. Agora estou gostando das bandas novas e dos sons em especial. Em letras acho que os anos 80 vão continuar sendo revisitados. até mais do que os 70 ou 60. Mas a molecada que tem pintado nos últimos tempos tem tirado um som muito bacana. Sempre muito mais pesado do que o necessário mas é compreensível. Creed, Offspring, Nickelback são bandas bem macho. Aqui e ali soam umas boas baladas, do Creed em especial. Outro cara que gosto muito é do Eminem. Esse escreve bem. O som e as idéias são engraçadas e realmente transgressivas quando tudo io que parece transgresssivo ou é escatológico ou posado. Não manjo muito de Marilyn Manson mas algo me diz que Alce Cooper é melhor. Gosto muito das coisas pops também. Cardigans é uma delícia. Avril Lavigne é muito gostosinha. Pink, Natalia e, menos, a Britney são divertidas também. A Britney é uma espécie d Sandy que foi virando Vanessa Camargo. Ou será Wanessa? Uanessa? Ela tá quase virando m|Madonna. Adorei aquela linguada das duas. Tava boooom. Não foi de mentira não! A gatinha meteu a língua na coroa gostosa. E foram felizes para sempre. Já aquela outra Aguilera eu nunca sei quando é ela ou a Talia. Tudo muito Macarena. Mas sejamos justos: aquela do Ricky Martin que eu chamo de coisa de bicha louca é uma bela canção. A tal da vida louca. Não é minha praia mas é muito bem feita e dançante. Não tenho a menor paciência para Techno. Ontem fiquei vendo uma pessoa ouvindo um disco lá no Fnac para ver se ia comprar. Ela ficou imóvel ouvindo um minuto da música e nada de diferente aconteceu naquele minuto. Só aquele ritmo padrão sendo repetido ao infinito. Aquilo é um horror! Nada a ver com música eletrônica em geral, coisas mais criativas e até mesmo o Eletro que é parente do dance mas tem gente que entende e gosta de música fazendo. Essas coisas muito tequineiras parecem aqueles negócios de fazer pintura que tem ecar com eles, não é essa a minha habilidade. Há , entre o bebê que ainda não fala e a mãe, uma comunicação que homens não podem suspeitar. Assim parece. É uma coisa feminina lidar com as necessidades sem as palavras. Homens, e eu sou muito masculino, não sabem muito lidar com essa linguagem silenciosa. E é por isso que o meu assunto predileto não é o que americanos chamam de nurturing: cuidar de bebês novinhos; eu gosto mesmo é de educação. De conversar, de tirar as dúvidas, de brincar, de acompanhar nos sonhos e ajudar a compreender a realidade. Talvez por isso, pelo que é inato, já fui convidado por duas vezes a escrever em revistas para adolescentes e sempre tive uma grande simpatia infantil em relação às minhas músicas e trabalhos como ator na TV. E olha que não me dirigia a eles, objetivamente. É uma ligação que transcende. Em geral até prefiro a companhia de velhos. Isso porque as crianças já são naturalmente aceitas e amadas. qualquer executivo sisudo fica bobo quando vê uma criancinha simpática. E velhos são muito interessantes. Muito boa companhia. Mesmo quando contam as mesmas estórias várias vezes no mesmo dia. Em essência a comunicação. compreender quem está chegando e quem está partindo. Ver a vida de vários ângulos. Estar próximo dos diferentes e encontrar novos recortes de identificação que não os habituais e superficiais. Acho que é isso. É divertido. É surpreendente. É um jeito de viver, intensamente, as pessoas que a vida nos põe ao lado. O no colo.
Escrito por Bloco às 20h25
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Talmud
"Cuida-te muito em fazer chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisoteada, nem da cabeça para ser superior, senão do lado para ser igual.....debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada."
Escrito por Bloco às 20h06
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Talmud
"Cuida-te muito em fazer chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés param parques de diversão. Você pega o catchup de tinha e espreme no papel e aí o troço começa a girar. depois você espreme a mostarda e, voilá; a obra está pronta. Não vai sair nenhum Van Gogh dessa escola. Ando com vontade de renovar a minha coleção de Cds mas tenho achado tudo muito caro! Dá dó! Ou não sou tão bem pago quanto deveria. Eu e o resto do mundo! Ontem queria comprar uns 5 CDs, entre eles um do NIrvana todo remasterizado. Acabei desistindo: eu posso viver sem isso. No carro fui ouvindo um do Chet Baker tocando e cantando Standards. O mesmo que escuto agora. Cardigans está exatamente antes de Chet Baker na minha playlist. E tudo bem.
