O que me traz aqui

Estou chegando no quarto de hotel agora, vindo da apresentação da peça aqui em Marília. Findo o espetáculo não quis sair para jantar com o pessoal. Hoje foi daqueles dias em que o espetáculo esteve o tempo todo ameaçando fugir das mãos. Dificuldade de concentração. É fogo isso. E por mais que as coisas tenham saído bem fica aquela sensação de quem desce de uma montanha-russa. Ufa. melhor ir para o quarto, tomar uma sopinha e dormir. Mas antes resolvi passar por aqui. E o que me trouxe?
Uma das coisas mais fascinantes em ter uma coluna assim tão pessoal e com cara de diário é que ela atrai para nossa intimidade gente que, de outro modo, nunca teria acesso. E tenho me encantado com isso. quanta gente legal tem escrito para mim e lido meus textos com fidelidade. É uma coisa muito gratificante. tenho recebido muito amor e de uma forma tão gentil e sofisticada que me sinto empenhado em retribuir do melhor jeito possível e para isso sempre arranjo um pouco mais de força e vontade. Mesmo quando sinto que a cama está berrando por mim. Mesmo sabendo que tenho que dar atenção aos que estão próximos também. Mas tenho sentido tanto amor brotando neste pequeno sítio virtual que só me resta acatar e continuar. Nada é maior que dar amor e receber de volta amor. Já dizia uma canção.
E foi só por isso que passei por aqui. Para declarar o meu amor a quem tem me feito companhia nos momentos prosaicos do dia-a-dia. Aos companheiros de estrada. aos vizinhos de mundo virtual. Aos que escrevem como eu, ao leú, ao Léo, para quem interessar possa. Para quem vê nestes textos sem mira ou meta um espelho ou janela. Para nós que nos aproximamos e curtimos essa possibilidade. Só pra isso.

  Escrito por Bloco às 23h47
[   ] [ envie esta mensagem ]


Em Marília!

Estou com a peça em Marília, interior de SP e próximo do Paraná. Ontem nos apresentamos em OUrinhos e foi legal apesar de não ter enchido o teatro. Estamos mal acostumados. E o hotel era tão simples que não deu para me conectar na rede. Hoje vai dar tempo para responder algumas mensagens e fazer um post decente. Só que mais tarde. Estou chegando e daqui a pouco saímos todos para almocár. E será que alguém está interessado em saber isso? claro que não. Mas preciso contar sobre os cabelos brancos. Srá que já falei disso? Preciso contar como foi ver o Grease e de como fiquei orgulhoso vendo o Eduardo Martini sendo ovacionado na estréia de Na medida do possível, que tem um texto meu e marca minha estréia como autor de teatro em São Paulo! Bom, sempre tem o que contar, né? Até.

  Escrito por Bloco às 12h58
[   ] [ envie esta mensagem ]


Antes do amanhecer


Ontem passei a madrugada vendo filmes. Não quis focar escrevendo. Às vezes o silêncio é a única coisa possível. E assim fiquei quieto, vendo as coisas que passavam. E escolhi a noite certa. Peguei nomeio, mas deu para lembrar de tudo, o filme que dá nome a esse post ¿antes do amanhecer¿, com Ethan Hawke e Julie Delpy. Adoro esse filme. É lindo e fala de amor de um jeito bacana, que me toca bastante, sobre a eternidade dos momentos e sobre o apocalipse que há em cada segundo. permita-me uma viagem: só o cinema é real. Pois cada fotograma encerra em si uma realidade, isolada, e coordenada com outras ou não mas a formar um sentido vago de continuidade e realidade. O tempo, cada segundo, se é que essa é a medida exata, guarda em si um gênesis e um apocalipse. tudo existe e deixa de existir em um segundo. Tudo
voltando da viagem.
Uma torrada de pão de forma com patê, um copo de nescau, acho que vou botar um som.
Onde anda Julie Delpy. Naquele filme ela protagonizou a mulher pela qual me apaixonaria profundamente dentro daquelas circunstâncias mágicas e especiais. E não há paixão, ou amor, sem um toque de magia. Há que ser um pouco metafísico o amor. Há que nos religar, que nos conectar com o sublime, o divinal, o superior. o amor é a única religião e a comunhão entre duas pessoas é algo intransponível, ainda que absolutamente fugaz. E tudo pode se reconstruir e se reinventar a cada instante. Essa ;e a conquista. Essa é a entrega. vá ver o filme e não me encha a paciência. que saco, tentar traduzir o que uma obra nos imprime!! Isso é coisa de crítico ruim!!!
Deixa pra lá.
Outro filme que passou foi com a Sharon Stone. ela na cadeia, aquelas coisas. Era parecido com aquele do Sean Penn com a Susan Sarandon que deu o Oscar a ela. E era pior mas dava pra ver. O bacana foi que eu tinha acabado de ver uma entrevista da Hillary Clinton no Larry David muito boa e lá ele dava a notícia de que vai ser feito um filme sobre a senadora e a atriz que a representará será a maravilhosa Sharon. A senadora achou ótimo. E há algum traço de semelhança. Como ha entre Gisele Bundchen e a irmã que agora aparece em tudo canto.
Depois passou um filme hilário do Emir Kusturica. Que coisa amais divertida. A nossa cara. Ah, como seria bom se não nos levássemos tão a sério. Saudades de bye, bye, Brasil. Aquele filme do Fagundes fazendo DEus deve ser assim, né? Acho que A máquina, uma das melhores peças e todos os tempos, vai virar filme. Tomara. É lindo. Regional mas universal.
Cheguei a uma conclusão com o filme do Emir: quanto mais banguela mais sorridente. Assim é no futebol, em seu templo sagrado, o Maracanã: a geral, o geraldino, é quem mais se diverte sempre. Não vê o jogo direito, fica de pé pra lá e pra cá, toma tudo o que é tipo de coisa na cabeça e ri, ri de tudo, não briga com os rivais que se misturam, pulam, cantam, dançam, vão de fantasia e exibem seus gloriosos sorrisos banguelas de quem escolhe sempre o lado mais ensolarado da rua. E é essa alma de pobre que cultivo em mim com xodó e chamego. Não quero perder essa capacidade de delirar em êxtase com o quase nada, e me sentindo o dono do mundo e pai da alegria. Essa face gloriosa e brasileira. Esse riso banguela e doido. Essa alma popular e festiva. Alma carnavalesca. É, minha vida é um carnaval. E vai passando a ala. Uma após a outra. Alegria e tristeza. Até o samba acabar.


  Escrito por Bloco às 20h02
[   ] [ envie esta mensagem ]


Corrigindo a autoria!!!!

Recebi uma mensagem da Dequinha corrigindo a autoria do texto abaixo. ai vai a mensagem dela no que diz respeiro ao texto:
E passei agora no seu blog, que eu adoro, e vi que colocou um bonito texto chamado "Mude" lá, mas só que tenho uma correção a fazer: ele não é de Clarice Lispector, como dizem, e sim de um autor chamado Edson Marques. Adoro Clarice Lispector e dela não é mesmo! Aí tive a curiosidade, na época em que o recebi, de pesquisar. Seria legal vc fazer a correção e dar os créditos a quem merece.

Dito e feito!



  Escrito por Bloco às 18h37
[   ] [ envie esta mensagem ]


O carro ao lado

Sete da manhã e já estou na rua em busca do ganha-pão. O trânsito é lento, faz com que alguns carros me acompanhem por boa parte do trajeto. Vou da Barra até Botafogo, no mínimo quarenta minutos. Ao meu lado, observo um carro em especial. Dentro dele, parte deste tempo e caminho, um casal vai quebrando o pau. É uma guerra. Sete da manhã e ela grita e movimenta os braços freneticamente. Quer ganhar a discussão, é evidente, ou simplesmente fazer parecer aos outros que, como eu, assistem à cena que é ela quem tem a razão. Como se isso diminuísse sua dor. Como se algo melhorasse instantaneamente. Como se nas contas de amor houvesse lucro ou perda de uma só das partes. Dança-se o tango.
Fiquei imaginando a noite anterior daqueles dois. Ele estava possesso, mas sua tentativa era a de cortar o papo, conversar não adiantava. Virava o rosto, tentava freiar o assunto, queria estar em outro planeta. Ela usava a língua como metralhadora e não ficava um segundo sem atirar, com medo de dar a brecha e ser varada pela bala fatal. Todos condenam o is humano.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já
conhecidas,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale a pena!!!!


  Escrito por Bloco às 17h52
[   ] [ envie esta mensagem ]


Vendo os amigos

Ontem o Leoni veio para São Paulo para divulgar o seu belíssimo Aúdio-retrato. Acho que você sabe que ele é meu compadre ( O Tom, caçula dele, é meu afilhado) e parceiro de longa data. A fórmula do amor, por exemplo, é uma de nossas músicas. Pois bem, há muitos anos, quando ele se separou da Paula Toller, com quem era casado, foi morar em casa e ficou por lá um bom tempo. Neste período ele produziu, lá em casa mesmo, uma fita demo de uma banda de Brasília, o Capital Inicial. Esse parágrafo era só para explicar quem eram os personagens da visita e do jantar.
A idéia era passar na casa do Dinho para encontrá-lo e ir jantar ali perto. O problema é que o Dinho está com bebê novinho em casa e a mullher dele (uma doce e encantadora mamae coruja) não pode ficar muito tempo longe pois o garoto tem que mamar. E acabamos ficando lá, e tivemos uma noite memorável. Vinho, amizade, questões comuns sobre trabalho, futuro, amor incondicional, espiritualidade, essas coisas. Amores, projetos, saúde. O essencial. E foi bom ver aquele momento de 20 anos atrás se refazendo. como lidamos com o fracasso e com o sucesso, como lidamos com a música, filhos (embora eu não os tenha já sou padrinho de 3 garotos), e amigos, amigos que morreram, amigos que sumiram, enlouqueceram, e foi uma beleza de encontro. Acabamos pedindo uma pizza e ficamos por lá mesmo. E só conto isso aqui para dizer que a amizade é a única coisa a ser celebrada. A única. Se você tem um amigo, comemore. Comemore o amigo sempre que puder.
Hoje estréia aqui em S. Paulo uma peça chamada Na medida do possível, com o Eduardo Martini. Os textos (são 4 cenas) foram escritos por Luiz Carlos GÓes, João Batista e por mim. Havia um outro texto meu e do Flavio de Souza que foi cortado para a versão paulistana da peça que estreou no Rio.
Está no Teatro da Folha, no Shopping Higienópolis. Vale a pena ver. E é meu primeiro texto encenado na cidade. Eu vou lá, sem falta! Morrer de medo do povo não rir.

  Escrito por Bloco às 17h35
[   ] [ envie esta mensagem ]


Vendo os amigos

Ontem o Leoni veio para São Paulo para divulgar o seu belíssimo Aúdio-retrato. Acho que você sabe que ele é meu compadre ( O Tom, caçula dele, é meu afilhado) e parceiro de longa data. A fórmula do amor, por exemplo, é uma de nossas músicas. Pois bem, há muitos anos, quando ele se separou da Paula Toller, com quem era casado, foi morar em casa e ficou por lá um bom tempo. Neste período ele produziu, lá em casa mesmo, uma fita demo de uma banda de Brasília, o Capital Inicial. Esse parágrafo era só para explicar quem eram os personagens da visita e do jantar.
A idéia era passar na casa do Dinho para encontrá-lo e ir jantar ali perto. O problema é que o Dinho está com bebê novinho em casa e a mullher dele (uma doce e encantadora mamae coruja) não pode ficar muito tempo longe pois o garoto tem que mamar. E acabamos ficando lá, e tivemos uma noite memorável. Vinho, amizade, questões comuns sobre trabalho, futuro, amor incondicional, espiritualidade, essas coisas. Amores, projetos, saúde. O essencial. E foi bom ver aquele momento de 20 anos atrás se refazendo. como lidamos com o fracasso e com o sucesso, como lidamos com a música, filhos (embora eu não os tenha já sou padrinho de 3 garottapa na cara, a bolacha, o corretivo braçal. A tortura psicológica, emocional, feita pelo inimigo íntimo, esta é comum no uso doméstico. Pais, esposas, irmãos, todos lançam mão. As marcas ficarão para sempre na alma, e isso não pode ser comprovado pelo IML. Não dá processo e vizinhos não vêem. E iam os dois magoando-se. A noite anterior nada tinha a ver com aquilo. Aquela dor era antiga, ancestral.
O sol impunha-se nesta manhã, indiferente. E meu peito, apunhalado por esta cena, sangrou tristeza por todo o dia. Cheguei em casa e vi a Nara, minha gatinha, com o Punk, seu filhote, adormecidos no sofá. Abraçadinhos como namorados. Cúmplices de um amor irracional. Em paz.


ps - Essa cronica foi publicada originalmente em minha coluna no jornal O Dia, no Rio de Janeiro. varias outras estao publicadas no site, se tiver curiosidade entre no site e procure em textos. tem muita coisa la.

  Escrito por Bloco às 01h07
[   ] [ envie esta mensagem ]


Entrar em cena

Hoje, na hora de começar o espetáculo, fiquei pensando em registrar o que acontece quando entro em cena. Primeiro fiquei matutando se isso interessaria a alguém. conclui que se lêem esse modesto bloco de notas, algum interesse em minhas atividades artísticas também podem ser de algum interesse. E com isso resolvi prestar atenção no processo para depois descrevê-lo, o que faço agora.
Em primeiro lugar é preciso dizer que as coisas mudam. Preciso não me interessar por nada e ninguém. Ficar só, quieto, como se nada fosse acontecer. Talvez algum exercício físico, vocal, de respiração. Não quero muita agitação ou solicitações. Sei lá quanto tempo, mas diria que 15 minutos antes de entrar em cena já me sinto envolvido com a cena. Já pertenço a ela. E só a ela consigo pertencer. E fico esperando em silêncio. Pode acontecer de ter que combinar alguma coisa, cochichar com alguém algum detalhe, mas é a cena. A cumplicidade com a cena, com o palco, com as luzes, sons, corpo e tudo o mais.
Em geral, quando já está na hora de entrar procuro uma luz azul. fico me banhando naquela luz e pensando nisso. Acho que é um pouco meditação. E lembro que não adianta tentar lembrar nenhuma frase ou letra. Não dá para pensar que todas as frases podem escapulir, o que é verdade, mas eu penso. Será que vou esquecer algo? Será que quando abrir a boca a voz vai sair direito? Há o medo e o desejo, de mãos dadas. A boca seca, sei que daqui a pouco vou estar sob as luzes e os olhares e julgamentos de um monte de gente. Também não posso pensar nisso e isso me ocorre, igualmente, à revelia.
Quando entro em cena há um certo ritual impreciso e possível que precisa acontecer. A comunhão entre gesto, palavra e intenção. O desenho no espaço. O instrumento, quando há. Os companheiros e seus tempos, partes de segundo, suas surpresas. Tudo é possível e nada é garantido. Há a consciência, como passar marcha de carro, e o olhar fixo na estrada, absorto no movimento e a concentração que mais se aproxima da distração. Se pensar fixamente em uma coisa se desloca de todas as outras e, portanto, melhor nem pensar em nada. Na próxima frase, talvez, no que acontece com o colega e como reagiremos a ele, provavelmente. Tanto na música como no teatro há um jogo acontecendo. A gente está brincando mas para o regozijo alheio. Se erramos ou perdemos uma bola, temos que esquecer imediatamente pois a próxima já vem vindo. E temos que ganhar a próxima bola e todas as outras que virão.
É difícil entrar em cena. Não posso pensar que todos julgarão minha presença física e, evidente, compararão coma última imagem que tiveram de mim. Mais jovem, mais magro, na TV, na revista. Estarei sendo avaliado. Será que tenho talento? Será que ele se sai bem de verdade? A história ou canção tem que superar esses preâmbulos. E assim, envolvido e envolvendo nos fios e tramas da canção ou frase, acabo por me confundir com o que faço e ganhar, herdar, todo o encantamento que esse texto ou canção tiver. E é exatamente deixar de existir por um tempo para que outra coisa exista em meu corpo, na minha voz, naquele espaço, o que garante minha satisfação. Entrega. É, como no amor, a coisa mais difícil. E a única coisa que se há para fazer.


  Escrito por Bloco às 01h45
[   ] [ envie esta mensagem ]


Vamos colaborar!!!


Leo Jaime


Sou Ana Lins, coordenadora de comunicação da Ong Refazer que você já prestigiou levando alguns atletas do Flamengo para uma festa no Dia das Crianças.

Faremos um leilão beneficente no próximo dia 1 de julho no IAB e gostaria de além de convidar você pedir alguma nota em seu blog. É possível?