Escrito por Bloco às 14h13
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De volta e em casa
Não foi uma boa ida ao Rio. Vi amigos, curti a companhia de alguns, tive bons momentos com a família que se não é a de sangue é a do coração, mas voltei desapontado. Há algo no rio que tem me incomodado. O grande centro intelectual parece ter escolhido ser o lugar dos malandros, dos saradões, das cachorras, dos espertos, sei lá. Os grandes cariocas já não são festejados. Os grandes nomes do mundo artístico são aqueles revelados em Malhação e cujo principal atributo é o porte físico. E m monte de gente talentosa beirando o desespero naquela cidade cara e ingrata pois não foram as bundas ou os traficantes quem fizeram aquela cidade respeitada no mundo inteiro mas seus habitantes simpáticos, criativos, e aquela multidão de talentos que para lá rumava até pouco tempo atrás. Agora tudo está de cabeça para baixo. Os bons não aparecem e os que aparecem não sustentam o status de cidade maravilhosa. Há desespero e angústia em todo lado. E eu amo aquela cidade e sofro vendo-a sofrer. Vejo os times de futebol cada vez mais decadentes, embora venha de lá grande parte dos talentos no futebol. Ou vinha. Agora parece impossível que esses times se ergam outra vez. já vi América e Bangu dar trabalho em campeonatos cariocas. Hoje o Rio corre o risco de só ter dois times na primeira divisão. E lá vai o Eurico Miranda tentar se reeleger. Que fique claro: eu não gosto de vascaínos porque eles reelegem o mal. Eleger o mal é humano, reeleger é falta de caráter. E é só por isso que eu odeio o Vasco e os vascaínos. Sou fã de Roberto Dinamite, tomara que ele ganhe pois eu detesto detestar. Na hora de atravessar a rua o garoto olha fixo par ao carro e se coloca em rota de colisão fazendo cara de mau. É preciso frear para não atropelar, embora não seja a hora ou o local indicados. Não há sinal ou faixa de pedestre: há a consciência de que ser malandro é o oposto de ser otário, ao invés de honesto. Para grande parte da população o oposto de malandro é otário. E não ser otário é a justificativa para qualquer estupidez. Ir à praia e jogar lixo para todo lado me parece estúpido para quem vive em uma cidade que depende do turismo e ainda mais para quem frequenta a praia. Pois o cara vai à praia e acha que levar o próprio lixo para uma lata próxima é coisa de otário. Maior mico. Essa expressão - pagar mico - é também um terror para a auto-estima carioca. Fazer diferente dos outros é pagar mico. SE todo mundo larga o lixo lá ou joga a lata pela janela do carro, reclamar é pagar mico. E ao fazer isso você pode se expor à violência. O malandro não precisa estar com a razão para agredir. Ele agride para mostrar que quem é mais forte não precisa ter razão para ser respeitado ou obedecido. Malandro é malandro. Se der uma bronca nele, mesmo com educação, vai levar sopapo. Junte a isso tudo o fato de que a rapaziada roqueira de hoje em dia é muuuuuuuito machista. Os saradões acham que é justíssimo bater em viados pois eles ficam zoando na rua, dando gritinhos, sacolé? E há essa homofobia na cidade em que uma torcida de futebol chama-se Flagay. Eu tenho o maior orgulho da Flagay. E soube no Rio, foi publicado em um jornal, que as outras torcidas estavam pensando em dar umas porradas nas bibas se elas fossem ao Maraca. o estádio anda às moscas pois ninguém quer ver o Mengão apanhar e os homofóbicos ainda querem enxotar as bonecas de lá. Pois eu voto por um estádio cheio de crianças, senhores e senhoras, mães com bebês e bibas, sapatas, por que não? Mas esse é o Rio que anda perdendo a voz. O da maioria silenciosa acuada nas ruas perigosas da cidade que o crime tomou. Fala-se como bandido na zona sul. O garotão quer falar como o bandido, as mesmas gírias, ter o mesmo visual. o clipe do Metallica é um incentivo a isso. Cheio de machões na cadeia, acho que a música é Angry, uma coisa ultra reacionária e violenta. Machos para machos na cadeia fazendo ginástica e dando porrada. Bem heavy-metal. Uma babaquice de dar vergonha. Uns caras de quase 50 anos dando um vexame desses? Será que eles querem ver os filhos atrás das grades virando ¿homens de verdade¿?Sinal de que o Rio não está sozinho nisso. mas que podia ser um polo de resistência, isso podia. É preciso compreender que a burrice tem que sair de moda. É ruim ser burro, eu juro!!! Mesmo se o seu corpo é fantástico. Resolver qualquer problema é difícil para quem é uma porta. Ou impossível.