1 abraço da
Ana Lins
www.refazer.org.br






  Escrito por Bloco às 09h42
[   ] [ envie esta mensagem ]



Outro texto que rola na internet e que e bacana...


Remanescentes da idade de ouro (autoria desconhecida)



Isto é para voces, nascidos entre 1940 e 1970. Remanescentes da idade de
ouro. Se vc nao nasceu nestas épocas - antes ou depois - nao importa, leia e
sinta a diferença!

Nao posso acreditar que fizemos isso...!!! Olhando para trás, é duro
acreditar que estejamos vivos até hoje. Nós viajávamos em carros sem cintos
de segurança ou air bag. Nao tivemos nenhuma tampa r prova de crianças em
vidros de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem
capacete, sem contar que pedíamos carona. Bebíamos água direto da mangueira
e nos riachos, e nao da garrafa,ou em copos descartáveis. Nós gastamos horas
construindo nossos carrinhos de rolima para descer ladeira abaixo, e só
entao descobríamos que tínhamos esquecido dos freios. Depois de colidir com
algumas árvores, aprendemos a resolver o problema. Saíamos de casa pela
manha e brincávamos o dia inteiro, só voltando quando se acendiam as luzes
da rua. Ninguém podia nos localizar. Nao havia telefone celular. Nós
quebramos ossos e dentes, e nao havia nenhuma lei para punir os culpados.
Eram acidentes. Ninguém para culpar e processar, só a nós mesmos. Nós
tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto. A
amizade continuava a mesma... Nós comemos doces e bebemos refrigerantes, mas
nao éramos obesos. Estávamos sempre ao ar livre, correndo e brincando.
Compartilhamos garrafas de refrigerante, e ninguém morreu por causa disso.
Nao tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais a cabo, filmes
em vídeo,surround sound, celular, computadores ou Internet. Nós tivemos
amigos. Nós saíamos, e os encontrávamos. Íamos de bicicleta ou caminhávamos
até a casa deles e batíamos r porta. Imagine tal coisa! Sem pedir permissao
aos pais... por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável!
Como fizemos isso? Nós corremos, brincamos e inventamos jogos com varas e
bolas improvisadas, apanhamos do chao e comemos frutas caídas e, embora nos
tenham dito que aconteceria, nunca passamos mal, ou tivemos dor-de-barriga
para sempre, ou uma contaminaçao fatal! Nos jogos da escola, nem todo o
mundo fazia parte do time. Os que nao fizeram, tiveram que aprender a lidar
com a frustraçao... Alguns estudantes nao eram tao inteligentes quanto os
outros. Eles repetiam o ano... Que horror! Nao inventavam testes extras nem
aprovaçao automática. Éramos responsáveis por nossas açoes e arcávamos com
as conseqüencias. Nao havia ninguém que pudesse resolver por nós. A idéia de
um pai nos protegendo, se desrespeitássemos alguma lei, era inadmissível!
Nossos pais protegiam mais as leis do que a nós! Imagine! Nossa geraçao
produziu alguns dos melhores enfrentadores de risco, negociadores de
soluçoes, criadores e inventores! Os últimos 50 anos foram uma explosao
descomunal de inovaçoes e novas idéias. Foi o esplendor da criatividade
humana... Foi a verdadeira Renascença da humanidade! Tivemos liberdade,
fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com tudo isso...
a VIVER, enfim! Voce é um deles. Parabéns! Repasse isto para outros que
tiveram a sorte de crescer como crianças...


  Escrito por Bloco às 00h31
[   ] [ envie esta mensagem ]




Folga



Que beleza! Feriadão!!! E eu quase à toa. Neste momento Chet Baker está assoprando docemente a melodia de Somewhere in the rainbow e acho que é só pra lembrar ou provar que a beleza existe e se transforma em tantas outras belezas. Há que se ter grandeza para olhá-la como ela precisa. E essa grandeza é oriunda do ócio. Só o ócio nos permite alcançar o longe, o fundo, o raro. O dia-a-dia é aquela correria e a gente até esbarra com as cr />sobrenatural
que há
nas coisas da Natureza!
No entanto, amiga,
se nelas algo te dá
encanto ou medo,
não me digas que seja feia
ou má,
é, acaso, singular...
E deixa-me dizer-te em segredo
um dos grandes segredos do mundo:
- Essas coisas que parece
não terem beleza
nenhuma
- é simplesmente porque
não houve nunca quem lhes desse ao menos
um segundo
olhar!


  Escrito por Bloco às 00h02
[   ] [ envie esta mensagem ]


Experiencia


Se vc conseguir ouvir me avise, ok?



post.WAV

  Escrito por Bloco às 19h08
[   ] [ envie esta mensagem ]


Em Presidente Prudente

Ângela é a nossa camareira. Ela está grávida e uns 7 meses e continua viajando com a gente. Sou da opinião que grávidas me dão sorte. E ela tem dado sorte. Falando nisso hoje ela contou o caso de como foi notícia: a empregada doméstica que tem o carro melhor que o da patroa. Ela ganhou uma dessas promoções de shopping. Quem fizesse compras acima de determinado valor ganhava um cupon que concorria a um carro BMW zero. E ainda podia escolher o modelo. Ela pediu um adiantamento à patroa e comprou um relógio, o suficiente para ter direito a um cupon. E esse foi o bilhete da sorte. Passa um mês e está a TV na porta de sua casa, e o carro preto esperando na loja. Ela vendeu e comprou a casa em que vive agora com seu filho - ela estava grávida àquela época - e marido. E onde vai viver a Ana Júlia, o bebê que nasce daqui a dois meses.
Curioso como a vida dá esses solavancos de vez em quando, né? Estou com sensações boas. Algo de muito bom está para acontecer. Se não para mim, para alguém da minha intimidade. Tenho presságios de tanto em tanto. E agora estou com esse leve palpite. Vamos ver.
A coisa que tem ocupado bastante minha cabeça, nas horas livres, é a idéia de um disco novo. Dilema: começar uma coisa do zero ou fazer o disco que todo mundo espera, com vários daqueles sucessos? Hoje umas quatro pessoas já me pediram para voltar a gravar. E o curioso é que gente de todas as idades e classes sociais falam nisso comigo. Acho bom ter essa abrangência toda. E essa é uma idéia que vai ficando sólida. Tomara que pinte mesmo. Muita gente vai curtir, tenho certeza.
Recebi uma mensagem muito simpática descordando de uma argumentação minha aqui no bloco, a respeito de pessoas que maltratam o português. E a argumentação era muito boa: a língua tem que andar, modificar, evoluir e isso há de se configurar naquilo que o povo fala, do jeito que o povo fala, uma vez que isso resulte em cognição e comunicação. Tudo bem. Estou de acordo. Adoro gírias e tudo o mais. Mas o com certeza me irrita!
E não é só o com certeza. O a nível de também. E ao telefone quando alguém pergunta quem deseja? Eu vou sempre para o lado filosófico. O self deseja. o sujeito deseja e essa é a essência do ser: desejar. E por ai vai. Quando me perguntam de onde eu tenho várias respostas. Do lugar onde estou no momento, onde nasci, onde moro, onde morei parte de minha vida ou simplesmente de onde me der na telha. Leo? Leo de onde? Do Brasil mesmo. Ou, no caso, de Presidente Prudente!


  Escrito por Bloco às 19h04
[   ] [ envie esta mensagem ]


Em Presidente Prudente

Ângela é a nossa camareira. Ela está grávida e uns 7 meses e continua viajando com a gente. Sou da opinião que grávidas me dão sorte. E ela tem dado sorte. Falando nisso hoje ela contou o caso de como foi notícia: a empregada doméstica que tem o carro melhor que o da patroa. Ela ganhou uma dessas promoções de shopping. Quem fizesse compras acima de determinado valor ganhava um cupon que concorria a um carro BMW zero. E ainda podia escolher o modelo. Ela pediu um adiantamento à patroa e comprou um relógio, o suficiente para ter direito a um cupon. E esse foi o bilhete da sorte. Passa um mês e está a TV na porta de sua casa, e o carro preto esperando na loja. Ela vendeu e comprou a casa em que vive agora com seu filho - ela estava grávida àquela época - e marido. E onde vai viver a Ana Júlia, o bebê que nasce daqui a dois meses.
Curioso como a vida dá esses solavancos de vez em quando, né? Estou com sensações boas. Algo de muito bom está para acontecer. Se não para mim, para alguém da minha intimidade. Tenho presságios de tanto em tanto. E agora estou com esse leve palpite. Vamos ver.
A coisa que tem ocupado bastante minha cabeça, nas horas livres, é a idéia de um disco novo. Dilema: começar uma coisa do zero ou fazer o disco que todo mundo espera, com vários daqueles sucessos? Hoje umas quatro pessoas já me pediram para voltar a gravar. E o curioso é que gente de todas as idades e classes sociais falam nisso comigo. Acho bom ter essa abrangência toda. E essa é uma idéia que vai ficando sólida. Tomara que pinte mesmo. Muita gente vai curtir, tenho certeza.
Recebi uma mensagem muito simpática descordando de uma argumentação minha aqui no bloco, a respeito de pessoas que maltratam o português. E a argumentação era muito boa: a língua tem que andar, modificar, evoluir e isso há de se configurar naquilo que o povo fala, do jeito que o povo fala, uma vez que isso resulte em cognição e comunicação. Tudo bem. Estou de acordo. Adoro gírias e tudo o mais. Mas o com certeza me irrita!
E não é só o com certeza. O a nível de também. E ao telefone quando alguém pergunta quem deseja? Eu vou sempre para o lado filosófico. O self deseja. o sujeito deseja e essa é a essência do ser: desejar. E por ai vai. Quando me perguntam de onde eu tenho váriasoisas. Olhar um quadro é diferente de olhar um anúncio. E estamos acostumando nosso olhar ao ritmo da publicidade. Muito anúncio, em todo lugar tem anúncio, e comprar parece a razão de ser. E não é. O prazer e o ócio são a razão de ser. O orgasmo é
única coisa essencialmente fundamental para a continuação da espécie. Mas se quiser acreditar em outra coisa vai fundo! Não quero convencer ninguém. Ainda mais num feriadão!!! bom, pra dizer a verdade amanhã parto para Presidente Prudente e faço a peça no sábado e domingo. MInha voz ainda não está beleza. Acho que vou precisar de mais descanso vocal. Hoje acordei às 4 da tarde!!!É isso mesmo!!! Um pouco antes do jogo do Brasil. E sinto um orgulho profundo disso. Ainda que tenha sido visitado por uma centelha de culpa, acabo por me convencer que pouca coisa poderia ser melhor para alguém que está sem voz e com um princípio de gripe do que dormir o sono dos justos até não poder mais!
Pois é. Dormi mesmo! E acordei sem pressa. Com fome, é claro, e fui ver o jogo e depois vim para cá escrever, ler, pensar, digitar algumas linhas e deixar a melodia das belas canções passeando pelo peito enquanto os dedos passeiam pelo teclado, a esmo, sem meta, sem ter o que dizer e me deleitando com isso. A verdade é que tem muita coisa pra fazer por aqui. Preciso por ordem em um monte de coisas mas como hoje é feriado... será que alguém estará lendo isso num começo de feriadão? Talvez não. Mas se tiver: bom feriado e aproveite bastante de papo pro ar. E ria. E goze. Essa é nossa verdadeira rebeldia.

  Escrito por Bloco às 19h51
[   ] [ envie esta mensagem ]


Bonitao


De uma olhada no visual desse blog...


http://www.entresembater.blogger.com.br/


Chique, ne? As cores estao muito bem aplicadas!
Bom, e meu gosto. E fica os parabens para a autora!

  Escrito por Bloco às 18h59
[   ] [ envie esta mensagem ]


Confusão

Você já pode imaginar a cena; greve nos metrô e 2,5 milhões de pessoas que estariam circulando por ele no horário de pico estão em carros. Fim do dia, aquela agitação duplicada no trânsito e um ingrediente letal: amanhã é feriado e a maioria enforca a sexta. Sentiu? Pois é, a cidade estava assim. E sei lá se os metroviários conseguiram com essa chantagem os 2% que ambicionavam. Tomara que a moda não pegue com médicos, empresas de eletricidade e gás, telefones etc. os servidores públicos precisam ter mais juízo que outros profissionais. E a Força Sindical é mesmo de má índole. A diferença da orientação da Cut para a Força é enorme. E olha que a Cut tem tradição de ser osso duro.
No engarrafamento, talvez por estar irritado com o atraso ao meu compromisso, talvez por causa de tudo isso, ia ouvindo o rádio. toca um reggae. Eu gosto de reggae. E o cara começa a cantar com uma voz imitando jamaicanos. E começa com Com certeza¿. ¿Detesto esse negócio de não se usar mais o sim. Quer água? Com certeza. Água com certeza? E água sem certeza? Certamente seria uma resposta antipática. Significaria que o perguntado já tinha deixado óbvio que estava com sede e o perguntador, por excesso de zelo se certificava. Certamente, certeza, esses termos são apropriados para certificações. Deveríamos responder com certeza em situações que aparentemente o que dizemos é ou soa errado. Ex.: o gol do São Caetano foi feito pelo goleiro, de cabeça, no fim do jogo. Pelo goleiro? Não foi um beque? Afirmo, com certeza,(ou: Estou certo de que) Silvio Luiz conferiu de cabeça no último minuto.
Não sou o Pascoale para ficar corrigindo os outros e tenho cá meus erros. Mas refiro-me aos lugares comuns. Clichês etc. Na letra o cara fala de maconha, ou seja a planta que não foi descriminalizada. E insistem nesse papo de planta. Oras, a cocaína é uma planta, a urtiga é uma planta, a pimenteira é uma planta etc. É proibida não por ser uma planta. E o fato de ser uma planta não a torna igual ao alface. É um entorpecente e não uma planta qualquer. Deveria ser vendido na feira e na padaria, na minha opinião, uma vez que ninguém consegue enumerar benefícios oriundos do cigarro e ele, que é também uma planta, é vendido nestes lugares. E faz um mal danado. Outras coisas que fazem mal também deveriam ser vendidas livremente.
E a letra seguia falando de algemas e de polícia como se fosse o mal do planeta. E do banho de cachoeira como analogia ao efeito de fumar um baurete: limpa a almá. E isso é o que mais me irrita. Almá? E recordo o Djavan que mudou o meu nome para Leônardo numa música em que cita Leonardo DI Caprio. Oi, eu sou o Leônardo e estou com a almá limpa. E aí, igual aos tribalistas, a gente dançá, a gente cantá, a gente é criançá. Que língua é essa, em nome de Deus? Custa respeitar um pouco o português? Ou será pedir muito que a gente saiba falar não o grego ou o japonês, mas o bendito português?!
E lá ia o reggae, com guitarra passando pelo wah-wah, com todos os Clichês, 30 anos depois de Marley, e falando em cacheira, polícia e maconha, e tudo dando um clima politicamente correto, naturalista, ecologista, bom mocista maconheirista. Será que dedicar uma vida à liberação da maconha e não conseguir não é por demais deprimente? Ao invés de comprar bagulho e achar que a polícia é que é o mal da sociedade, por que não batalhar para mudar a lei? já fiz esse discurso, dizendo que maconha tem que ser vendido na padaria, na frente de juiz de menor, de deputados estaduais e federais, de senadores e nunca ouvi um que dissesse ser inviável. todos concordam que é melhor vender na legalidade mas acham que a sociedade não toparia.
Mas a questão das drogas é outra. o que me incomodou foi ver que o que define um grupo dentro de um segmento é a quantidade de clichês que ele usa. Quer ser rock? Tem que ser machista e grosseiro. Reggae: tem que falar de natureza, praia, surf, maconha e Jah, que é uma entidade divina dos rastafaris. Ah, tem que ser rastafari e usar boina com as cores da bandeira jamaicana. Tem que ser jamaicano cover.
E lá se vão as turbas com suas fantasias. com preguiça de se inventar. Com preguiça de inventar o seu tempo. Desperdiçando suas vidas. Another brick in the wall. Mas um tijolo super radical, super transado, super numa onda. E ai eu me lembro de que já uma multidão refletindo, destoando, se inventando silenciosamente em seus blogs e contatos virtuais. precisamos sair às ruas. Acho que está na hora de fazer mais um disco. Resta saber se alguém quer gravar. E comprar.

  Escrito por Bloco às 21h22
[   ] [ envie esta mensagem ]


Batendo recordes


Gracas a indicacao do Bloggerman o bloco recebeu ontem 794 visitas. bonito, ne?
Bem-vindos, novos amigos, e nao se esquecam de conhecer o site todo
www.leojaime.com.br
ta tudo la.