Escrito por Bloco às 02h44
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Do mestre
"A gente sempre destroi aquilo que mais ama em campo aberto, ou numa emboscada; alguns com a leveza do carinho outros com a dureza da palavra os covardes destroem com um beijo os valentes destroem com a espada." Oscar Wilde
Escrito por Bloco às 11h23
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Pronto! voltei!!!
Demorou mas o Andrew deu um jeito no programa de mail e está tudo funcionando agora. Se alguém precisar de um mac consertado no Rio procure por ele. Bom, tenho uns 200 emails para responder e muita coisa pra fazer em pouco tempo. sabe como é, ainda estou fora de casa. Mas tudo bem. Aos poucos eu chego lá. A Gigi Tomate me mandou uma foto antiga minha. dá uma sacada. Bacana? Saiu a Vogue RG com e homenageando o Lulu. Muito bacana. A única coisa sensata que pintou por aí nos últimos tempos. Brincar, curtir, refletir. it¿s only rock¿n¿roll mas eu gosto. Hoje fui ver a exposição do Iberê Camargo no Paço Imperial. Um belo programa. Tinha pouco gente lá e encontrei amigos que há tempos não via. Também comprei uns poemas cartas do Vidal. ele vende cada envelope com um poema por um real. E tem para vários momentos: melancolia, amanhecer, ócio etc. Bacana mesmo. Depois transcrevo um. O Iberê é o maior pintor brasileiro. Disseram alguns amigos e eu não pude descordar. Quem seria? O cara é um monstro. Bom mesmo. E deu aquela certeza de que se repetir é uma qualidade e não um defeito como acusa a crítica em geral. Bacana mesmo. Sendo assim, vou me retirando para que possa conversar com os novos amigos que me escrevem.

Escrito por Bloco às 01h25
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DEU PAU!
Fiz um upgrade no programa de mail e, adivinhe?, deu pau. Fiz o seguinte: arranjei outro programa de mail e importei tudo. O novo programa está com um bug e não consigo enviar mensagens, só receber. Tentei peo webmail e deu problema também. Não dá para enviar mensagens!!! Não se chateie se vc me escreveu e eu nem dei sinal de vida. vou resolver isso e espero que não demore, ok?