  Escrito por Bloco às 15h45
[   ] [ envie esta mensagem ]


Dia estranho


Acordei muito cedo para colher sangue. Tenho pensado em doar sangue mas ainda não sei onde. Vou achar. SE tiver uma dica pode escrever. Detestaria ver um amigo precisando de sangue sem ter no hospital. Melhor garantir doando, né?
Mas o que fiz hoje foram exames de rotina. E depois saí para o programa do Paulo Barbosa na Rádio América. Na hora do programa começar só tinha eu para o debate de notícias. Os outros convidados chegaram quase no fim do programa em função do assunto discutido na maior parte do tempo: a greve de Metrô que devastou o dia dos paulistanos. Eles queriam um aumento e o TRT decretou 18,13% e o Metrô contrapropôs 16% e recorreu na justiça. Antes que fosse julgada a parada os caras entraram em greve. Peraí, somos um país governado por um sindicalista! Temos que ter vergonha na cara! Lá pelas tantas ligou uma moça dizendo que tinha perdido uma vaga profissional, depois de ficar um ano sem arranjar emprego, por ter chegado 3 horas atrasada em um percurso que normalmente ela levaria 15 minutos. E a culpa é dos metroviários.
Depois fui ao dentista. Dormi no meio do tratamento de canal, sufoquei algumas vezes e tive uns tremeliques além de suar muito. tudo completamente irregular. Acabou o tratamento e eu estava meio zonzo. Deixei o carro lá e vim para casa de táxi. Cama e médico. Dra. Denise disse que os calafrios que estava sentindo, a garganta inflamada e rouquidão, além da pressão um pouco alta apontavam para um caso de virose com grandes possibilidades de virar uma gripe. toma vitamina C, e cama!!! E aproveitei que ela mandou fazer repouso vocal, ficar sem falar, e fui ao cinema ver o Todo Poderoso. Tenho sonhado muito em ganhar a mega-sena. Joguei antes de ver o filme que por sinal achei muito divertido. Ele é muito careteiro mas engraçado. É um Jerry Lewis. Vale a pena, se você está a fim de dar umas risadas.
E cheguei aqui o dia já tinha virado e não deu pra saber quantas visitas exatamente o bloco teve no dia 17. Mas dá pra ter uma idéia. E foi muita gente que aqui apareceu. Sejam bem-vindos! Sério mesmo. Não há nada demais aqui. Só vida. E dias. Às vezes estranhos.

  Escrito por Bloco às 00h20
[   ] [ envie esta mensagem ]


Será?

Acabo de entrar no bloco para ver o contador. Aponta 554 visitas só hoje, e são 18:25 ainda. Será um recorde? Imagino que sim pois o número de gente que me escreveu pela primeira vez hoje foi fantástico e incomum. O bloco serve par aisso, para aproximar as pessoas que querem saber notícias e trocarem idéias. Tá bacana. O Bloggerman é poderoso!!! Quem diria? Vamos aguardar até o final do dia para ver até onde esse número chega.
E quem quiser pode escrever par amim. Não tem comentários ao final dos posts mesmo para isso: escreva direto para mim. É mais ítimo e privado.



  Escrito por Bloco às 18h30
[   ] [ envie esta mensagem ]


RELEMBRANDO PORQUE ESTA É BOA:-
Dúvida do dia:

Questão de ética/moral apresentada no "Diário de Lisboa" em
Portugal:
(O texto está em sua forma original ) .

"Com toda esta polêmica a propósito da clonagem, uma grande
pergunta urge colocar:
Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone,
é homossexual ou está a masturbar-se?"


  Escrito por Bloco às 00h14
[   ] [ envie esta mensagem ]


Que bacana!- Mico - parte 2

E não é que o pessoaol do Blogger deu um mole para o meu modesto Bloco?! Está em destaque na entrada do www.blogger.com.br. Muito chique!!!!

  Escrito por Bloco às 23h44
[   ] [ envie esta mensagem ]


Chegando em casa


4 dias fora. As coisas acumulam e quando a gente chega tem aquela pilha de papéis e recados esperando. Amanhã é dia de dentista, banco, exames de saúde, uma porção de coisas. Não vai dar para por tudo em ordem em um só dia. Tudo bem. Fico até sexta em casa e aos poucos vai tudo entrando nos eixos. E no final de semana que vem vamos a Presidente Prudente.
Muitos convites para shows estão pintando. Bacana. vamos lá, temos que tocar e cantar para quem quer ouvir, não é mesmo?
O problema é que estou completamente rouco. Será que vai dar tempo de recuperar a voz? O personagem quros convidados chegaram quase no fim do programa em função do assunto discutido na maior parte do tempo: a greve de Metrô que devastou o dia dos paulistanos. Eles queriam um aumento e o TRT decretou 18,13% e o Metrô contrapropôs 16% e recorreu na justiça. Antes que fosse julgada a parada os caras entraram em greve. Peraí, somos um país governado por um sindicalista! Temos que ter vergonha na cara! Lá pelas tantas ligou uma moça dizendo que tinha perdido uma vaga profissional, depois de ficar um ano sem arranjar emprego, por ter chegado 3 horas atrasada em um percurso que normalmente ela levaria 15 mine faço nessa peça é meio histérico e isso tem me desgastado bastante as cordas vocais. tomara que não vire um hábito ficar afônico. vou marcar uma consulta amanhã. Na hora em que achar um segundo livre. Não custa prevenir.
Na viagem desse final de semana algumas coisas foram marcantes. O fato de ter encontrado três amigos que abandonaram Rio e SP para morar em Floripa foi um. O carinho que tiveram com a gente em Criciúma e Floripa também. Combinei de voltar lá para tocar em breve. E fico no aguardo de que a Fátima e o Gabriel de Ciciúma e o Luis ou o Leo de Flotipa consigam mesmo reuinir condições para que eu vá pra lá no começo de Agosto. E fica aquela dúvida; se tem tanta gente querendo me ouvir, por que será que as gravadoras não percebem isso?
Dei uma falhada nos updates do Bloco. Não tava dando para fazer uma conexão decente e isso andou me desapontando. Mas agora estou em casa e, antes de dormir, tirei um tempinho para atualizar o Bloco
Outra coisa que me marcou na viagem foi uma cena insólita. Ou melhor: duas. Na saída de S. Paulo, fomos até Guarulhos pegaro vôo que foi cancelado e uma van nos trouxe para o Congonhas. 3 horas de atraso e uma hora e meia no engarrafamento. Estávamos engarrafados na 23 de maio, uma grande avenida que corta São Paulo no sentido norte/sul, quando percebo ao lado da van um fusca muito velho, todo rebaixado, com a porta do motor atrás aberta. E se segurando nesta porta estava um rapaz sentado no para-choques. Isso mesmo. O carro tinha vidros escuros e não dava para perceber se estava lodado ou não. O morotista era muito baixinho e só o cucuruto dele aparecia pela janela. E como o carro era rebaixado isso parecia ainda mais bizarro. E sentado no para-choque, se apoiando na porta aberta do motor, estava lá o cidadão, magrela e com cara de tacho, fazendo sua viagem ao ar livre. Muuuuito estranho.
Outra cena de viagem aconteceu algumas horas depois. Uma família estava andando à beira da BR 101, no trecho que liga Florianópolis, onde nosso vôo pousou, e Criciúma, nosso destino. Era quase meia-noite e ia aquela família andando pelo acostamento, aparentemente distantes de qualquer habitação ou ponto de luz visível. E iam em silêncio, caminhando lentamente, soturnos e pensativos. Até as crianças iam assim. Graves e, talvez, um pouco tristes por terem que fazer uma longa caminhada no escuro. E eu pensei no quanto aquele menino, um deles, deveria se regozijar se conhecesse a poesia. A poesia torna suportável esses imensos diálogos interiores que longas caminhadas propiciam. E torci para que a poesia ou um carro, até carroça, salvassem aquela família. A tristeza deles pode nem existir mas eu a senti. E me lembrei daquele poema do Drummond que acaba com Ëta vida besta meu Deus¿.

  Escrito por Bloco às 23h42
[   ] [ envie esta mensagem ]


XXXXIIIIIII

Ontem nao consegui entrar no bloco. HOje escrevi uma pequena nota e ele apagou. ta feia a coisa. Ainda estou em Floripa e amanha a noite estarei em casa e escrevo mais. tudo beleza por aqui. A peca foi um sucesso.
ate amanha...

  Escrito por Bloco às 02h21
[   ] [ envie esta mensagem ]


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.


Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de
ser. Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora:
perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar
pobre. Pode ser fogo de dentro:
pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande
transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou:
vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma,
ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece:
BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a
estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.

Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.




Extraído do livro "O amor que acende a lua" de Rubem Alves.










Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra .
Scan engine: VirusScan / Atualizado em 11/06/2003 / Versão: 1.3.13
Proteja o seu e-mail Terra: http://www.emailprotegido.terra.com.br/




  Escrito por Bloco às 02h13
[   ] [ envie esta mensagem ]


Olha eu ai outra vez.....


Bem que eu poderia fazer esse post nosmoldes habituais, copiando de um editor de texto uma versao acentuada. Como estou em tourne e com pouco tempo, nao o farei e conto com sua compreensao. Sem acento mesmo. E estou de volta as minhas suntuosas intalacoes aqui no hotel e pronto para publicar mais uue fase!!!!


  Escrito por Bloco às 02h00
[   ] [ envie esta mensagem ]


Tour em Criciúma


Pra não pesar, vou por os links e vc vê as fotos que quiser. Trouxe a máquina nessa viagem e me diverti com ela. Óbvio que nem todo mundo tem a paciência

da Isabela para tirar fotos, mas acho que deu para documentar a turma toda e um pouco da nossa passagem por aqui. A peça foi muito bem recebida e fizemos

algumas amizades. E aí vão as ilustrações. Algumas delas.


O hotel, de onde escrevo....Banheiro.JPGQuarto.JPGSala.JPG

A Fátima que nos trouxe pra cá....

Fátima.JPG

A Bela em vários momentos....


E o pessoal da equipe.....


Mais gente do backstage...


E o elenco reunido...


Essa é a Jennifer, telefonista da prefeitura, que foi checar com a Bela se a boina tinha caído bem. E fez até foto com o Tatá...

Os amigos que vieram ao jantar depois da peça....

E mais gente bacana...Bela 1.JPGBela 2.JPGBela 3.JPGElizeu.JPGAlex.JPGdesmontando.JPGTatá e Angela.JPGbela e eu.JPGBuffet.JPGTatá e Jenn.JPG



Jantar 2.JPGTatiana.JPG

  Escrito por Bloco às 01h46
[   ] [ envie esta mensagem ]


Olha eu ai outra vez.....


Bem que eu poderia fazer esse post nosmoldes habituais, copiando de um editor de texto uma versao acentuada. Como estou em tourne e com pouco tempo, nao o farei e conto com sua compreensao. Sem acento mesmo. E estou de volta as minhas suntuosas intalacoes aqui no hotel e pronto para publicar mais um textinho e uma foto.
Primeiro o texto:

Porquinho-da-Índia


Quando eu tinha seis anos

Ganhei um porquinho-da-índia.

Que dor de coração me dava

Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!

Levava ele prá sala

Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos

Ele não gostava: Queria era estar debaixo do fogão.

Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas . . .

- O meu porquinho-da-índia foi minha primeira namorada.


(Manuel Bandeira)

e agora a foto, de quando eu tinha uns 22 aninhos... A Sil quem mandou, thanks!!!

leojaime.jpg

  Escrito por Bloco às 02h29
[   ] [ envie esta mensagem ]


Tour em Criciúma


Pra não pesar, vou por os links e vc vê as fotos que quiser. Trouxe a máquina nessa viagem e me diverti com ela. Óbvio que nem todo mundo tem a paciência

da Isabela para tirar fotos, mas acho que deu para documentar a turma toda e um pouco da nossa passagem por aqui. A peça foi muito bem recebida e fizemos

algumas amizades. E aí vão as ilustrações. Algumas delas.


O hotel, de onde escrevo....Banheiro.JPGQuarto.JPGSala.JPG

A Fátima que nos trouxe pra cá....

Fátima.JPG

A Bela em vários momentos....


E o pessoal da equipe.....


Mais gente do backstage...


E o elenco reunido...


Essa é a Jennifer, telefonista da prefeitura, que foi checar com a Bela se a boina tinha caído bem. E fez até foto com o Tatá...

Os amigos que vieram ao jantar depois da peça....

E mais gente bacana...Bela 1.JPGBela 2.JPGBela 3.JPGElizeu.JPGAlex.JPGdesmontando.JPGTatá e Angela.JPGbela e eu.JPGBuffet.JPGleojaime.jpg

  Escrito por Bloco às 01h45
[   ] [ envie esta mensagem ]


Ufa!!!!!


Sai de casa antes de duas e meia e so cheguei no hotel em Criciuma agora. 9 horas de transito, voo cancelado etc. Canseira. Agora vou jantar. Depois conto mais. E o dia dos namorados, sera que foi namorado? Todo mundo feliz? Todos os moteis cheios? Quando alguem beija eh gol do meu time. Se bem que nao ando querendo muito falar em time. Ai, meu Mengao....


  Escrito por Bloco às 23h40
[   ] [ envie esta mensagem ]



DEFINIÇÕES


Um pouco da sabedoria popular. São velhas mas ótimas!




HOMEM: é aquele que sonha ser tão bonito quanto a mãe acha que ele é, ter tanto dinheiro quanto o filho dele acha que ele tem, ter tantas mulheres quanto a mulher dele acha que ele tem e ser tão bom de cama como ele acha que é.
 
CHEFE: é aquele que vem cedo quando você vem tarde e vem tarde quando você vem cedo.
 
SEXO: é aquilo que quando é bom é ótimo, mas quando é ruim, ainda assim é muito bom.
 
COQUETÉIS: são reuniões programadas para se encontrar pessoas que não vale a pena convidar para jantar.
 
CASAMENTO: é uma tragédia em dois atos: civil e religioso.
 
JÚRI: é um grupo escolhido para decidir quem tem o melhor advogado.
 
WHISKY: é o melhor amigo do homem, é o cachorro engarrafado.
 
ESCOLA PARTICULAR: é uma instituição financeira que vende diplomas, o aluno é o interessado em comprar e o professor é a pessoa que quer atrapalhar as negociações.
 
AMOR: é aquilo que começa com um príncipe a beijar um anjo e acaba com um careca a olhar para uma vaca gorda.
 
ADVOGADO: é o sujeito que salva os seus bens dos seus inimigos e os guarda para si.
 
E a melhor de todas...
 
STATUS: é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar para quem você não gosta, uma pessoa que você não é.

  Escrito por Bloco às 15h22
[   ] [ envie esta mensagem ]


Um pouco de Manoel de Barros para animar o dia....



Renovar o homem

A maior riqueza do homem é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito.

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa
válvulas, que
olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai
lá fora, que
aponta lápis, que vê a uva etc etc.

Perdoai.

Mas eu preciso ser Outros.

Eu penso renovar o homem usando borboletas.

Manoel de Barros

  Escrito por Bloco às 15h07
[   ] [ envie esta mensagem ]



UMA PORÇÃO DE FOTOS


Como o BLOCO anda muito pesadão, vou colocar os links das fotos e você clica se quiser ver, ok?

Esse e o tradicional Baiao de dois com carne de sol e macaxeira, servido na Esquina do Baiao, perto de onde foi o show em Fortaleza. Booooommmmm!
BAIÃO

Já ouviu falar em vaca vira-latas?
VIRA-LATA 1



Pois é....existe....
VIRA-LATA 2



Esse é o Luce. Tocamos juntos inúmeras vezes. Ele é um excelente compositor/produtor/cantor e guitarrista. Tocou muito com a Cassia Eller tambem e com o Cazuza. Fizemos esse show maravilhoso no Shopping Carioca (pra nós foi mesmo!) e saímos felizes. E gostei muito de saber que ele vai ser pai. Boas novas!
LUCE


A Ana era minha colega de turma na faculdade. E depois ficamos amigos e jogamos algumas peladas juntos. ela adora jogar futebol e esportes radicais. Nao deu para matar saudades mas foi otimo ve-la no show! E ela veio acompanhada, quer ver?
ANA

E fiquei muito feliz em ver que a Mari, amiga que escreve com frequência aqui no Bloco, foi até lá para ver e me deu um oi. Ela comenta tudo no blog dela que já vai pintar no link. Acho que é mariblog, mas é melhor conferir nos links.
ANA & FRIEND

Cheguei morto e ainda fui fazer supermercado. Agora vou apagar.