Escrito por Bloco às 11h41
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Anotando o dia
Fui ao cinema ver Abaixo o amor. Gostei. É um filme dos anos 40 que se passa nos anos 60 com uma qualidade muito grande nas interpretações, arranjos musicais e absolutamente bobo. Amor cor de rosa. E é inteligente o roteiro. Bacana mesmo. Inverídico como todo conto de fadas deve ser, e, a um só tempo, bastante fiel ao inconsciente coletivo. Fiquei pensandoem duas coisas na vlta: eu falo Pacaembu. Ou seja: pa-ca-em-bu. O pessoal daqui de SP fala Paquembu. Eu falo Tatuapé e eles falam Tátuape. Tato a pé. E agora? Falo como todo mundo me sentindo muito esquisito ou falo do jeito que acho certo mesmo que soe um pouco pedante. Bom, eu não falo sombrancelha. Falei até lá pelos 30 anos. Nunca tinhanotado a ausência do m antes do B. Mas algo ocorre com o meu nome também. Eu mesmo digo Jáime quando sei que é Jâime. Som nasal por ser antes de um m. Paina, por exemplo não é páina. Mas todo mundo, com raras exceções fala Jáime. Quando me mudei para SP aos 7 anos fui muito sacaneado por falar o som nasal e mesmo por não dizer o t italianado quando o som português é mais th, ex: batatinha para o Brasil é batathinha, para o paulistando, italianado, é batatinhacom um som muito mais cortante. Acho que no Paraná também falam assim. Leite quente dói no dente. É complicado falar de sons e pronúncias em um texto. Não sei se deu para entender. Bom, hoje andei fechando algumas datas de shows. Rio no dia 21 de outrubro. Natal no dia 14 de novembro. Fortaleza no reveillon. Tem um outro evento no rio mas ainda não fechei. Vai ser em dezembro também. Passei na saída do ciema na porta do teatro e vi o finalzinho, o público aplaudindo e depois saindo com aquela cara feliz. Fiquei um pouco encabulado por estar ali e todo mundo me olhando porque sabem que sou um dos autores. Mas recebi alguns elogios e fiquei feliz à beça. Texto aqui em São Paulo é um grande sucesso. Assim como foi a atuação em Vítor ou vitória, alguns shows e discos, anovela da globo, alguns filmes. Com o tempo vou acumulando uma boa lista de sucessos. E é por isso que tenho confiança de que bons trabalhos continuarão pintando mesmo que não me convidem para gravar mais discos. Combinei com o Sérgio Serra de levar um som um dia desses. Ele gravou muitos dos meus discos e agora está morando aqui por causa do Ultraje a Rigor, a banda da qual ele é o lead guitar. Disse que o show em Brasília foi o maior sucesso. Eles merecem! E o Capital também. É uma bobagem achar que, no Brasil, andas brasileiras devem abrir. Em geral o público gosta mais dos shows brasileiros. Em todos os rock¿n¿rio aconteceu isso: tratavam mal à beça os brasileiros e o show deles era um enorme sucesso. Mas vai dizer isso para um dessses produtores? Ees sabem que a mídia vai ficar mais interessada nos estrangeiros e dá uma puta colher. E grana também. O rock nacional fica com as graças do público. E assim a vida segue. Ps ¿ não vou copidescar esse texto. Azar.
Escrito por Bloco às 03h22
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Curioso isso. Veio por mail. Thanks Malu
ACREDITA EM COINCIDÊNCIAS ? EU NÃO ! A TEORIA DO "11" O 11 passou a ser um número inquietante. Podem pensar que é uma casualidade forçada ou simplemente uma tontice, mas o que está claro é que há coisas interessantes. Se não vejam... 1) New York City tem 11 letras. 2) Afghanistão tem 11 letras. 3) "The Pentagon" tem 11 letras. 4) Ramsin Yuseb (Terrorista que atentou contra as torres gêmeas em 1993) tem 11 letras. 5) George W. Bush tem 11 letras.
Até aquí, meras coincidencias ou casualidades forçadas. Agora começa o interessante..... 1) Nova Iorque é o estado Nº 11 dos EUA. 2) O primeiro dos voos que embateu contra as Torres Gêmeas era o Nº11. 3) O voo Nº11 levaba a bordo 92 passageiros, que somando as cifras dá: 9+2 = 11. 4) O voo Nº77, que também embateu contra as Torres, levava a bordo 65 passageiros, que somando dá: 6+5 = 11. 5) A tragedia teve lugar a 11 de Setembro, ou seja, 11 do 9, que somado dá: 1+1+9=11. 6) A data coincide com o número de emergência norte americano o 911. Que somado dá: 9+1+1=11.
E agora o inquietante..... 1) As vítimas totais que faleceram nos aviões são 254. 2+5+4=11. 2) O dia 11 de Setembro, é o dia número 254 do ano. 2+5+4=11. 3) A partir do 11 de setembro sobram 111 dias ate o fim de um ano. 4) O famoso Nostradamus (11 letras) profetiza a destruição de Nova Iorque na Centúria número 11 dos seus versos... Mas o mais chocante de tudo é que se pensarmos nas torres gêmeas, damo-nos conta que tinham a forma de um gigantesco número 11.
Escrito por Bloco às 11h25
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BRASIL, Homem, Ator, Jornalista, Cantor e Compositor
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