  Escrito por Bloco às 03h36
[   ] [ envie esta mensagem ]


Voltando
Estou no avião, parado em Natal esperando que abasteçam a máquina para que ela siga para o Rio. Chego tarde. Não vai dar tempo de ver o amigo Rodrigo, com quem fiquei de almoçar, antes que ele parta com a seleção brasileira. É bem possível que a gente se encontre no Galeão, eu chegando e ele partindo. E o curioso é que eu partiria para o Rio no primeiro vôo, às 7 da manhã, que acabou sendo cancelado. Ou melhor, não consegui embarcar pois estava na lista de espera. E depois de estar com as malas fechadas e fazendo o check-out no hotel, acabei voltando para dormir algumas horinhas.
Outro prejuízo causado por esse atraso é que não vou poder assistir ao jogo entre Mengão e Cruzeiro. Quando descer no Rio pela cara do pessoal no aeroporto vou saber o resultado. Não precisa nem perguntar. Se todo mundo estiver feliz é porque o Mengo ganhou. Nada deixa o Rio mais feliz do que o Flamengo campeão.
Acabei comprando o Globo no aeroporto de Fortaleza para ir me inteirando das coisas sobre o Rio. Corroborando as minhas afirmações sobre a decadência cultural, ou melhor, como destituição do Rio como tambor cultural do país, há uma informação nesta edição dando conta que 55% dos cariocas não têm nenhuma vida cultural e praticamente não saem de casa. Por falta de dinheiro e por mêdo. É triste mas apenas corrobora o que se vê quando se viaja para lá voltamos. O Rio anda triste e pobre. E se há um certo ufanismo, um certo orgulho carioca que faz o sotaque ficar exagerado, um certo ar de superioridade e narcisismo como que afirmando ser uma entidade especial, quase divina, por ter nascido no Rio, essa é só mais uma bandeira da falta de auto-estima que o cidadão carioca sofre ao ver a decadência daquele que era o centro político e intelectual do país. Não é nem centro turístico mais visitado, nos últimos tempo. E os cariocas ou amantes do Rio, como eu, precisam apurar o senso crítico para lutar de alguma forma ou de todas as formas para fazer reviver aquele Rio divertido, carismático, sorridente e gentil de outrora.
Outra informação estatística de um jornal paulistano dá conta que 63% dos jovens entre 13 e 18 anos não tiveram ainda nenhuma experiência sexual, ou melhor, não transaram. Sei lá o que fizeram! Mas esse mesmo grupo fala sobre sexo o tempo inteiro e vive pesquisando o assunto. Sexo verbal, diria Renato Russo. Ou pornografia. Mêdo de intimidade? Dificuldade em aceitar o próprio corpo e expô-lo ao julgamento criterioso do outro? Ninguém é Gisele Bündchen. Nem mesmo Gisele Bündchen. E, vá lá, eu sou feio e gordo. Não tenho, portanto o direito de fazer julgamentos pois diriam que estou dizendo isso por ser feio e gordo, oras. Mas é fato que há uma distancia oceânica entre o que parece natural em nossa juventude e o que paira como sendo ideal. E isso inibe. Há uma supervalorização do físico, do objeto, da coisa. O peito, a boca, o cabelo, a barriga, a tatoo, o piercing etc. A pessoa que carrega é só a pessoa que carrega. Se for assim ou assado, se está indo daqui pra acolá, isso não faz a menor diferença. Parecer rico é outro dado relevante. E não ter carro é quase não ter um pênis, para um menino. Impedimento total de uma vida sexual já que não será visto e nem se considerará atraente. Levar ela para passear de ônibus? Sim, e por que não? E o metrô? É claro que vejo muitos jovens namorado se atracando no metrô de São Paulo. No do Rio também. Sou um cidadão popular, circulo muito e observo as pessoas sempre. Esse é o meu principal lazer.
Essas estatísticas dão uma confirmada em textos que aqui publiquei e que foram rebatidos até com um certo rancor. Não há julgamento no que escrevo mas a simples observação das coisas pelo meu ponto de vista, logicamente parcial, e que não deseja mal a nada e a ninguém. Pelo contrário, sou a favor do Rio de de São Paulo! Por que tem que ser uma coisa ou outra?
Ontem de madrugada, enquanto esperava a hora de ir para o aeroporto, fiquei vendo o maravilhoso Superbonita no GNT. Era um programa de homens falando dos cabelos. Lá estavam duas figuras que nunca tinha visto antes e que me chamaram muito a atenção por serem uma exemplifição viva disto que digo ser a cara do Rio atual. E pelo jeito como são celebrados, os ditos cujos são mesmo motivo de orgulho do pessoal pensante ou falante do Rio. Haja vista que as meninas que trabalham na redação do programa, segundo a própria diretora, ficaram em alvoroço com a presença dos moços. Dia deste lendo revistas no dentista vi duas que citavam um desses caras. Acho que o nome é Rodrigo Hilbert. Nunca tinha visto e, no entanto, marquei o nome pois em li duas revistas no dentista e cada uma delas anunciava o namoro de uma beldade famosa com o tal príncipe. Ele louro, cabelo bem liso e comprido, e ele não mexia o pescoço enquanto falava, de certo para o cabelo não sair das costas onde ficaram o tempo todo em perfeito alinhamento. O outro é um ator de Malhação. Não faço a menor idéia do nome mas é fácil identificar. Cabelo desgrenhado com muito cuidado e uma boca de Cicarelli. E ele falava fazendo bico e gesticulando muito de uma forma ultra-sensual, como as mulheres cariocas mais exibicionistas fazem. Aquele sotaque que coloca a em todas as palavras e que era chamado, antigamente, por cariocas de sotaque de surfista. não vejo mais surfistas falando dessa forma. Na Barra talvez. Mas me recordo da mulher que teve o marido assassinado e que ia nua aos programas de TV reclamar que a família do falecido estava lhe tirando tudo, lembra? A mulher do cirurgião plástico que foi morto em casa? Pois é, ela fala com esse mesmo sotaque. Alô é Alôaaaa. Aí é Aíaaaa .Pô é Pôaaa. Certo é cearto. E assim por diante. É um sotaque tido como sensual. Parece que a pessoa está saboreando cada palavra como quem se excita com a própria visão no espelho ou com o som da própria voz. Mas é um estilo de vida saudável, dirão! Sim, desde que a perseguição do modelo saudável não inclua bombas, cirurgias etc. E desde que a cidade não seja induzida a crer que atratividade sexual é o que há de melhor para sua população buscar, reiterando e assumindo uma já visível vocação para polo de prostiturismo. Isso seria o fim. E como não se constroem hotéis há anos, não se garante a segurança de turistas há anos, não se facilita o ensino de inglês à população que atende turistas há anos, e não se investe verdadeiramente na cultura local, e a prova está na estatística do jornal, é provável que aconteça mesmo do carioca pensar que ele é o tesão do país. O bonito e burro. A flor bela e inculta da antiga capital. E se assim for, nada melhor que aparecer na Malhação.
E retorno para São Paulo com suas questões. Há uma frase que aprendi com Rita Lee e que acho fundamental: eu posso viver sem isso? Essa frase resolve todas as questões consumistas que podem nos assolar. Você está diante da angústia de ter um carro velho e vê um bacana passando, quase ao seu alcance, mas aquele que se você quiser comprar vai ter que abrir mão da viagem nas férias e daquele para os momentos difíceis. Você pode esperar. E é aí que entra a frase. passeando no shopping, ou caminhando em direção ao cinema. Viu uma coisa bacana mas que não é necessária? A frase. É tiro e queda! E a gente não precisa de muita coisa mesmo. Sorrisos, orgasmo, olhares cúmplices, lágrimas de alegria, tudo isso é de graça.
Viva o Rio!
Viva São Paulo!
Viva o Brasil!

  Escrito por Bloco às 02h08
[   ] [ envie esta mensagem ]


O SHOW

Foi bom pra caramba! Mais de 5 mil pessoas. Todo mundo ficou surpreso com o tanto de gente e nem a chuva que caiu desanimou o pessoal. Depois eu conto mais da cidade que me recebeu muito bem!



  Escrito por Bloco às 04h40
[   ] [ envie esta mensagem ]



POSIÇÕES DELICIOSAS....



Alguém disse uma vez que eu parecia um gato de padaria. Acho que em parte foi uma boa observação. Tem a ver.


  Escrito por Bloco às 02h29
[   ] [ envie esta mensagem ]


Fortaleza

Como disse anteriormente, trouxe a camera para ca. Esqueca esse negocio de acentuacao. Senao vai demorar muito para eu postar alguma coisa. E ai vão algumas fotos...




Esse é o Reginaldo, da equipe que organiza a festa 20 e poucos anos, na qual darei a canja. E o Kleber, sócio dele e DJ da radio Maxi de Fortaleza, que toca a programação da rádio Mix de SP, ou quase isso. Tem o Dr.Pimpolho, por exemplo

Acabei dando uma canja na rádio e a Hellen, que trabalha lá, tirou essa foto comigo. E tirou fotos minhas também




Fomos à televisão também para um programa feminino da tarde, apresentado por Roseane e Fernanda



A Camille trabalha na produção e é designer grafica. Talvez esse não seja o nome, mas ela faz artes visuais e bola logomarcas. Pedi para ela bolar uma pra mim, vamos ver se sai. Ela é muito simpatica. Aliás, todo mundo aqui. Lembra muito o Rio de 20 anos atrás.



E a Xuxinha trabalha na TV daqui ha muitos anos. Desde a primeira vez que aqui apareci ela ja era da TV
E ainda fiz uma entrevista para jornal e outra para um noticiario da TV. Dia cheio!!!



  Escrito por Bloco às 01h59
[   ] [ envie esta mensagem ]


Creditos

As fotos do Athilio Music foram tiradas e cedidas por Lisandra guilherme Securae.
Obrigado mesmo!!!

  Escrito por Bloco às 01h45
[   ] [ envie esta mensagem ]


Danifreitas

  Escrito por Bloco às 20h12
[   ] [ envie esta mensagem ]


Chiiiii, a foto da Margareth nao quer entrara.....o que sera?


  Escrito por Bloco às 20h11
[   ] [ envie esta mensagem ]


FESTA E VIAGEM

Ontem foi aniversário do Marquinhos, um amigo que trabalhava na equipe do SBT e que agora está na Rcord. Ele é o do meio na foto abaixo. Foi muita gente bacana. Aproveitei para tirar umas fotos com a Dani Freitas, sua irmã Débora e a Margareth, que é a da ponta esquerda. E tem o amigo que é da casa (Athilio¿s) mas o nome eu esqueci.




Tinha uma banda maneira tocando e acabei dando uma canja. Sente a camisa suada. Elegante!!! Fazer o quê? Tava divertido!!!



Cheguei em Fortaleza e trouxe a câmera. Já fiz ummonte de fotos e depois eu posto. Vou dormir para recuperar a voz que está muito cansada.



  Escrito por Bloco às 20h06
[   ] [ envie esta mensagem ]


Daqui a pouco vou para Fortaleza. talvez demorae para postar algo nestes dias, msa vou levar a camera, de modo que vale a pena passar aqui para dar uma olhada. Alguem sabe como por um contador neste bloco?

  Escrito por Bloco às 19h28
[   ] [ envie esta mensagem ]


" Sex is one of the nine reasons for reincarnation. The other
> eight are unimportant."
> - George Burns
>
> "Having sex is like playing bridge. If you don't have a good
> partner, you'd better have a good hand."
> Woody Allen
>
> "Bisexuality immediately doubles your chances for a date on
> Saturday night."
> Rodney Dangerfield
>
> "There are a number of mechanical devices which increase sexual
> arousal, particularly in women. Chief among these is the Mercedes-Benz
> 380SL."
> Lynn Lavner
>
> "Women might be able to fake orgasms. But men can fake a whole
> relationship."
> Sharon Stone
>
>
> "My mother never saw the irony in calling me a son-of-a-bitch."
> Jack Nicholson
>
> "Ah, yes, divorce, from the Latin word meaning to rip out a man's
> genitals >through his wallet."
> Robin Williams
>
>
> >"Women need a reason to have sex. Men just need a place."
> Billy Crystal
>
> "According to a new survey, women say they feel more comfortable
> undressing >in front of men than they do undressing in front of other
> women.
> They say that women are too judgmental, where, of course, men are just
> grateful."
> Robert De Niro
>
> "There's a new medical crisis. Doctors are reporting that many men are
> having allergic reactions to latex condoms. They say they cause severe
> swelling. So what's the problem?"
> Dustin Hoffman
>
> "There's very little advice in men's magazines, because men think,
> I know what I'm doing. Just show me somebody naked."
> Jerry Seinfeld
>
> >"Instead of getting married again, I'm going to find a woman I
> don't like and just give her a house."
> Rod Stewart
>
>

  Escrito por Bloco às 19h25
[   ] [ envie esta mensagem ]


Essas fotos foram enviadas por meu tio Carlos queesteve recentemente na Bahia, na estrada que liga Salvador a Aracaju. viu isso la e me enviou. Ja tinha noticia de algo igual perto de Trancoso. E esclareco: nao tenho e nem nunca tive madeireira. E fico me perguntando: por que nao me chamam para fazer a publicidade. Vai ver e porque o pessoal nao tem muito para gastar com publicidade, ne?



  Escrito por Bloco às 03h20
[   ] [ envie esta mensagem ]


Acabo de receber um mail da sil com esse texto da Martha Medeiros que repasso para você ler, se já não leu.


Mulheres que amam de menos

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema.
Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam
seus parceiros, que não confiam neles, que investigam
cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em
mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu
preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu
marido (namorado).
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho
telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele
para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita,
desde que ela seja realmente bonita. Se não for, é
porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações
de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é
lamentável: eu o aamo pouco.
Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem
respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar
demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres
e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que
amar tem limite, quando na verdade amar nunca é
demais. O que existe são mulheres e homens que têm
baixa auto-estima, que tem níveis exagerados de
insegurança e que não sabem a diferença entre amor e
possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e
desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser
batizada de "amor demais", então eu vou fundar As
Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é
calma, quem não invade a privacidade do outro e quem
confia na pessoa que escolheu pra viver 'também está doente.'"


  Escrito por Bloco às 15h11
[   ] [ envie esta mensagem ]


Trocando idéias




Podia ter publicado isso aqui em Opiniões mas como virou um assunto debatido, achei bom mostar a conversa toda. É sobre um livro best-seller ca Catherine Millet que causou muita polêmica e quando dei uma entrevista para um site da Globo.com recomendei a leitura à repórter que me entrevistava e que agora me escreve dizendo ter detestado o livro.



Leo,

Ontem, conversando com um amigo, ele desandou a digitar uma de suas músicas.

Eu tentei naquela festa
Você fugiu de mim
E eu pensei a vida não presta
Ela não gosta de mim

Fiquei perguntando porque estava escrevendo a letra e ele respondeu: "o cara escreveu essa música pra mim". Comentei que conhecia você, é um doce de pessoa. Ele disse que só um cara legal podia escrever uma música assim...risos...com a cara dele.

No mais, quando nos encontramos naquela entrevista para o globo.com, você me indicou o livro da Catherine M. Fiquei meses para comprar e enfim, adquiri o dito cujo. Leo, detestei ler e rendeu até comentário no meu Blog. Sou caretinha mesmo. Mas uma caretinha de bom coração.

"...Imaginei que houvesse por parte dela um desejo de confrontar a sociedade e ser feliz amando e desejando quem ela bem quisesse. O que eu apoiaria, porque sou do partido que cada um segue o caminho escolhido, odeio hipocrisia e o certo e errado imposto pela sociedade. Só que sinceramente, na minha cabeça, existe uma diferença grande entre ser resolvido sexualmente e só viver para isso. A autora afirma, em tom de conversa íntima, ter tido relações sexuais com mais de 40 pessoas numa noite e 30 na noite seguinte. Fazia sexo com todos os amigos, em todas as posições. É, inclusive, usada por um deles que a levava nas festas e a colocava como brinde para os convidados. E lá ficava a mocinha nua, sentada em um sofá, esperando o desejo alheio. Muitas festinhas rolaram e a personagem real dormiu com qualquer pessoa que cruzou o seu caminho. Pergunto o que a história acrescenta na minha vida? O que o relato influencia na vida dos jovens de hoje em dia? Galera, a Aids está aí!!! Apesar do texto sincero, a história nada mais é do que uma panela de surubas. O desejo da autora em dividir podres do passado faz no máximo a gente achar incômodo alguém c